Biarritz – Praias, Surfe e Gastronomia

Biarritz entrou no mapa do turismo quando o Imperador Napoleão Terceiro e sua esposa construíram uma propriedade de verão na cidade. A propriedade é até hoje um dos pontos altos de Biarritz e foi convertida em um hotel de luxo, o Hotel Du Palais (imagem abaixo).

Biarritz – Hotel Du Palais (foto: Hotel Du Palais)

No início do século 20 chegaram os cassinos e em 1957, quando um californiano decidiu pegar onde em Biarritz, a cidade ficou conhecida como o primeiro destino de surfe da Europa, atividade que hoje em dia um dos maiores atrativos da cidade.

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San Sebastian e Biarritz – Dicas de viagem pelo País Basco

Fazia muito tempo que queria conhecer uma região da Espanha chamada País Basco (Pais Vasco em Espanhol e Pays Basque em Francês). A ideia inicial era visitar a Espanha mas como não encontrava voos diretos nas datas que precisava a França (Biarritz) entrou no roteiro. Dessa forma San Sebastian e Biarritz foram as cidades que escolhermos para conhecer um pouco mais do País Basco. Ambas as cidades são muito bonitas e ao mesmo tempo em que possuem suas particularidades também possuem elementos da cultura Basca em comum o que tornou a viagem mais interessante ainda. Adorei essa dobradinha!

San Sebastian – Centro visto a partir de Gros

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Viagens de Esqui: O que levar na mala quando for esquiar

O objetivo deste post é listar aquilo que entendo que não pode faltar na sua mala ao planejar uma viagem de esqui. Escreverei sobre as roupas e acessórios que são importantes, alguns indispensáveis, para garantir sua tranquilidade enquanto desfruta sua temporada na neve. Quando falo que não pode faltar na mala não interprete isso como “tenho que comprar tudo antes de esquiar” mas de repente planeje uma parada para umas comprinhas antes, tente emprestar de um amigo, tenha claro quais seriam alguns substitutos adequados e o que se deve/pode alugar nas estações de esqui.

Eu sei que sei a temporada de esqui 2016 no hemisfério sul já está na metade e esse post mais do que atrasado. No entanto, foram tantas dúvidas nessa temporada sobre o tema que já estava mais do que na hora escrever sobre ele. E de qualquer forma, muitas “semanas brancas” virão pela frente não é mesmo? Coisa boa!

Roupas para esqui - evolução

Roupas para esqui – evolução

Para facilitar vou dividir em itens de acordo com os membros do nosso corpo.

roupas e acessórios para esqui: Cabeça

Para proteger a cabeça a melhor coisa é o capacete. Demorei a incluí-lo na minha indumentária “esquiística” mas hoje o considero indispensável. Senti falta conforme meu esqui evoluiu e alguns tombos ficaram sérios.

Roupas para esqui - Capacete, gorros e lenços

Roupas para esqui – Capacete, gorros e lenços

Apesar da questão da segurança, o capacete também esquenta a cabeça e os ouvidos melhor do que gorros, lenços e protetores de orelha além de proteger mais da neve do que o gorro da jaqueta. A vantagem é que hoje em dia ele pode ser alugado com facilidade junto com seu equipamento de esqui. Então não tem desculpa 🙂

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Aosta – Onde a Itália tem cara de França

Com a páscoa chegando resolvi escrever sobre meu destino na páscoa do ano passado, o Valle d’Aosta. Meu destino final era a Estação de Esqui de Pila e no caminho passei pela cidade de Aosta, capital da região Valle d’Aosta. Como Aosta é um ponto de parada para quem vai à Pila acabei passando algumas horas na cidade.

A Região do Valle d’Aosta é a menor região da Itália e fica literalmente encravada entre os maiores Alpes Europeus.

Mapa Valle d'Aosta (wikipedia)

Mapa Valle d’Aosta (wikipedia)

Aosta não tem um aeroporto comercial, assim a forma mais fácil e econômica de chegar, é voando até Turim e de lá ir até Aosta de ônibus ou trem. Uma outra opção, melhor para quem parte do Brasil, é voar até Milão. Tanto de Turim quanto de Milão o acesso à Aosta pode ser feito por trens ou ônibus.

No meu caso voei com a Blu-Express de Roma à Turim. Recomendo a Blux-Express para esse trajeto, eles possuem muito voos e a preços conveninetes quando comprados com antecedência. Chegando no aeroporto de Turim peguei um ônibus da Sadem até a estação ferroviária de Torino Porta Susa e de lá outro ônibus da Savda até a cidade de Aosta. Precisei fazer isso porque por poucos minutos perdi o ônibus que faz o trajeto direto entre o aeroporto e a cidade de Aosta.

Importante: ao escrever esse post não econtrei mais as informações no site do aeroporto sobre a empresa que faz o trajeto direto e também fiquei sabendo que em 10.09.2012 a Savda suspendeu o serviço de ônibus de Turim mas continua com o de Milão. Como às vezes essas alterações não são definitivas deixo os links onde as informações foram encontradas aqui no blog.

Os trens, assim como ônibus, partem tanto de Torino Porta Nuova quanto de Porta Susa e o tempo de viagem leva em torno de 1 e 40 minutos. Optei pelo ônibus porque teria que esperar um pouco mais para pegar o trem, além disso o peguei em Porta Susa e não em Porta Nuova porque se tivesse que ir até, mais central, não conseguiria pegá-lo a tempo. Tanto os ônibus quanto os trens partem de Torino Porta Nuova e passam em Torino Porta Susa alguns minutos depois da partida. Na volta fiz o trajeto de trem e foi bastante tranquilo.

Aosta é uma cidade muito bonita, limpa e organizada. Uma cidade muito fofa onde a Itália tem jeito de França. A própria estação de trens é bem mais cuidada e limpa do que a maioria das cidades italianas.

Estação Ferroviária

Estação Ferroviária

Fiquei impressionada com o trem, muito moderno, novinho e limpo. Cheguei a pensar: até os trens são diferentes. Porém logo ao retornar dessa viagem, comecei a observar essa tipologia de trem em outras rotas.

Interior do Trem

Interior do Trem

Chegando em Aosta, para ir até Pila, basta caminhar ou pegar um taxi até a cabinovia. Tanto a estação ferroviária como a rodoviária, além de serem muito próximas entre sí, distam 1 quilômetro da cabinovia.

Estação Rodoviária

Estação Rodoviária

Como cheguei na metade do dia e não pretendia esquiar naquele dia, resolvi dedicar algumas horas para passear pela cidade. Foram momentos tranquilos e agradáveis.

Da rodoviária caminhei até a praça principal que dá na prefeitura, ou deveria dizer Hotel de Ville?

Centro Aosta - Hotel de Ville

Centro Aosta – Hotel de Ville

A cidade apesar de pequena, ou deveria dizer petit 🙂 , é muito charmosinha. Toda emoldurada pela montanhas com seus cumes brancos.

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Chama atenção a influência francesa por alí, a maioria das pessoas inclusive é bilíngue. Língua, nomes e comidas se fundem fazendo com que o lugar se torne especial.

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Passei pelas ruas para pedestres do centro, parei para um almoço rápido e depois do almoço provei o melhor sorvete de canela da minha vida em uma gelateria um pouco fora do centro, chamada Pazzo di Bianchi. O que me fez escolher aquela gelateria foi a fila, o que prova uma coisa que já tinha comentado aqui no blog, na Itália, se tem fila pode confiar. A surpresa boa foi encontrar o sabor canela que não é muito trivial pela Itália e eu amo. Um parêntesis: gosto tanto de canela que fiz um amiga levar trident de canela do Brasil para a Itália.

Depois de passear pela parte mais central passei pelas ruínas da época romana. Aosta teve uma ocupação romana grande e devido aos inúmeros achados arqueológicos é conhecida como a Roma dos Alpes.

Parte do muro de época romana

Parte do muro de época romana

Antes de terminar o passeio fui no mercadão e supermercado e fiz um comprinhas básicas para levar para a estação. Nada como vinhos italianos com cara de francês com queijos fontina e de cabra para acompanhar.  Mammamia!!

Mercado

Mercado

Vinho local

Vinho local

A cabinovia que liga Pila à Aosta é tão prática que não passei por Aosta só naquele dia. Voltei em um outro para um passeio de fim de tarde e especialmente para que meu namorado provasse o tal sorvete de canela. Ele estava super a fim de provar depois da minha propaganda. 

O único problema da cabinovia é que ela tem hora para fechar, e fecha cedo, às 19, então, depois dessa hora só com o ônibus, taxi ou carro (para quem aluga). Subir de carro é tranquilo na primavera mas pode ser delicado no forte do inverno por causa da neve.

Aosta vista da Cabinovia

Aosta vista da Cabinovia

Optei por ficar hospedada na montanha, direto em Pila, como tinha pouco tempo queria aproveitar ao máximo. Porém hospedar-se em Aosta e esquiar em Pila me pareceu muito tranquilo. Como a estação é bem pequena, vou falar sobre ela em outro post, ficando em Aosta acho que se tem um pouco mais de acesso à restaurantes, serviços em geral e até mesmo a day-trips, de esqui ou não, nos arredores.

Aosta está muito próxima de Cormayer, são poucos quilometros até a estação de esqui mais gourmet da Itália. Também é próxima de Chamonix-Mont-Blanc, que se separa de Cormayer apenas pelo túnel do Montblanc, barbadinha para fazer um bate e volta e conhecer a cidade, já para esquiar são “outros cinquecentos”. Completa a oferta de passeio pelos arredores a estação de Cervínia, que é conectada à Zermatt e Valtournenche, formando uma área de esqui  de mais de 350 km de pistas, chamada o Matterhorn Ski Paradise.

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O Etap do Aeroporto de Marselha

Na minha recente ida à Turquia comprei, através do Group, um bilhete para voar com a AirFrance. Como o bilhete foi comprado com um bom desconto a viagem previa uma “pequena” conexão em Marselha. Chegava em Marselha às 22:30 e só partia para Istambul às 07 da manhã do dia seguinte.

Assim, decidimos que passaríamos aquelas horas pelo aeroporto mesmo. O combinado era tentar dar um jeito de dormir da forma que fosse. Infelizmente não fomos os únicos a ter essa idéia. Famílias inteiras, e completas, de árabes, já dominavam a maioria dos espaços disponíveis. O aeroporto é bem pequeno e as famílias eram GRANDES!!! Tinha o reduto dos homens e o das mulheres com a criançada. Um verdadeiro parque de diversões. Que caos!

Logo vimos que seria impossível termos sequer alguns minutos de descanço e portante acionamos o plano B, utilizamos o serviço de informações do aeroporto para tentar buscar um hotel nas proximidades. Para nossa surpresa ficamos sabendo que existiam muitos hotéis no entorno do aeroporto. E que mesmo sendo próximos estes disponibilizavam um serviço de minivans para traslado. Ótimo para economizar no taxi!

Como fiéis clientes da Rede Accor, entramos em contato com o Ibis, que já estava lotado. Depois com um Formule 1, também lotado, e por último com um Etap que tinhas poucos quartos livres. Oba! Naquele horário, passado das 23, o serviço de minivans não estava mais disponível porém o atendente nos informou que era facílissimo chegar caminhando e realmente era. Fechamos com eles na hora a preço de balcão, nos custou 61 euros, em pleno julho. Achamos ótimo, uma pena não termos decidido isso antes, durante o planejamento da viagem, teríamos chegado mais cedo e com certeza pago bem menos.

O quarto do hotel foi o menor de todos os Etaps em que já estive. Uma mistura de Formule 1 com Etap. Inclusive, o Etap mudou de nome, agora chama-se Ibis Budget. O quarto e o banheiro são pequenos porém funcionais.

Quarto Ibis Budget (ex-Etap) no aeroporto de Marselha

Quarto Ibis Budget (ex-Etap) no aeroporto de Marselha

Quarto Ibis Budget (ex-Etap) no aeroporto de Marselha

Quarto Ibis Budget (ex-Etap) no aeroporto de Marselha

Do banheiro, como não tirei, coloco o link para o foto que encontrei no TripAdvisor.

Fotos de Etap Hotel Aeroport Marseille Provence, Marignane

O atendimento bom e algumas máquinas de snacks garantiram o abastecimento. A acústica do hotel não é das melhores porém, tendo que acordar muito cedo, isso não foi um problema. O serviço de traslado funcionou perfeitamente, saímos no horário marcado e chegamos em minutos. Bom para tomar uma ducha, esticar o corpo por algumas horas e, o melhor de tudo, poder dormir mais um pouquinho em função da proximidade.

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