Dicas de Hotéis em Firenze/Florença

Mais um post com dicas de hospedagem saindo do forno. Desta vez as dicas de acomodações/hotéis são de Florença, chamada na Itália de Firenze. Florença é sem dúvida uma das cidades mais visitadas da Toscana; não é a mais bucólica no entanto é servida pelos trens de alta velocidade italianos, possui relíquias do período renascentista e grandes museus assim como concentra a maioria dos serviços que facilitam a vida do turista. Tudo isso faz dela uma excelente opção para se utilizar como base em uma visita a região.

Firenze - Piazzale Michelangelo

Vista de Firenze da Piazzale Michelangelo

Já tive a oportunidade de visitar Firenze em 4 ocasiões e com isso acabei a conhecendo bem. O objetivo do post é colocar no blog, de forma organizada, algumas dicas que até então vinham sendo passadas por email ou nos comentários de outros posts.

Segue abaixo minha  listinha de hotéis. São hotéis onde já me hospedei ou visitei ou dos quais recebi boas recomendações. Ao lado de cada hotel indico a categoria e o valor da estadia de uma noite (sáb-dom) para um casal para fins de referência de preços. Sempre bom lembrar que os preços podem variar em função da data, da temporada ou mesmo de descontos praticados pelos hotéis.

Hotel Balcony (2 estrelas – 100 euros a diária)

O Balcony é muito simples, acho que as fotos do booking até enganam um pouco, de perto ele é bem mais caidinho. No entanto a localização é central, fica perto da estação ferroviária, tem quartos bons e um café da manhã caprichado para os padrões italianos. O hotel fica localizado em uma região onde só podem ser estacionados carros que possuem um selo específico e o mesmo não possui garagem. O bom é que eles têm um serviço que busca seu carro para pernoite e te leva no momento em que precisas. Esse tipo de serviço não é barato, assim como não é barato estacionamento em Firenze, mas é sem dúvida uma mão na roda. Ah, não possui elevador.

Hotel Giglio (3 estrelas – 145 euros a diária)

O Giglio é um pouco mais afastado mas ainda perto da estação. Dá para caminhar numa boa. Ele possui um padrão mais alto que o Balcony e cobra um pouco a mais por isso. Para quem está de carro as ruas ao redor podem ser bons locais de estacionamento mas ainda assim tem que procurar com calma e ter cuidado pois não é permitido estacionar em qualquer. Esteja atento para não levar uma multa. #quemnunca? Eu já 🙂

Hotel Corte Dei Medici (3 estrelas – 180 euros a diária)

Ocupa um dos andares de um prédio que está localizado na rua onde diariamente se estabelece o mercado de San Lorenzo. Hotéis que ocupam um ou mais andares de um determinado prédio são bastante comuns em Firenze, não raro alguns prédios dão lugar a mais de 1 hotel. Não é a coisa mais bonita do muito, fica uma mistureba de estilos…risos. Em função da localização é bastante caótico durante o dia já à noite é tranquilo. Fica próximo do centro e da estação ferroviária. A fachada que se vê nas fotos do Booking engana porque de dia você mal vê a fachada, só a feira. Não espere muito da recepção nesse tipo de hotel ela costuma ser pequena. O tamanho dos quartos é bom, a decoração bonita, o banheiro tinha sido todo reformado e as janelas eram anti ruídos. Quando me hospedei eles tinham um horário fixo para café por quarto que era inconvieninete. Confesso que não respeitei muito a regra e não tive problema. Ah, nem todos os quartos ficam no mesmo prédio.

Hotel Delle Nazioni (3 estrelas – 130 euros a diária)

Ele fica em frente a estação e faz o estilo executivo. Tenho uma amiga que se hospedou e gostou bastante. Não é meu tipo de hotel preferido para um viagem de lazer mas, pode ser útil para quem está de passagem rápida.

Rapallo (3 estrelas – 180 euros a diária)

Infelizmente nunca me hospedei, já tentei mas estava lotado na ocasião. Também pudera, o hotel é uma graça e apesar de um pouco distante – fica próximo ao Giglio – nada que alguns minutinhos de caminhada a mais não resolvam.

B&B Hotels (3 estrelas – 80 euros a diária)

Tem um dos melhores custos benefícios da cidade porém fica longe da estação e da parte mais central da cidade. Para quem não conhece tem um padrão de serviço o estilo Ibis Budget. Eles se classificam como 3 estrelas, eu daria 2,5. Nunca me hospedei nesse de Firenze, porém me hospedei na França, onde a rede tem mais presenca. O relato você encontra aqui. Justamente em função do precinho camarada é super difícil consegui reservar, exige uma certa antecedência.

Best Western Hotel River  (4 estrelas – 145 euros a diária)

Já visitei mas nunca me hospedei, na ocasião tinha um preço ótimo e me arrependi muito de não ter ficado ali. É charmoso e está localizado em uma região menos movimentada. Fica próximo ao B&B Hotels. Gosto bastante dessa região acho “um pouco”menos turística. A Via dei Benchi tem bons restaurantes e a Santa Maria della Croce é uma praça muito bonita. Fora isso também está próxima da Piazzale Michelangelo, a melhor vista de Firenze (foto acima).

No mapa abaixo marquei todos os hotéis para poder dar uma ideia espacial da localização dos mesmos. Também marquei os principais pontos de interesse turístico para facilitar a identificação.

Os que ficam localizados na parte esquerda do mapa são mais próximos a estação ferroviária e às zonas centrais de comércio e mercados. Ficam um pouco mais próximos dos Museus também. No entanto a cidade não é muito grande e mesmo os que ficam mais distantes ainda estão bem localizados.

Pretendo que esse seja mais um post “vivo”. Isto é, tenho a intenção de editá-lo conforme for recebendo novas opiniões ou tenha novas experiências no destino. E você, tem alguma dica? Precisa de alguma dica? Deixe a sua opinião aqui.

Buon Soggiorno a Firenze!

Roteiro de 3 dias na Liguria – Cinque Terre e Arredores

Recentemente fiz um passeio de 3 dias pela Liguria que gostei muito e queria dividir aqui no blog. Foram 3 dias e 2 noites dedicados ao que na minha visão a Ligúria tem de melhor. Esse roteiro utilizou La Spezia como base e visitou as famosas Cinque Terre (cinco terras na tradução para o português), Portovenere, Portofino e Santa Margherita Ligure.

O principal objetivo era o de conhecer as Cinque Terre (Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso) porém o roteirinho foi engordando e no final achei que ficou de bom tamanho. Assim, esse vai ser o primeiro post de uma pequena série com roteiro e dicas de viagem sobre essa viagem pela Liguria.

Nesse post você vai encontrar uma visão geral de como chegar, se deslocar e sobre o roteiro em si. Se quiser obter mais informações sobre cada cidade clique sobre os link das mesmas.

La Spezia

La Spezia

Nesse post vou falar da viagem de um modo geral, como fui, onde fiquei, como dividi os dias e minhas impressões. Nos demais vou detalher um pouco das cidades por onde passei, sendo elas: todas as Cinque Terre (Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso), a cidade que utilizei como base, La Spezia, além de Santa Margherita Ligure, Portofino e a última cidade que visitei, Porto Venere.

Onde ficamos nas Cinque Terre?

Como eram poucos dias resolvemos que escolheríamos uma cidade para montar base e que faríamos bate-e-voltas diários. Comecei procurando hotéis nas próprias Cinque Terre, dei preferência para Vernazza e Riomaggiore, pela beleza e localização, porém os preços estavam salgadinhos e acima do orçamento. Foi conversando com uma colega de trabalho italiana que surgiu a dica de procurar em La Spezia, Lerici ou Genova.

Genova foi a primeira que pesquisei porém descartei logo de início porque saindo de Roma não parecia muito bom, porém, para quem vem do norte da Itpalia pode ser uma boa opção. Lerici achei um pouco distante, fiquei com medo que pudesse atrapalhar o deslocamento. Para facilitar encontrei um B&B em La Spezia que achei que caiu como uma luva, além de ser muito elogiado no Booking me pareceu bem localizado e depois constatei que realmente era.

Era um pouco distante da estação de trens, isso eu conseguia ver pelo google maps porém não sabia se seria um problema e, como pude constatar depois, não foi. O fato da cidade ser plana ajudou bastante. Fora isso era próximo do centro, ótimo para acessar os restaurantes e fazer caminhadas no final do dia, perto do porto para passeios de barco, e também, isso descobri no último dia, da parada de ônibus para Porto Venere.

O B&B se chama Residenza Viani Guest House. Gostei bastante. Tudo muito limpo, moderninho, mesmo estando em um prédio bem antigo que está sendo formado, e de bom gosto. De qualquer forma é importante equalizar a expectativa, é B&B  não um hotel. Ficamos com a chave da porta da entrada do prédio, do apartamento e do nosso quarto o tempo todo e só vimos o dono do B&B no dia em que chegamos e no dia em que fomos embora. Ainda bem que fizemos todas as perguntas na hora do check-in, ele foi muito prestativo e deu várias dicas.

Andar do prédio onde se localizada o Residenza Viani Guest House

Gostei bastante de uma coisa que não é muito comum em B&B’s, pude pagar com cartão de crédito. Como eram poucos dias não tivemos serviço de quarto e também não tinha café da manhã apenas uma dica de que um bom lugar para o café seria a cafeteria/bar em frente ao prédio e realmente era. Aqui relembro uma constatação minha: é praticamente impossível tomar um café ruim na Itália. Ah, quando falo café me refiro à bebida em si. Quem acompanha o blog sabe que sou coffee addict.

Corredor(entrada) do B&B

Corredor(entrada) do B&B

O único inconveninente foi a questão das malas, após nosso check-out não nos deixaram deixar nossas malas no B&B. Nos disseram que o lugar para isso seria também o bar da frente. Achamos estranho mas como não tínhamos opção fomos até o bar e solicitamos o serviço, ao menos já nos conheciam, tínhamos tomado café da manhã alí os 3 dias 🙂

A atendente do bar disse que não tinha problema e nos disse para deixar as malas em um canto. Isso mesmo, um canto aberto, sem porta onde qualquer um que entrasse no bar tinha acesso. Sem escolha, deixamos 😦 afinal ainda tínhamos um dia inteiro pela frente.

Como Chegamos na Cinque Terre?

Essa foi mais uma viagem que fiz com a TrenItalia. Na verdade a TrenItalia foi praticamente minha inspiração. Queria muito conhecer as Cinque Terre porém depois da enchente que ocorreu em outubro de 2011 e que causou muitos estragos fui adiando, ficava com medo de investir e não ter retorno. Assim, quando consegui comprar passagens a 9 euros por pessoa, não pestanejei pois o investimento muito pequeno.

Achei que essa foi a viagem de trem mais bonita que já fiz pela Itália. O trem nesse caso era um FrecciaBianca o que fez essa viagem de Roma à La Spezia, 400 kms, durar 3 horas e 20 minutos. O que mais gostei foram as paisagens. Logo ao sair de Roma se pára em Civitavecchia onde já é possível ver o mar, mais adiante se cruza a Toscana com aquelas paisagens bucólicas lindas que não tive a oportunidade de ver nas vezes em que fui à Firenze (de trem). Para finalizar, logo ao se entrar na Liguria, se avistam de um lado o mar e do outro as montanhas. Muito bacana!

Para quem gosta de viagem de trem está aí uma bela dica, ir de Roma à Pisa e não de Roma à Firenze pode ser uma boa opção para se acessar a Toscana. A idéia seria de chegar em Pisa, passar o dia por alí e seguir no final do dia para outro destino. Ah, as Cinque Terre também são um belo day-trip para que está em Pisa.

O Roteiro

O roteiro desenhado tinha um “se”. O plano era dedicar o primeiro e segundo dias às Cinque Terre e o terceiro à Porto Venere. O “se” da questão era que só iríamos à Portofino se sobrasse um dia, resumindo, se conseguíssemos conhecer todas as Cinque Terre em um único dia.

Chegamos em La Spezia às 10 da manhã, fomos ao hotel, fizemos check-in e às 11:30 já estávamos de volta à estação de trens para pegar o trem local que faz o circuito das Cinque Terre. Não esperamos nem 5 minutos pelo trem que chegou lotado e saiu mais ainda. Muitos, mas muitos turistas!!! Foi o trem mais cheio que já peguei na Itália, tirei até uma foto para registrar. Ah, cogitamos ir de barco porém não era possível porque o mar estava agitado naquele  dia e ficou assim todo o final de semana. Para facilitar compramos na estação de trens o passe Cinque Terre, que recomendo para faciliar a logística (falo um pouco mais sobre ele no post sobre Riomaggiore) e, começamos a explorar.

Convalidando o Cinque Terre Card

A "lotação" do Trem:.Muitos, mas muitos turistas! Poucos, quase nenhum Brasileiro!

A “lotação” do Trem:.Muitos, mas muitos turistas! Poucos, quase nenhum Brasileiro!

Em 7 minutos estávamos em Riomaggiore, a primeira das 5Terre para quem saí de La Spezia. Da estação, subimos até a parte mais alta da cidadezinha e depois descemos até o nível do mar. Seguimos até a próxima cidade (Manarola) pela famosinha trilha Via dell’Amore. Foram um 15 minutos de caminhada tranquila com pausa para fotos.

Via dell'Amore

Via dell’Amore

Via dell'Amore

Via dell’Amore

Acessamos Manarola por cima e fomos mais uma vez descendo até o nível do mar. Na estação de trens de Manarola encontramos uma área de informação turística boa e alí ficamos sabendo que a trilha para acessar Corniglia, na verdade toao a trilha azul que liga as cidades no nivel mais baixo, o do mar, ainda estava fechada devido às chuvas de out/2011. Assim, fomos até Corniglia de trem. Novamente, em poucos minutos estávamos lá.

Mapa Turístico com os pontos de interesse da região

Mapa Turístico com os pontos de interesse da região

Na foto acima é possível ver os “X’s” que a menina do centro de informações fez sobre a trilha azul, que queríamos pegar, ainda fechada de Manarola à Corniglia e de Corniglia à Vernazza.

Manarola

Manarola

Corniglia é a única das 5Terre que fica no alto por isso, logo ao sair do trem, já é possível identificar um ônibus que faz o trajeto da estação ao centrinho da pequenina cidade. Li na internet que a cidade era de difícil acesso porque era necessário subir os degraus da estação até a cidade porém, o serviço de ônibus resolve esse problema. Corniglia de todas é a menor, caminhamos pelas lojinhas, paramos para um snack (algo parecido com um pastel, preciso descobrir o nome, que não me lembro mais, foi a coisa mais próxima de pastel que cheguei em dois anos :), vimos alguns mirantes e voltamos à estação.

Ônibus que faz o trajeto da estação ferroviária à Corniglia

Ônibus que faz o trajeto da estação ferroviária à Corniglia

Corniglia

Corniglia

Nesse momento eram aproximadamente duas  e meia da tarde e assim, decidimos que iríamos até Vernazza e que terminaríamos o dia em Monterosso al Mare, para um aperitivo à beira-mar.

Vernazza

Vernazza

Mais detalhes e fotos sobre cada uma das 5Terre e sobre os estragos causados pelas chuvas, principalmente em Vernazza, vou postar depois.

Acho importante deixar relatado de que foi tranquilo conhecer todas as cidades no mesmo dia. Ok, não fizemos nenhuma trilha além da caminhada pela Via dell’Amore, não pegamos praia porque ainda não estava tão quente para isso, não fizemos grandes paradas mas não passamos correndo pelas cidades (sempre atentos aos horários dos trens) e fora isso retornamos tarde à La Spezia, por volta das 20:30 horas. Porém, ainda assim deu para conhecer bem. Para fechar com chave de ouro o ideal teria sido ter retornado de barco e poder ter visto as cidades do mar. Infelizmente o mar não permitiu!

Monterosso

Monterosso

Com o primeiro dia todo dedicado às 5Terre, no segundo conseguimos fazer o mais longo dos bate-e-voltas, fomos até Santa Margherita Ligure e de lá até Portofino. De La  Spezia foi 1 hora em trem regional até Santa Margherita Ligure e, da estação de trens pegamos o ônibus até Portofino. Ficamos umas 2 horas em Portofino e voltamos para Santa Margherita onde ficamos mais algumas boas horas. Naquele dia voltamos à La Spezia à tardinha ainda à tempo de aproveitar uma feirinha de produtos locais que estava rolando no porto.

Portofino

Portofino

O terceiro dia foi o mais tranquilo. De ônibus de hotel à Porto Venere foram 20 minutos. Tanto a parada do onibus quanto o local onde compramos os bilhetes eram muito próximos do hotel. Porto Venere é lindinha, um gioiello e merece uma visita. Alí fizemos tudo com muita calma, o tempo praticamente parou. Ao voltar para La Spezia ainda precisamos fazer um tempo no café onde tinham ficado nossas malas porque nosso trem de volta só partia às 19.

Portovenere

Porto Venere

La Spezia também foi uma surpresa da viagem, falei sobre ela nesse post aqui, que foi o último desta série.

Leia mais:

Guida Blu 2012

Para quem está vindo para a Itália neste verão e quer inserir um destino de praia na sua viagem mas ainda está na d[uvida de onde ir o guia da Legambiente e do Touring Club, chamado Guida Blu 2012, pode dar uma ajuda. O Guia premia com 5 velas as melhores praias da Itália segundo determinados critérios. Recentemente eles divulgaram a lista das 13 mais belas e limpas praias da Itália que aliam além da beleza a busca por sustentabilidade.

Ostuni

Ostuni

Segue a lista. Uma excelente inspiração!

  • Santa Maria Salina (Sicilia)
  • Pollica Acciaroli e Pioppi (Campania)
  • Posada (Sardegna)
  • Castiglione della Pescaia (Toscana)
  • Capalbio (Toscana)
  • Villasimius (Sardegna)
  • San Vito Lo Capo (Sicilia)
  • Bosa (Sardegna)
  • Noto (Sicilia)
  • Ostuni (Puglia)
  • Maratea (Basilicata)
  • Baunei (Sardegna)
  • Melendugno (Puglia)

Para folhear uma prévia do guia clique aqui.

Umbria: Assis e Perugia

Continuando o roteiro da viagem pela Umbria, que começou em Cascia, chegamos em Assis à tardinha ainda de conhecer duas das atrações da cidade. Abaixo meu relato com algumas dicas da estadia em Assis e da passagem por Perugia.

Naquele tardinha fomos até a Basílica de Santa Clara e no oratório do Crussifixo de San Damiano, lugar onde São Francisco escutou o chamado divino e que depois serviu como convento para Santa Clara e suas Clarisses.

O oratório do Crussifixo fica fora do centrinho de Assis, passamos por ele antes de estacionar e chegar na cidade. Infelizmente não podemos entrar porque estava fechado para um culto religioso. Observamos do lado de fora as pessoas que rezavam dentro.

Oratório

Logo que chegamos na cidade fomo direto à Igreja de Santa Clara. Demos sorte, apenas entramos e a porta foi fechada, fomos as últimas visitantes a entrar naquele dia.

Chegada em Assis

Praça com Igreja de Santa Clara ao fundo

Interior da Igreja de Santa

Interior da Igreja de Santa

Naquela tardinha, que em pleno janeiro era noite fechada, ainda passeamos pela cidade, tomamos um café com doces sicilianos, fomos à alguns hotéis verificar os preços e os serviços praticados e, mais tarde, saímos para jantar. Optamos pelo Hotel Belvedere porque além de um preço acessível, 2 estrelas, era bem localizado, próximo ao estacionamento onde já tínhamos deixado o carro e inclusive pago o pernoite pois não compesava pagar à parte.

Ainda na praça da Igreja de Santa Clara – castelo ao fundo

DSC03075

Assis

O lugar onde jantamos, Ristorante La Lanterna, era ajeitadinho mas infelizmente não recomendo, não que a comida seja horrível porque já disse e repito: Acho que na Itália se come bem mesmo quando se come mal. Porém a massa estava muito cozida para os padrões italianos, além disso o prato chegou literalmente voando à nossa mesa, e muito, muito quente, nunca tinha queimado minha boca comendo um prato de massa. No final minha conclusão foi que no país dos produtos frescos infelizmente o microondas foi utilizado. O Trip Advisor não mente! Uma boa dica de restaurante é a Trattoria Pallotta e de prato típico o Strangozzi al Tartufo Nero, falei sobre ele nesse post.

A Ruazinha do restaurante

A Ruazinha do restaurante

Vista pra o vale

Ao acordarmos no outro dia fomos direto conhecer a Basílica Principal, formada pelas Basílicas Superior e Inferior. Ambas muito bonitas mas sem tantas pompas justamente para respeitar a ordem de São Franciso. A cidade estava cheia e os inúmeros turistas enchiam as ruas da cidade deixando-a ainda mais charmosinha. Muitos peregrinos, padres Franciscanos e turistas davam um toque todo especial à cidade. Aliás a cidade em si é muito bonita, encravada na montanha, conservou durante o tempo seus muros e sua arquitetura. Uma cidade pequena, muito bucólica e muito bem cuidada.

Assis

Assis

Praça onde está localizada a Basílica de São Francisco

Entrada Basílica Inferior

Basílica Superior

Diferente de Cascia, que mais parece uma pequena cidade de montanha situada no meio de um vale também pequeno, Assis fica quase no topo da montanha e a paisagem que se vê de Assis para o vale  é muito bonita, tanto de dia quanto de noite.

Vista do vale

Os estacionamentos em Assis funcionam como na maioria das cidades de montanha/borgos, normalmente vários estacionamentos circundam a cidade e como às vezes pertencem a empresas diferentes você não pode reaproveitar o ticket já pago. Então, naquela manhã, mesmo depois de termos pagado em torno de 10 euros pelo pernoite no estacionamente próximo a Porta Nuova, ainda pagamos mais 4 no que estava próximo à Basílica Principal pois era mais conveniente ir de carro até lá e depois pegar a estrada de novo. Era mais conviente porque cada estacionamento estava em uma ponta diferente da cidade e as vezes caminhar tudo e voltar não compensa porque como são borgos você tem que subir e depois descer ou vice-versa.

Aqui um mapa da cidade e dos estacionamentos, é bem útil para quem está chegando na cidade se planejar e estacionar o mais próximo do ponto seu ponto de interesse. Faço um elogio à todos os estacionamentos, visto que ficam na parte mais baixa da cidade ambos pelos quais passei tinham escadas rolantes e elevadores que funcionavam. Grande detalhe funcionavam!!!

Outra questão a considerar no orçamento desse tipo de viagem é o custo com os pedágios. O Mappy embora não tenha ajudado tanto com o roteiro de ida pode dar uma boa ajuda para planejar o custo com os pedágios.

Deixamos Assis em direção à Perugia, sua arque inimiga tantos anos atrás. Perugia é uma cidade maior mas não chega a ser uma cidade grande, seus principais atrativos estão no centro da cidade, onde estão também os restaurantes e lojas.

Chegada em Perugia

Centro Perugia

Centro Perugia

Perugia, também por estar localizada no alto do vale, tem uma vista muito bonita da região mas acho que a vista que mais impressiona é justamente a de Assis. De Perugia se vê Assis ao longe e acima a motanha que naquela época estava coberta de neve.

Assis ao longe vista a partir de Perugia

Depois de uma caminhada pelo centro, fizemos  um almoço rápido em uma pizzaria e visitamos visitamos algumas lojas de chocolates, o principal motor da economia da região. Para os amantes do chocolate fica a sugestão de visitar o museu do chocolate da Perugina, a Casa del Cioccolato Perugina. 

Chocolates Perugina (foto: perugina.it)

Chocolates Perugina (foto: perugina.it)

De Perugia partímos para o nosso próximo destino: Arezzo

Leia mais:

Arezzo

A viagem até Arezzo, vindo de Assis/Perugia, foi muito boa. O dia estava lindo, a paisagem ao longo da estrada muito muito bonita e nós, super empolgadas, ouvíamos e cantávamos Modà em seu capolavoro Un Tappeto di Fragole…rs. 

Passamos pelo Lago Trasimeno, por várias cidades, por vinhedos e por borgos muitos charmosos. Uma das cidades que mais chama a atenção no trajeto é Cortona. Infelizmente não avistamos Castiglione del Lago.

Tinha escutado falar de Arezzo e confesso que esperava mais. Ficou claro logo ao chegarmos que a infra-estrutura turística era pequena, muito poucos hotéis e mais caros. Fizemos um passeio pela cidade, a partir do estacionamento localizado na Fortaleza Medicea, conhecemos o Duomo, andamos pelo centro antigo e no final do dia acabamos decidindo que não iríamos dormir por alí.

Duomo

Dentro do Duomo

Altar no Duomo

Centro Histórico

Centro Historico – o pessoal aproveitando o saldi!

Como tínhamos ainda mais um dia de viagem esticamos até Firenze, dormimos por lá e no outro dia cedinho, fomos até San Gimignano. De San Gimignano comento nesse post!

Gostei de ter conhecido Arezzo mas acho que poucas horas na cidade foram mais do que suficientes.

Ah, essa amiga com quem fiz todo esse roteiro Umbro já tinha ido até a Umbria em uma outra oportunidade e me falou que Spoleto é uma cidade muito fofa, comentou também sobre Nórcia, muito pequena segundo ela mas ótima para provar o famoso Presunto Cru que leva o seu nome. Meu próximo desafio é convencê-la a escrever sobre essas cidades para o Blog. Já entre meus amigos italianos vejo que Gubbio é unanimidade, segundo eles lá “si mangia bene” e um bom restaurante é o Alla Balestra. Substituindo Arezzo e/ou San Gimignano por Spoleto e/ou Gubbio o roteiro fica 100% Umbro. Acrescentando no final ou início Orvieto esse roteiro fica o must.