Roteiro Completo 3 dias em Dublin

Atualizado em 09/03/2026

Não sei se todos sabem, mas vivi dois anos em Dublin como nômade digital, uma época boa em que curti muito cada esquina (e pub… risos) e também fiz muitas das viagens compartilhadas por aqui. Assim, nada mais justo do que compartilhar com vocês meu roteiro de 3 dias em Dublin, aquele que fazia para amigos e familiares, com todo o carinho que mora nos detalhes e cuidado com as indicações.

Dublin é uma cidade que mistura história, música, boa comida e diversão. O rio Liffey corta a cidade e marca sua divisão em norte e sul, de cada um dos lados os bairros são numerados, de um lado números pares e do outro ímpares. Esse roteiro se concentra em D1, 2, 4, 6, 7 e D8. O mapa abaixo dá uma ideia espacial da coisa. No entanto, em day-tours, muitos locais nos arredores são sugeridos.

Dublin - Mapa com bairros numerados
Dublin – Mapa com bairros numerados

Este guia segue os moldes do meu artigo de Roma, com um roteiro dia a dia – para 3 dias, com sugestões de atrações, restaurantes e pubs. Aqui você vai encontrar: 👉 Roteiro de 3 dias em Dublin (D1, D2 e D3) | Dublin U2 | Passeios-Day Tours | Comer e Beber em Dublin | Onde se hospedar | Como chegar e se locomover em | Clima na IrlandaCompras em Dublin | Mapa pontos de interesse

Espero que gostem!

Roteiro de 3 Dias em Dublin

Dia 1 – Trinity College e Parques

Comece pelo Trinity College, complexo universitário onde está a famosa biblioteca e o Book of Kells – um manuscrito medieval ilustrado de beleza singular.

Dublin - Interior Biblioteca Trinity College
Dublin – Interior Biblioteca Trinity College

Saindo, explore a Grafton Street e arredores, com suas lojas, pubs e restaurantes, siga caminhando até o St. Stephen’s Green, pequeno parque central com jardins e muito verde. Aproveite e conheça o pequeno e charmoso centro comercial de mesmo nome, com sua arquitetura em ferro que contrasta com as demais construções do lugar.

Dublin - Stephen's Green Shopping Centre
Dublin – Stephen’s Green Shopping Centre

À tarde, o Museu Nacional de Arqueologia da Irlanda é uma excelente pedida e, na minha opinião, uma visita obrigatória em Dublin, cheio de achados vikings e celtas, narra a história da região com maestria. Na saída dê uma passadinha no charmoso Merrion Square Park, para ver a estátua de Oscar Wilde ainda.

Dublin - Merrion Square
Dublin – Merrion Square

A noite sugiro a primeira passada no Temple Bar — pode começar pelo lado núcleo mais turístico (ruas Temple Bar, Essex, Parliament) para sentir o clima, tomar uma pint. Eu recomendo visitar o Temple Bar e arredores à noite, e assim, dia a dia, explorar um pouco de cada canto desse templo dos pubs e da animação.

Dublin - Pub Icônico no Temple Bar
Dublin – Pub Icônico no Temple Bar

Restaurantes e Pubs nas proximidades:

Restaurantes: Avoca Suffolk Street (pratos leves), The Pig’s Ear (comida de autor com produtos locais, reserve!), The Gallery Lounge at The Westbury Hotel (perfeito para um afternoon tea), Matt The Thresher (especializado em frutos do mar, uma instituição próxima ao Merion Park, recomendo o jantar).

Dublin - pratos restaurantes Avoca na Sulfolk Street
Dublin – Pratos restaurante Avoca na Sulfolk Street
Dublin - Restaurante The Pigs Ear - pratos
Dublin – Restaurante The Pig’s Ear – pratos

Pubs: O’Donoghues Bar (próximo ao Merrion Square Park), pode ser um primeiro ponto de parada. The PorterHouse (meu predileto) – imperdível para provar diferentes porters (meu predileto, quando penso em voltar a Dublin, só penso em visitá-lo), The Oliver St. John Gogarty (sempre animado e com música ao vivo, ótimo para fechar a noite).

Dia 2 – História e Guinness

Durante a manhã, visite o Dublin Castle e os arredores e depois siga a pé até a St. Patrick’s Cathedral – um dos cartões-postais da cidade.

Dublin - Castelo de Dublin
Dublin – Castelo de Dublin
Dublin - Castelo de Dublin - em dia de sol
Dublin – Castelo de Dublin – em dia de sol
Dublin - Catedral Saint Patrick
Dublin – Catedral Saint Patrick
Dublin - Parque Saint Patrick
Dublin – Parque Saint Patrick

À tarde, dedique-se ao verdadeiro templo da cerveja na cidade: a Guinness Storehouse, onde a visita termina com uma pint no Gravity Bar apreciando a vista panorâmica da cidade. Importante: Reserve! Não preciso nem dizer que deve ser a experiência mais visitada da cidade, não é mesmo?

Dublin -Guinness Storehosue -Experience e Gravity Bar
Dublin -Guinness Storehosue -Experience e Gravity Bar

Para fechar a tarde/noite, sugiro explorar o Temple Bar – desta vez nos arredores da Exchequer Street, com mais opções de pubs e restaurantes modernos.

Dublin - Estátua Molly Mallone
Dublin – Estátua Molly Mallone

Se tens interesse em mercados, dê um passadinha antes na Fallon & Byrne (interessante para ingredientes locais) e na George Street Arcade (mais alternativa).

Restaurantes e Pubs nas proximidades:

Restaurantes: The Bank on College Green (atmosfera de pub/restaurante nas instalações de um antigo banco), Fade Street Social (ambiente mais descolado e pratos para partilhar), Sophie’s (pizza, vista e música).

Pubs: Stag’s Head (pub tradicional localizado em uma rua cheia de pubs), O’Neills Pub & Kitchen (ótimo para refeições – almoço e jantar – um tradicional, Pygmalion (pub/balada)

Dublin - fachada ONeils Pub
Dublin – fachada ONeils Pub

Dia 3 – Prisão e Parque ou Docklands + Candem St. ou Ranelagh

Comece o dia com uma visita à Kilmainham Gaol, a prisão transformada em museu que conta parte da história política da Irlanda. Em seguida, aproveite o verde do Phoenix Park, maior parque urbano da Europa ou, se preferir, troque o passeio pelo parque por uma caminhada na região nas Docklands – área moderna da cidade, próxima ao rio.

Dublin -Samuel Beckett Bridge
Dublin – Samuel Beckett Bridge
Dublin - Docklands
Dublin – Docklands

Uma vez nas redondezas, uma boa opção de passeio é o EPIC Ireland – que conta a história da emigração irlandesa. Não deixe de observar a estrutura dedicada ao período conhecido como a Grande Fome – a causa do êxodo irlandês.

Dublin - Escultutas em homenagem ao perído da Grande Fome -The Great Famine
Dublin – Escultutas em homenagem ao perído da Grande Fome -The Great Famine

À tarde, sugiro que mergulhe na cultura do uísque na Jameson Distillery Bow St. Ao sair, explore o outro lado da cidade: passe pela Parnell Street, rua de compras com lojas como Arnotts e Penneys (a Primark na Europa, sabiam que ela é irlandesa?).

Dublin - Fachada Penneys-Primarky no resto da Europa
Dublin – Fachada Penneys-Primarky no resto da Europa

Considere abrir os trabalhos do final de tarde no icônico The Church – uma igreja transformada em pub. Fique por ali ou siga para uma noite fora dos circuitos mais turísticos em Ranelagh, bairro com atmosfera local. Se depois quiser esticar, a Camden Street, região mais boêmia nos arredores do Temple Bar, não tão turística e, portanto, mais autêntica e caótica, pode ser uma opção.

Ao cruzar de um lado para outro, não deixe de dar uma passadinha (se ainda não passou) na conhecida ponte Ha’penny Bridge, que leva esse nome porque em 1816, para atravessá-la era preciso pagar um pedágio de meio penny (half penny, ou ha’penny).

Dublin Hapenny Bridge
Dublin Hapenny Bridge

Restaurantes e Pubs nas proximidades:

Restaurantes: Delahunt (região Candem St), Fish Shop (fish and chips minimalista), The Rooftop Anantara Marker (Docklands, reserve!) e Herb Street (Docklands), Layla’s Rooftop Restaurant e Brother Hubbard (locais de referência em Ranelagh).

Dublin - Balcao minimalista e prato de fish and chips do Fish Shop
Dublin – Balção minimalista e prato de fish and chips do Fish Shop

Pubs: The Church, Bledding Horse (Candem St.) e Devitts (Candem St.).

Dublin - Interior The Church e The
Dublin – Interior The Church e The Bank

Dublin do U2

Dublin do U2 – Se você é fã da banda como eu, não tem como pensar em Dublin e não pensar no U2. A cidade guarda cenários ligados a sua trajetória, como As Poolbeg Chimneys, capa do single Pride, o antigo Windmill Lane Studios, onde gravaram álbuns clássicos (a rua continua sendo um mural de grafites dedicados ao grupo), além da Hanover Quay, onde ficava um dos estúdios particulares e o The Clarence Hotel, no coração do Temple Bar, que pertence a Bono e The Edge.

Considerações sobre o Roteiro Proposto e como usá-lo

Dublin é uma cidade pequena, e a maior parte das atrações turísticas está concentrada em uma área central que pode ser explorada a pé. O roteiro sugerido aqui foi pensado para otimizar o tempo de deslocamento, priorizar o que considero mais interessante nos primeiros dias e deixar as tardes um pouco mais livres do que as manhãs.

Mas lembre-se: o roteiro é um norte, não uma regra. Você pode (e deve!) customizar de acordo com seus interesses, ritmo e até com seu perfil — se é mais noturno do que diurno, por exemplo. A ideia é que você aproveite Dublin no seu tempo, sem pressa, curtindo cada parada. E antes de se decidir, não deixe de conferir a seção abaixo: talvez você prefira trocar um dos dias por um bate e volta para outra cidade.

Passeios/Day tours a partir de Dublin

Se você tiver dias adicionais no seu roteiro ou mesmo se preferir alternar os dias acima com um passeio, Dublin é ponto de partida perfeito para explorar outras regiões da Irlanda — ou até mesmo da Irlanda do Norte.

Esses bate-voltas podem ser encaixados como dias extras ou até substituir algum dia do roteiro tradicional, caso você queira personalizar sua experiência.

  • Howth: vila de pescadores charmosa a apenas 30 minutos de trem do centro. Ideal para comer peixe fresco e fazer trilhas costeiras.
  • Galway: cidade cheia de música e pubs tradicionais que serve de base para conhecer os Cliffs of Moher.
  • Belfast: capital da Irlanda do Norte, famosa pelo Titanic Belfast Museum e pelos murais políticos que contam parte da história recente.

Todos os detalhes sobre meus passeios/bate e voltas sugeridos, aqui!

Comer e Beber em Dublin

Na Irlanda, o fish and chips é coisa séria: preparado com peixes variados, por vezes defumados, vem acompanhado do clássico purê de ervilhas e/ou batatas e fica ainda melhor quando harmonizado com uma cerveja artesanal local.

Pratos tradicionais que vale experimentar são: o Irish stew (ensopado de cordeiro com batata e cenoura), o shepherd’s pie e a cremosa seafood chowder, muito popular nos pubs.

As manhãs podem começar com um reforçado full Irish breakfast, com um brunch moderninho — o do Angelina’s é um dos mais disputados — ou mesmo com um café bem tirado com direito a scones quentinhos em algum café.

Os domingos são marcados pelo tradicional Sunday roast e as tardes pelo afternoon tea. Dublin é sim uma parada para quem aprecia um clássico chá das cinco.

Ao mesmo tempo, Dublin se destaca por sua cena contemporânea: muitos restaurantes de cozinha de autor priorizam ingredientes locais e sazonais, como o ruibarbo, frutos do mar frescos, manteigas e queijos artesanais, carnes de pasto de extrema qualidade e vegetais orgânicos, o que traz um toque moderno à mesa.

Dublin - Restaurante The Pigs Ear - destaque ingredientes locais
Dublin – Restaurante The Pigs Ear – destaque ingredientes locais

As sugestões de restaurantes desse artigo são voltadas para lugares que oferecem comidas típicas, para que você mergulhe na gastronomia local. No entanto, ressalto que Dublin oferece milhares de opções gastronômicas, não será nada difícil comer e beber por lá.

E, claro que, nada seria completo sem falar da bebida mais celebrada, na Irlanda, a cerveja é patrimônio nacional. Além da icônica Guinness, vale explorar as inúmeras cervejas produzidas por lá, desde lagers leves até stouts encorpadas — perfeitas para acompanhar os pratos, o clima (e a música) dos pubs.

Dublin-Porterhouse Pub - Torneiras Cerverjas
Dublin- Porterhouse Pub – Torneiras

E falando em PUBs: Pub é a abreviação de public house, expressão usada no Reino Unido e na Irlanda para designar mais que um bar: um espaço de convivência comunitária, onde se socializa, ouve música, bebe e também se compartilham refeições. Não à toa, em muitos deles o lema é food served all day long, e você pode experimentar desde um típico café da manhã irlandês acompanhado de um pint até um jantar descontraído

Onde se hospedar em Dublin

Uma coisa é verdade, para o seu tamanho, Dublin oferece uma enorme gama hoteleira. São muitos hotéis grandes, de grandes redes e com boa localização – a maioria concentrada nas imediações do centro. Confesso que tenho uma preferência pelo lado par da cidade, acho mais cosy, no entanto vou começar pelo lado ímpar que, pelo que observo, é onde está o melhor custo x benefício.

Generator Hostel – rede de albergues bastante conhecida que em Dublin tem um local enorme, com diversas tipologias de quartos (incluindo duplos) e inúmeros serviços.

Dublin - Geneator Hostel
Dublin – Geneator Hostel

Easy Hotel – simples, econômico e próximo ao Generator.

O Hilton by Hampton e o Motel One – bons hotéis de rede que, por estarem em localizações não tão privilegiadas (lado ímpar), mas ainda assim centrais, são excelentes opções.

StayCity – na verdade uma rede de prédios de apartamentos espalhados pela cidade, com apês completos. O do Temple Bar é bem localizado e fora do burburinho.

The Clarence – imagina se hospedar em um local com ligação direta com o U2? Agora realiza esse sonho! No momento em que escrevo esse artigo, o hotel encontra-se fechado para revitalização, eles indicam o The Dean, como alternativa, outro excelente hotel, onde fica localizado o Shophie’s restaurante (indicação acima).

The Mont, moderno, estilo industrial, é uma excelente escolha em uma região mais calma e tradicional, mas ainda perto de tudo.

Dublin -Vista do The Anatara Marker Rooftop
Dublin – Vista do The Anatara Marker Rooftop

Nas Docklands, o Moxy é moderno e tem preço mais acessível, enquanto o The Marker oferece conforto e sofisticação.

Como chegar e se locomover em Dublin

O Aeroporto de Dublin fica a cerca de 10 km do centro. O Airlink Express (ônibus verde) conecta o aeroporto à O’Connell Street em menos de 30 minutos. Outras opções são o Dublin Express e o Aircoach, que cobre diferentes regiões da cidade,

Dublin - ônibus Airlink - transfer aeroporto - Dublin
Dublin – ônibus Airlink – transfer aeroporto – Dublin

Dublin é uma cidade relativamente compacta, o que torna andar a pé a melhor forma de explorar o centro histórico, os parques e os bairros turísticos. Para distâncias maiores, ou mesmo até o seu hotel, o Luas (tram) é eficiente e fácil de usar. Para bate e voltas o DART (trem) costuma ser a melhor pedida.

Clima na Irlanda e o que não deixar de levar na mala

Mal sabia eu quando fui morar na Irlanda que lá não existe verão de verdade. Julho e agosto são os meses “quentes”, mas com máximas de 23/24 graus (chuva incluída no pacote) e pouquíssimo sol. Só vi o termômetro bater 28°C uma vez em dois anos.

  • Primavera/verão: casacos leves, sapatos fechados.
  • Inverno: frio úmido (sem neve), mas pede casaco mais pesado, gorro e cachecol.
  • Outono: minha estação favorita! Céu mais limpo, luz dourada e menos chuva (apesar dela nunca desaparecer).
Dublin - paisagem no outono
Dublin – paisagem no outono

Considere que a chuva é uma constante, embora muitas vezes fina e passageira. Recomendo sempre sapatos impermeáveis e casacos também (ou aquela sombrinha/guarda-chuva na bolsa). Eu confesso que depois de um tempo de Irlanda não era para qualquer chuva que me dava ao trabalho de tirar a sombrinha da bolsa 😊

Compras em Dublin

Dublin é ótima para compras. Seguem algumas sugestões:

  • TKMaxx: vende marcas conhecidas a preços descontados, a do Stephen’s Green é boa e uma forma legal de conhecer esse centro comercial.
  • Ruas de compras como Grafton Street (com a maravilhosa loja de departamentos Brown Thomas), Mary St. (Penneys) e Henry Street (Arnotts, Marks & Spencer, etc.).
  • Dundrum Town Centre, shopping gigante com acesso pelo Luas. Lá além de inúmeras fast-fashion, você encontrará uma Arnotts e uma TKMaxx.
  • Kildare Village Outlet, para quem quer produtos de alta gama com bons descontos. Confere nosso artigo aqui!

Mapa de todos os pontos de interesse citados

Dublin é um destino receptivo, alegre e cheio de música. A simpatia dos irlandeses (e a presença da comunidade brasileira) tornam qualquer dia mais ensolarado, mesmo sob chuva. Como dizem por lá: a vida não é sobre esperar a tempestade passar, mas sobre aprender a dançar na chuva. Bora se molhar! ☘️


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