Compras em Buenos Aires

Na minha opinião Buenos Aires já foi um desbunde para compras. Tinha muita diversidade de produtos e os precinhos eram muito camaradas. Hoje já não é mais assim, ainda existe bastante diversidade porém é preciso garimpar um pouquinho e fazer pesquisa de preços para se ter certeza de que a compra é boa. Sugiro fazer uma listinha daquilo que você pretende comprar para ter uma base de comparação.

Bom, vamos às minhas minhas experiências com compras:

Comprei dermocosméticos com bons descontos na Farmácia Azul (na filial da Avenida de Mayo, 675). A Farmacity parece ser a queridinha de todos mas eu prefiro mais a Azul, é mais vazia, as atendentes são prestativas e acho que tem mais variedade.

Além dos descontos em si muitas farmácias possuem packs de alguns produtos que também tornam os preços atrativos, nessa linha compramos produtos dermocosméticos inclusive nas Galerias Pacífico. Pelo que pude observar os dermocosméticos custam em torno de 15 a 20% menos que no Brasil. Ex: água termal avene grande, lá custa o preço da média aqui.

Fachada Galerias Pacifico - Rua Florida

Fachada Galerias Pacifico – Rua Florida

Também vale a pena para shampoos (máscaras, etc.) de linhas como Kerastase, Alfparf , L’Oreal, etc. Estava meio por fora dos preços do Brasil, mas para dar um exemplo as máscaras de 500 ml da Kerastase, em plena Florida, custavam 750 pesos (250 reais nessa loja que tinha um cambio de 3 pesos para 1 real). Na volta ao Brasil observei que 200 ml custam na faixa dos 160 reais. As vezes o mais difícil é justamente encontrar essas lojas de produtos para cabelereiros, elas costumam ficar nas ruas perpendiculares à Florida. Na Florida em si são poucas, mas sempre vale entrar conferir o preço e se for em conta já comprar. Não faça como eu que no último dia estava desesperada querendo encontrar uma e nenhuma aparecia.

Para vinhos Argentinos é sempre bom. Comprei 6 vinhos no supermercado por aproximadamente 100 reais. Vinhos simples, na maioria Malbec (não eram reserva) para se consumir no dia-a-dia, duvido que gastasse isso no Brasil. Não pensei muito, entrei no supermercado Disco, escolhi 6 garrafas e no hotel embalei e coloquei na mala mesmo. Não tive problemas com a bagagem. Mas não recomendo fazer o mesmo. Tentei em vão descobrir com a Turkish quantas garrafas poderia levar e se havia um limite, a menina do check-in não soube informar e eu não quis insistir com medo de me perguntarem algo, afinal já tinha despachado a mala com as garrafinhas preciosas dentro.

Além desses artigos acho que perfumes e maquiagens são bem convenientes. Nos free-shops dos aeroportos, o free-shop da saída de Buenos Aires tem um tamanho bom e muitos artigos, os preços são melhores porém a Falabella, na rua Florida, tem bem mais variedade. A Falabella não trabalha com dólares, somente cartão ou pesos, nesse caso é mais conveniente fazer o cambio blue antes.

Para quem busca artigos de couro compensa ir até a Calle Murillo na Villa Crespo. Sugiro unir essa ida ao passeio pelos outlets do mesmo bairro, umas 9 quadras distantes da Calle Murillo. Não ficamos muito tempo pelos outlets e no sábado as lojas estavam bem cheias, recomendo ir em um dia de semana se possível. Fizemos boas compras na Timberland (Aguirre, 840), na Puma achamos que os estoques estavam meio baixos, na Cacharel gostei de algumas peças porém o tamanho P deles era grande pra mim.

Outlets Villa Crespo

Outlets Villa Crespo

Outlet da Puma na Villa Crespo

Outlet da Puma na Villa Crespo

Sugiro fazer uma listinha das lojas a visitar e levar um mapinha para tornar a tarefa mais fácil. As lojas são espalhadas por algumas quadras e como normalmente o tempo é curtinho um mapinha ajuda. Esse post é de excelente ajuda!

Lojas Calle Murillo

Lojas Calle Murillo

Uma última dica em relação à Villa Crespo é que os estoques não são muito grandes então pode ser difícil encontrar o modelo que você gostou no seu número. A boa notícia é que ajustam ou mesmo confecionam peças sob medida mas isso leva poucos dias. Assim, para quem vai buscando artigos de couro recomendo a visita logo no início da viagem.

No Recoleta Mall a Kitchen Company, uma rede de lojas espalhadas pelos principais shoppings chamou nossa atenção. Muito boa para artigos de cozinha e também para temperos desidratados como o chimichurri (ótimo para acompanhar carnes).

Kitchen Company no Recoleta Mall

Kitchen Company no Recoleta Mall

Depois disso acho que para demais coisas o ideal é procurar por peças descontados ou por aqueles artigos mais difíceis de encontrar no Brasil. Na Diesel do shopping Patio Bullrich, por exemplo, onde trocamos dólar a 9 pesos, compramos calças jeans com 30% de desconto. A Zara também tinha ótimos descontos e tem uma grande em plena Florida.

Interior Shopping Patio Bullrich - Na Recoleta

Interior Shopping Patio Bullrich – Na Recoleta

No mesmo shopping a Samsonite tinha artigos de couro de muita qualidade e que por serem produzidos na Argentina tinham direito ao tax-free. A própria Timberland é outra que fabrica alguns produtos por ali e não está sozinha, mesmo apesar de algumas empresas estarem abandonando a produção no país. Assim, sempre importante se informar sobre o tax-free.

Ah, os souvernirs foram comprados no Caminito.

Leia mais:

Meu Roteiro de 5 dias em Buenos Aires

O Roteiro Planejado

Seguindo a série com dicas e informações sobre Buenos Aires, vou escrever sobre o roteiro que planejei, que fiz e também sobre o que mudaria se fosse refazê-lo.

Chegamos em Buenos Aires em uma quarta no final do dia e começamos nosso passeio na quinta com o seguinte roteiro planejado:

1ª dia (quinta) – Café da Manhã no Café Tortoni. Seguido de passeio pela Casa Rosada, visita à Catedral Metropolitana e caminhada pelo centro através da rua Florida (lojas, galerias e Galerias Pacífico) até ao Retiro (Praça San Martin). Volta ao hotel pela Santa Fé (Livraria El Ateneo) e/ou Corrientes (Gelateria Cadore). Sobrando tempo: Shopping Abasto. À noite Puerto Madero + Puente de la Mujer com jantar no Happening.

2º dia (sexta) – Café na Confeitaria Las Violetas. Manhã na Recoleta (Hotel Avear, Região Cemitério, Shopping Design). Almoço no El Sanjuanino. Tarde no Patio Bullrich e/ou Paseo Alcorta + Malba e/ou Jardim Japonês. Noite em aberto, sugestão ida até o bairro Las Canitas.

3º dia (sábado) – Café na Malvon na Villa Crespo. Visitar outlets e/ou rua de couros (Calle Murillo). Almoço Green Bambo. Tarde em Palermo Soho e jantar em Palermo Hollywood. Restaurante do Jantar em aberto.

4º dia (domingo) – Caminito, La Bombonera, San Telmo. Sugestão de almoço no Los Obreros. Milonga no La Glorieta, jantar em Belgrano no Neo Lotus Thai.

5º dia (segunda) – Dia livre. Volta no voo das 22 horas, saída do hotel às 18.

O Roteiro foi montado por mim de acordo com outras viagens feitas pela cidade e com dicas que peguei em alguns blogs que cito aqui: VnV (Roteiro  e  Restaurantes por Bairro), Buenos Aires para todosAires Buenos – Gelaterias.

Importante salientar que faço o roteiro e tento seguir a risca o bairro que planejei para aquele dia. Já em relação ao que fazer depende muito do interesse/ritmo de cadam pessoa. Quase sempre não é possível conhecer tudo mas planejo as opções que tenho para não perder tempo caso tenha que escolher uma outra coisa para fazer.

Fiz o roteiro bem à nossa cara. Um exemplo disso são os cafés da manhã fora do hotel e as idas à restaurantes asiáticos. Se você gostar do roteiro faça pequenos ajustes nesses pontos um pouco fora da curva.

A Análise do Roteiro Planejado

Começamos com o PRIMEIRO DIA com o Café Tortoni, pena que estava vazio. Analisando melhor deveria ter ido no sábado, nas outras vezes em que fui tinha fila e achei que indo na quinta seria tranqüilo porém foi tranqüilo demais. A qualidade do café e da comida foi inferior a todos os outros lugares onde tomamos café. A princípio achei os preços salgados mas depois vi que o café em Buenos Aires é que está salgadinho, de 15 a 20 pesos um expresso.

O Cafe Tortoni e a gente no Café Tortoni - começo de viagem...

O Cafe Tortoni e a gente no Café Tortoni – começo de viagem…

Do Tortoni fomos até a frente da Casa Rosada, tiramos umas fotos e rumamos para a Catedral Metropolitana.

Casa Rosada

Casa Rosada

Interior Catedral Metropolitana

Interior Catedral Metropolitana

 

Centro de Buenos Aires

Centro de Buenos Aires

Da Catedral fomos até a Florida, tomamos um café na PicNic, boa sugestão para um almoço leve, e seguimos pela Florida vendo as lojas e visitando as Galerias. Andar pelo centro em um dia de semana não foi fácil, além de muitos passantes a área próxima às Galerias Pacífico estava em obras e se andava em fila indiana.

Galerias Pacífico (Shopping)

Galerias Pacífico (Shopping)

Chegamos na galerias passando bastante o horário de almoço e acabamos comendo por ali mesmo na Parrilla Al Carbon. Gostamos da Parrilla, o chato foi o clima frenético da praça de alimentação lotada.

Com a mobilidade reduzida não conseguimos conhecer a El Ateneo (ainda na minha whish-list) e não dedicamos muito tempo à Praça San Martin (fui na primeira ida e gostei). O achado do dia foi a Gelateria Cadore, na Corrientes, com seu sorvete de doce de leite com chocolate amargo. Divino!

Gelateria Cadore

Gelateria Cadore

Uma opção seria fazer esse passeio no centro aos sábados já que no domingo não abre. Porém isso implica em perder o burburinho da região de Palermo Soho no sábado e ir na sexta.

Voltamos ao hotel por volta das 19 e às 21 rumamos de taxi para o Puerto Madero.  Foi o primeiro taxi do dia, estávamos exaustos de tanto caminhar. Logo ao chegarmos fomos até a Puente de la Mujer e depois ao jantar no Hapenning.

NO SEGUNDO DIA atrasamos na saída para o café da manhã e decidimos tomar café na Recoleta mesmo. O Las Violetas, dica do blog Buenos Aires para Todos , teve que ficar para a próxima. Saímos a procura de um café, caminhando no sentido inverso ao Cemitério da Recoleta, e achamos o Café Josephines. Um café de bairro, dava para notar que os habitues eram bem locais. Gostamos! No entanto foi o único café em que fomos que não tinha wi-fi.

Na Recoleta

Depois do café, agora no sentido correto, fomos para a Recoleta, passando pela Av. Alvear, pelo hotel e pelas lojas. Paramos em uma loja de perfumes muito bacana, chamada Fuegia, viajamos com eles pelos aromas da Patagônia.

Fuegia - Laboratorio de Perfumes

Fuegia – Laboratorio de Perfumes

Não entramos no Cemitério da Recoleta e depois de caminhar pelos arredores fomos ao Recoleta Mall e dele direto para as empanadas do El Sanjuanino para o almoço.

O passeio foi legal mas a Recoleta não me inspira tanto. Mesmo conhecendo o Shopping Design na segunda vez e o Recoleta Mall desta ainda me parece meio superficial. Fui com pessoas que visitavam a cidade pela primeira vez e fiz o roteiro básico mas na próxima, mesmo em uma situação semelhante, iria ao Jardim Japonês e ao Malba (outros que continuam na minha Wish-list).

Depois do almoço fomos caminhando ao Shopping Pátio Bullrich. Fizemos boas comprinhas, as lojas têm boas opções, o shopping tem um tamanho bom e o ambiente é bem agradável.

Shopping Patio Bullrich

Shopping Patio Bullrich

Do Bullrich tomamos um taxi e em poucos minutos chegamos a hotel.  À noite trocamos a idéia de ir até Las Cañitas pela ida ao Lotus Neo Thai em Belgrano.

Belgrano - Bairro Chinês

Belgrano – Bairro Chinês

O TERCEIRO DIA começou um pouco tarde nos outlets da Villa Crespo. O plano era tomar café no Malvón, porém não rolou. O Malvón – dica do Buenos Aires Dreams, é uma gracinha e recomendo, fica no burburinho dos outltes. Chegamos a cogitar almoçar nele  mas como o forte é o brunch e já tínhamos tomado um bom café, não nos apeteceu.

Olhamos alguns outlets mas o que queríamos mesmo, as lojas de couro da Calle Murillo, estava um pouco mais distante, precisamente 9 quadras. Depois de olhar algumas lojas, decidimos ir até a Calle Murillo depois do almoço e de taxi. Nove quadras não é tanto longe mas, requer tempo.

Nos arredores dos Outlets existem poucos restaurantes, ainda bem que tinha a dica do Sarkis da lista do VnV.

A Calle Murillo é ótima para compras de roupas de couro. Recomendo deixar esse item para olhar por lá. Vou falar um puco mais no post sobre compras.

Das lojas de couro rumamos para um café no Martinez em Palermo Viejo/Soho, na rua Costa Rica, em frente a Praça. O Martinez é bacana, o café é bom mas os cafés que ficam na mesma praça na Rua Armenia são mais charmosos.  O bacana em Palermo Soho é caminhar pelas ruas olhando as vitrines e curtindo o astral do lugar, dos cafés e das galerias de lojas de roupas, desde as de design mais local até as “made in china” total. Em Palermo Soho destaco as ruas Honduras, Costa Rica e a El Salvador, a própria Armenia, ao cortar todas as demais, é um charminho. 

Palermo Soho

Palermo Soho

Palermo Soho

Palermo Soho

O café deu um gás, estávamos pensando em voltar ao hotel mas decidimos andar um pouco mais até a sorveteria Perssico e, “já que” estávamos por ali, decidimos encarar o jantar direto em Palermo Hollywood. Caminhamos, mais uma pernadinha, até a Fitz Roy e depois de dar com a cara na parede no Green Bambo (sem reservas, porque na realidade nossa idéia era almoçar nele e não jantar), nos consolamos com o Las Cabras.

O QUARTO DIA foi o dia do passeio mais tourist trap: o Caminito. Desde 2008, última vez em que estive, cresceu bastante mas continua com aquela atmosfera muito turística onde os garçons ficam enchendo seus ouvidos para que você entre nos restaurantes caidinhos e, com muitas ruas ainda mais sujinhas do que deveriam.

Dançarinos de Tango no Caminito

Dançarinos de Tango no Caminito

Impressionou-me a limpeza do porto, em 2008 estava imundo e cheirava mal, desta vez estava super apresentável. Além disso, a Fundação PROA é um tentativa de dar uma levantada na região e o passeio ao La Bombonera vale a pena. Ficamos uma duas horas por ali, e acho que está mais do que bom.

La Boca

La Boca

La Bombonera

La Bombonera

Fundação Proa

Fundação Proa

Depois de tanto tourist-trapisimo pulamos o passeio em San Telmo e fomos almoçar em Palermo Soho, no La Cabrera. No dia anterior ao passamos em frente a ele e todos adoraram. Assim, naquela noite mesmo, resolvemos fazer uma reserva “just in case”.

Foi a melhor coisa que fizemos, a tarde na região estava linda, no caminho, de taxi de La Boca à Palermo Soho, passamos pelo parque de Palermo, Plaza Italia e arredores. Em um domingo ensolarado o parque e as ruas estavam cheios e a atmosfera era outra.

Analisando melhor deixar o Caminito para o final da viagem não foi uma boa escolha. Sou partidária do pior, primeiro. Fiz o roteiro assim para fazer Caminito + Feira de San Telmo (que só tem aos domingos) mas não gostei do resultado.

Voltamos ao hotel, desta vez de metro, vimos o jogo do Brasil (era a final da Copa das Confederações contra a Espanha) e decidimos fazer um passeio mais light: encarar uma pizza no Puerto Madeiro. Fomos ao italiano La Parrolaccia porém cuidado: eles não servem pizzas. Nos contentamos com as pastas e pescados, que chato!

O planejado inicialmente era ir até a Milonga do La Glorieta porém como fomos até Belgrano no segundo dia, e passamos inclusive pelo local da Milonga, ficamos com um pouco de preguiça de retornar.

O QUINTO DIA foi dia livre, aproveitei para almoçar com uma amiga e de quebra conhecer a igrej de San Miguel, e o pessoal para fazer as últimas comprinhas. Saímos antes do planejado para o aeroporto e assim tivemos tempo de ver com calma o grande free-shop de Ezeiza. Ezeiza foi outra coisa que me impressionou, muito maior e bem mais moderno do que vi em 2008. Só os nossos aeroportos brasileiros é que não mudam! Dá até raiva!

Interior Igreja San Miguel

Interior Igreja San Miguel

Os Restaurantes

Em geral conseguimos conhecer e revisitar “quase” todos os restaurantes que tínhamos planejado e, de quebra, tivemos supresas interessantes nos dias em que deixamos em aberto. Como fiz um post específico sobre restaurantes aqui deixo umas dicas genéricas.

  1. Demos com a cara na porta no Green Bambo porque não reservamos.Reservar não custa nada, basta não ir se for o caso;
  2. No domingo atrasamos (trânsito) 20 minutos e por 5 perdemos a mesa no La Cabrera. Importante se informar sobre a política de cancelamento de reservas ou, não atrasar. Ainda bem que naquela dia tinha ainda uma mesa livre na calçada;
  3. O mesmo do Green Bambo quase aconteceu com o Lotus Neo Thai. Melhor reservar para não perder a viagem, Belgrano é longe;
  4. Finalmente fui ao El Sanjuanino porém na outra vez em que fui a Buenos Aires também dei com a cara na porta. Sempre bom conferir os horários de funcionamento. Não é possível comer empanada como lanche da tarde com eles;
  5. Na Villa Crespo os restaurantes não saltam aos olhos. Útil ter um mapinha com endereços e dicas de restaurante por bairro, fui salva pelo Vnv;
  6. As sorveterias são um capítulo a parte, eu que viciei em sorvete na Itália não poderia deixar passar, porém o diferencial são mesmo são os sabores de doce de leite. Não deixe de incluir as gelaterias no seu roteiro.

As Compras

Fiz um post específico para compras, vai ser publicado logo depois desse. Ele acaba por complementar esse post que ficaria ainda mais longo.

Se fosse refazer o roteiro…

.. criando um roteiro ideal para quem vai pela primeira vez, faria algumas pequenas alterações. Nesse caso considerando quatro dias o que acho que é o mínimo para uma boa primeira vez.

1ª dia (quinta) – Manhã no Caminito seguido pela visita ao La Bombonera. Sugestão de almoço no Los Obreros em La Boca ou no El Sanjuanino na Recoleta. Tarde na Recoleta. Sugestões de passeio: Hotel Avear, Região Cemitério, Recoleta Mall, Shopping Design, Shopping Patio Bullrich, Malba, Jardim Japonês. Gelateria: Jauja.  À noite jantar no Happening (parilla e comida porteña) no Puerto Madero + Puente de La Mujer.

2º dia (sexta) – Café na Malvon na Villa Crespo. Visitar outlets e depois a rua de couros (Calle Murillo). Sugestão de almoço no Sarkis (comida árabe/armênia). Tarde em Palermo Soho. Jantar em Palermo Hollywood. Sugestão: Green Bambo (Vietnamita), Las Cabras (comida típica e em conta), La Cabrera (parilla) ou outro nos arredores da Fitz Roy.

3º dia (sábado) – Café da Manhã no Café Tortoni. Passeio pela Casa Rosada e Catedral, Florida, Galerias Pacífico até a Praça San Martin. Puerto Madero no fim de tarde (se der). Sugestão de visita a Livraria El Ateneo (Santa Fé). Na Corrientes a dica é a Gelateria Cadore. Jantar: sábado à noite em aberto ao gosto do freguês, vale desde um repeteco a Palermo e arredores á um show de tango.

4º dia (domingo) – San Telmo seguido do Puerto Madero ou Palermo. Para quem tem todo o domingo sugestão da Milonga no La Glorieta + jantar em Belgrano bairro chinês. Sugestão Jantar: Lotus Neo Thai, Pobre Juan (parilla uruguaia) ou em diversos restaurantes chineses super simples que se espalham pela região. Essa Milonga ocorre em outros dias, as informações completas estão aqui.

Leia mais:

Alguns Restaurantes em Buenos Aires

Um post com algumas informações, dicas e fotos dos restaurantes que conheci ou revisitei nessa última ida a Buenos Aires.

O Happening no Puerto Madero

Fui pela segunda vez no Happening e gostei mais do que na primeira. Acho essa parrilla ótima e o serviço super bom. Tem um ambiente elegante, discreto e bem localizado, com uma vista muito bonita do porto. Eles se intitulam cozinha portenã porém a eu sempre provei as carnes da parrilla. Apesar do restaurante ser em uma área super turística ele não tem um atmosfera tão turística assim. Não fizemos reservas e não tivemos problemas. Também acho q carta de vinhos do lugar boa. Já foi mais barato mas na minha opinião ainda tem um excelente custo benefício.

Happening

Entradas, pratos principais para dividir, acompanhamentos, águas, uma garrafa de vinho e serviço saíram em média 60 reais por cabeça.

O San Juanino na Recoleta

O San Juanino (Av. Callo 1515) é famoso pelas empanadas então não deixei passar, fiz uma degustação de empanadas. Gostei muito de todas: carne picante, verduras e milho com creme. Gostei particularmente das duas últimas. Se você comer apenas as empanadas o almoço fica muito econômico. Meus companheiros de viagem, estávamos em 4 pessoas, além das empanadas provaram dois pratos. Ambos simples e muito bons!

Pratos San Juanino

Pratos San Juanino

Empanadas, 3 pratos, acompanhamento, águas, vinho da casa e serviço saíram em média 50 reais por cabeça.

Quem não estava bem humorado naquele dia era o garçon. Também pudera, era um só para umas 10 mesas e a galera mandando ver nos pedidos.

O Loteus Neo Thai em Belgrano

Já tínhamos ido no Lotus Neo Thai em 2008 e adorado então decidimos aproveitar a oportunidade para introduzir o maravilhosos mundo da cozinha tailandesa ao tios do meu namorado. Já no taxi tivemos a impressão de que a corrida não tinha sido tão longa em 2008 e estávamos corretos, o restaurante mudou de Las Cañitas para Belgrano, o bairro chinês de Buenos Aires, isto é: Looonge!! Demoramos uns 2o minutos do centro até lá. Praticamente um city tour.

Lotus Neo Thai - Fachada

Lotus Neo Thai – Fachada

Chegamos sem reserva e demos muita sorte. Estávamos praticamente indo embora quando uma mesa foi liberada. Antes tivéssemos ido. O problema principal foi que entre a entrada e os pratos o serviço demorou quase 1 hora. A garçonete chegou a nos informar nesse meio tempo que a cozinha estava fechando, achamos muito estranho demorar tanto nessas condições. Pedimos pratos para dividir mas os pratos eram bem pequenos enquanto os preços mais altos, ambas as coisas também diferentes de 2008.

Pedimos para reduzir a pimenta mas não era possível porque a maioria dos currys já estavam prontos. Assim, os tios do meu namorado não tiveram muita escolha e optamos por pedir para eles o Pad Thai. Criei um parâmetro de qualidade que chamo de índice Pad Thai, o arroz com feijão da Tailândia, enfim, um restaurante tailandês que se preze tem que executar bem o esse prato, infelizmente não achei que foi o caso, na minha opinião poderia estar melhor.

Achei o prato deles não tão bem executado enquanto o nosso foi na verdade mal escolhido.Assim, não tivemos uma experiência tão boa, uma pena. O diferencial é que fomos atendidos por uma brasileira. Muito simpática e que nos disse que são poucos os brasileiros que aparecem por lá. No momento não sei se daria uma terceira chance.

Entrada, 2 pratos, águas, uma garrafa de vinho e serviço saíram em média 80 reais por cabeça.

O Sarkis (Villa Crespo)

Adoramos o Sarkis (Thames 1101)! Não deixa nada a desejar aos melhores árabes de São Paulo. O ambiente é super familiar e o serviço rápido. A comida além de boa é super em conta. Ótimo para um almoço. Ideal para unir a um passeio pela região dos outlets.

Restaurante Sarkis

Restaurante Sarkis

Entradinhas, 2 pratos, águas, uma garrafa de vinho e serviço saíram em média 25 reais por cabeça.

O Las Cabras (Palermo Hollywood)

O Las Cabras era o restaurante mais cheio quando chegamos na rua Fitz Roy (esquina com El Salvador). Olhamos para o ambiente, gostamos e pensamos que seria uma boa opção caso tivéssemos problemas com o Green Bamboo. Dito e feito! Quando voltamos pegamos a última mesa disponível no lado de fora do restaurante. E a fila que já comecava a se formar só cresceu e rapidamente.

Ambiente Esterno Las Cabras

Ambiente Esterno Las Cabras

O Las Cabras é BBS – bom, barato e bem servido – bem servido até demais. Olha o tamanho dos pratinhos aí. Acho que comparando com o tamanho do copo dá para ter uma boa idéia.

Pratos Las Cabras

Pratos Las Cabras

Eu comi ali um prato típico chamado Locros, a feijoada deles, um tipo de caldo grosso com milho, abóbora, batata, porco, lingüiça, cebola, sal e pimenta. Eu adorei ainda mais em com aquele clima friozinho. A tia do meu namorado também pediu esse prato mas não gostou, acabou pedindo outro. Para ajudar na quantidade de comida ainda pedimos 4 morcillas enormes de entrada, não gostei muito achei que tinham muita gordura, nem se comparavam às do Happening. Tudo esse banquete saiu muito em conta. O Las Cabras faz aquele estilo bastantão (grandes porções a preços pequenos) porém acho que não compromete a qualidade da comida, que é mais simples e oferecida em um ambiente descontraído, informal e barulhentinho.

Entrada, 5 pratos, águas, uma garrafa de vinho e serviço saíram em média 30 reais por cabeça.

La Cabrera (Palermo Soho)

O La Cabrera é uma parrilla com uma decoração bem bonita. O ambiente e serviço chamam muito a atenção. Chamam tanto que o pessoal não resistiu ao passar na frente no sábado e quis fazer uma reserva para o domingo.

Chegamos 20 minutos depois do horário reservado e perdemos a reserva por 5 minutos porém ainda em tempo de conseguirmos um mesa no lado de fora. No fim gostamos de ter almoçado meio que na varanda, o pessoal coloca aquecedores e fica bem confortável.

Pedimos dois pratos da parrilla pra dividir. Pedimos também uma salada mas o graçon nos disse que não era necessário porque os pratos acompanhavam salada. Qual não foi nossa surpresa ao vermos tantos mini baldinhos com saladinhas e temperos. Era praticamente um fondue de parrilla.

Pratos La Cabrera

Pratos La Cabrera

Achei muito criativo mas acho que eles tiram a atenção do principal que é a carne e também achei que alguns molhinhos e saladinhas não combinaram muito. De qualquer forma a apresentação é criativa, o couvert bom, o serviço muito curado e os pirulitos de brinde no final super divertidos.

Naquele dia pedimos um vinho que adoramos e para nossa surpresa eles tinham uma promoção, pedia um ganhava outro. No final ao pagar a conta ganhamos um vinho. O Don David Malbec, recomendo, um vinho simples mas muito bom da região de Cafayate.

Courvert, 2 pratos, acompanhamento, águas, uma garrafa de vinho e serviço saíram em média 70 reais por cabeça.

La Parolaccia (Puerto Madero)

Gostei do La Parolaccia, mas depois da Itália, fiquei super chata para restaurantes e pratos italianos. Dei falta de sorte com meu prato, decidi pedir um ingrediente mais local, jamon, porém isso deixou o prato muito salgado. Os outros pratos estavam bem melhores do que o meu. O spaghetti negro com frutos do mar, na foto em cima e à esquerda, foi de longe o melhor.

Pratos La Parolaccia

Pratos La Parolaccia

Ah… fomos até lá achando que tinham pizzas porém pizza eles não servem.

Ambiente Interno La Parolaccia

Ambiente Interno La Parolaccia

Courvert, 4 pratos, águas, uma garrafa de vinho e serviço saíram em média 60 reais por cabeça.

Leia mais:

O Planejamento da Viagem para Buenos Aires

No post anterior escrevi sobre como faço meus planejamentos de viagem com a ajuda do excel. Nele utilizei imagens de minha planilha com o planejamento da viagem para Buenos Aires para demonstrar visualmente meu planejamento. Nesse post vou falar especificamente sobre o planejamento da minha viagem para Buenos Aires. Irei seguir o molde de um post onde escrevi sobre o planejamento para a Turquia e sobre o qual recebi bons feedbacks. A diferença deste post para o da Turquia é que como estou postando depois de ter viajado, vou colocar uma pequena análise sobre cada item planejado logo após cada tipo de despesa (no caso da Turquia fiz um post sobre o planejamento antes de viajar e um outro com a análise ao voltar).

Nessa viagem, diferentemente da esmagadora maioria, eu e meu namorado embarcamos com um casal de tios dele que estavam voando e saindo do país pela primeira vez. Assim a presença deles balizou muitas das nossas decisões pois nosso objetivo principal era de levá-los para conhecer Buenos Aires (eu já tinha estado em Buenos Aires em outras duas ocasiões e ele em uma outra). Eles, como todo marinheiro de primeira viagem, tinham receio da viagem de avião enquanto nós, gatos escaldados que adoram viajar e fazem muita propaganda dos destinos por onde passam, queríamos que eles tivessem a melhor experiência possível.

Transporte/O Voo Internacional – O Planejado

Ao identificarmos a possibilidade de fazer essa viagem a preços competitivos, a partir de São Paulo, com companhias como Turkish e Qatar não pensamos duas vezes. Como são voos que fazem escala no Brasil para irem à Buenos Aires eles voam com aeronaves maiores e nesse tipo de aeronave o voo seria muito mais confortável.

Entre as duas ficamos com a primeira. O horário do vôo de volta, muito tarde, é um ponto negativo em ambas porém a favor da Turkish contou o custo, a parceria com a Star Alliance e o serviço (tínhamos voado com a eles  recentemente na Turquia e gostamos). Comprei as passagens direto no site da empresa porém a compra pode ser feita através de agências de turismo no Brasil. Fazendo assim é possível inclusive parcelar a compra.

Interior avião da Turkish

Interior avião da Turkish

Transporte/O Voo Internacional – A Análise

As viagens foram boas, apesar dos voos serem feitos com aeronaves distintas. O serviço de bordo foi bom mas quando comparado com o da Turquia deixou a desejar. Alguns comissários meio irritadiços e poucos, aliás não ouvi nenhum, falavam outras línguas além do inglês e turco. O grande inconveniente é o horário do voo de volta, chegamos em Guarulhos muito tarde (para piorar o voo atrasou 1 hora) ainda com planos de fazer free-shop e com carro deixado em estacionamento. Fomos chegar em casa por volta das 5 da manhã. Bastante cansativo, acaba que é necessário um dia para se recuperar da volta 🙂

Ponto na minha opinião para o aeroporto de Ezeiza, melhorou muito desde a última vez em que estive em 2008. Na sequência pretendo postar os detalhes do voo assim ficará mais fácil aos leitores decidirem qual Cia. aérea utilizar em uma viagem futura.

Aeroporto de Ezeiza

Aeroporto de Ezeiza

Transporte/Traslados – O Planejado

Avaliamos 4 opções de traslado. O shuttle da Tienda Leon, um transfer privado, o táxi do próprio Ezeiza e a quarta, também um transfer privado, porém de um taxista conhecido entre os leitores do VnV, blog de onde peguei a dica. Ah, já fiz esse trajeto na minha primeira ida em ônibus de linha e não recomendo.

Descartei a Tienda Leon logo de início porque além de ficar mais caro tem o inconveniente ir somente até o Puerto Madero (ainda teríamos que pegar um táxi até o hotel). Se estivesse sozinha teria utilizado essa opção porém em mais de 2 pessoas o táxi/transfer começa a baratear e é muito mais cômodo. O primeiro transfer foi cotado 110 dólares – desde que fizéssemos ida e volta – para quatro pessoas com as malas, já o Taxi Ezeiza cobrou um pouco menos, com a mesma condição de ida e volta, porém não garantia as 4 pessoas com as malas – 2 grandes e 2 médias – no mesmo taxi. Estava pensado em reservar com o Taxi Ezeiza, mas estava receosa, não queria correr o risco de ter que me incomodar com taxistas para que não fossemos em táxis separados, foi aí que veio a dica dos leitores do VnV do Marcelo Bautista. Ele me deu certeza de que o táxi levaria até 4 pessoas e malas por 75 reais o trecho. Optamos por ele.

Além do traslado de Buenos Aires planejamos também o traslado de São Paulo para o aeroporto de Guarulhos. Como essa foi nossa primeira viagem internacional por Guarulhos depois de quase 3 anos optamos por deixar o carro em um dos inúmeros estacionamentos que se proliferaram nos arredores do aeroporto nos últimos anos. Escolhemos o EconoPark.

Transporte/Traslados – A Análise

O Marcelo e seus colaboradores foram super solícitos. Tudo contratado por email e com um atendimento muito ágil, inclusive a resposta aos emails enviados do hotel em Buenos Aires. Ele também trocou dólares no câmbio blue (paralelo deles) que é muito conveniente mas que não deve ser feito com desconhecidos com o risco de receber notas falsas. Além de anteciparem a corrida de volta ao aeroporto foram ao hotel em duas ocasiões para trocar dólar por pesos.

Não gostamos muito do EconoPark . Eles fazem propaganda das vagas cobertas porém elas são poucas e não estavam livres quando chegamos. A localização não ajuda, foi difícil encontrar e as informações passadas pela atendente nos confundiram, estavam erradas. A van deles é demorada, esperamos 20 minutos na saída e mais de 40 na chegada. O estacionamento tem umas partes bem ruins, onde estacionamos tinham buracos, praticamente no meio do mato.  Porém, fico pensando se não é o preço, pagamos barato, cada diária nos custou 12 reais. Para seis dias foram 72 reais ida e volta ao aeroporto para 4 pessoas. Na próxima (daqui a alguns dias vamos curtir uma Settimana Bianca no Chile) vamos testar um outro que cobre o mesmo valor para ver como será a experiência, depois volto para contar.

O Hotel – O Planejado

Essa foi a escolha mais simples, repetimos o já conhecido Hotel Ibis Plaza Del Congresso. Já tínhamos nos hospedado nele e achado que a localização era boa, sem falar do custo benefício e do padrão Ibis. O pessoal que viajava conosco também é cliente frequente então achamos que se tivessem uma real expectativa do que esperar não teriam grandes decepções.

Palácio del Congreso  na Plaza del Congreso

Palácio del Congreso na Plaza del Congreso

O Hotel – A Análise

Não tivemos problemas apenas achamos que o serviço decaiu de qualidade. O atendimento do balcão variava muito de acordo com o atendente, o congestionamento nos elevadores pela parte da manhã era chatinho, faltavam itens de informação ao turista como mapas da cidade e do metro e o cuidado com as toalhas de banho era na verdade um descuido. Na próxima vez tenho certeza de que não optaremos por ele de olhos tão fechados.

De qualquer forma ainda acho a localização boa; se caminha até o centro e é próximo do Puerto Madero e do metro o que torna fácil o acesso ao bairros mais distante em uma combinação metro+taxi.

Em um quarta ida talvez opte por ficar em Palermo Soho ou Hollywood, acho que ficando ali, próximo ao metro, também é possível aproveitar muito da cidade. O difícil nesses bairros me parece ser encontrar acomodações econômicas por isso o meu “talvez”.

Transporte/Transporte Público (metro) e Taxi – O Planejado

Planejei o roteiro com uma combinação de metro+taxi: o primeiro dia previa caminhar pelo centro e ir à noite até o Puerto Madero de taxi, o segundo previa ida e volta a Recoleta em taxi e taxi para ir até um restaurante à noite. Já o terceiro previa ir até a Villa Crespo de metro, usar o taxi ou caminhar até Palermo Soho e Hollywood e voltar de taxi após o jantar. O quarto previa ida a La Boca em taxi, de lá um taxi até San Telmo e depois metro até Belgrano, voltando de taxi.

Transporte / Transporte Público (metro) e Taxi – A Análise

Mudamos muito pouco o roteiro original mas utilizamos mais e mais vezes o taxi do que previ. Mesmo assim, ficamos dentro do planejado, 15 reais por cabeça por dia com taxi+metro. O que contou a nosso favor foi o fato de estarmos em 4 pessoas e do taxi em Buenos Aires ser econômico. Seguem alguns preços de corridas (sempre com a origem Plaza del Congreso -Centro: até o Puerto Madero, 30 pesos, até La Boca, 45 pesos, até Belgrano, 70 pesos, até Villa Crespo, 55 pesos, até a Recoleta, 40 pesos. Todas as corridas citadas foram em bandeira 1 em julho de 2013.

Estação do metro

Estação do metro

Andar de metro é tranquilo, são poucas linhas, é fácil de se orientar e, ao menos os trens que pegamos, eram novos. Mais um ponto para Buenos Aires, achei que a cidade se modernizou bastante.

A experiência com os taxistas também foi boa, todos muito educados e politizados. O mais chatinho é que alguns carros são pequenos e para quatro pessoas ficava um tanto apertado. Também achei os carros bem mais modernos do que em 2008, acho que teve uma boa renovação da frota de lá para cá.

Dinheiro – O Planejado e A Análise

Optamos por levar dólares e trocar por pesos para as despesas básicas, além de utilizar o cartão de crédito e a possibilidade de saque no débito.

O bom foi que levamos mais dólares do que calculamos como o necessário. Utilizamos muito pouco o cartão pois com a cotação atual do dólar no Brasil, + IOF, o cambio blue se tornou  muito conveniente. Já sabia disso, estava acompanhando as cotações pelo La Nacion, porém não esperava tanto, chegamos a trocar dólar a 9 pesos em algumas lojas. Com o Marcelo (do taxi/transfer) trocamos a 7,2.

Outras coisas

É importante fazer um checklist da documentação a ser levada. É possível entrar com passaporte ou identidade. O passaporte deve estar válido e a identidade deve estar em boas condições (não pode ser muito antiga ou estar danificada). Carteira de motorista não é válida para entrada no país.

Outro item importante é um seguro de viagem. No meu caso optei por utilizar o seguro do meu cartão de crédito. Sempre importante verificar se o seu cartão possui o seguro e qual a cobertura antes de fazer a compra da passagem ou pagamento das taxas (com uso de milhas).

Não precisamos acionar o seguro mas uma das pessoas que viajava com a gente estava com a identidade bastante antiga, ainda bem que ele tinha levado o passaporte “just in case”.

Entretenimento (Roteiro de 5 dias em Buenos Aires), Restaurantes e Compras

Para não alongar demais esse post irei escrever sobre o planejamento do entretenimento, sobre restaurantes e compras em posts separados. Não deixe de conferir!

Leia mais:

Como Planejo minhas Viagens

Mais uma vez me inspiro em um comentário que fiz outro dia no VnV para escrever sobre algo que tem tudo a ver com o blog: como planejar viagens. A pergunta do VnV era sobre quais são seus rituais antes de viajar; no meu caso não é bem um ritual mas um método que criei de planejamento e que facilita minha vida. Não viajo sem utilizá-lo por menor que seja a viagem. Como acho que funciona e que é bastante prático quero dividir minha forma de planejar/orçar viagens aqui.

O INÍCIO (Orçamento)

Tudo começa com uma planilha excel. É quando ela é criada que a viagem começa a se materializar. Tenho um modelo/método que foi evoluindo com o tempo e é sobre ele que irei escrever. Também irei anexar algumas imagens para tornar a coisa mais palpável.

Sou fã do excel, acho que ele é versátil e que ajuda com os números de uma forma que o word ou papel não o fazem. Nessa planilha tenho abas pré-definidas e caso necessário, crio abas adicionais. A aba mais importante é a Roteiro1. É por ela que tudo começa. Nela tenho linhas com o dia do mês e da semana (importante para visualizar finais de semana, as vezes os evito ou prefiro, depende da situação) e a cidade onde deverei estar. Para cada dia tenho 4 categorias de tipos de despesa que são: transporte, hospedagem, alimentação (gastos com restaurantes e lanches) e entretenimento. O objetivo final da etapa de orçamento é estimar o custo para cada uma dessas despesas para todos os dias da viagem.

Segue um exemplo simples desta aba. No exemplo, minha próxima viagem, 5 dias em Buenos Aires ainda nessa semana:

Aba Roteiro (etapa de orçamento)

Aba Roteiro (etapa de orçamento)

Começo orçando transportes, como a cotação das passagens aéreas internacionais ou mesmo nacionais. Meu grande companheiro aqui é o Skyscanner, utilizo ele a muito tempo e gosto bastante. A possibilidade de pesquisar várias companhias, seja em datas específicas seja por mês cheios, facilita muito. Além disso também existe a possibilidade de você escolher a origem  deixar o destino como “qualquer” e ele vai listando as passagens disponíveis por país ordenadas por preço. Adoro! Me ajudou muito a definir determinadas viagens. Na Europa onde existem muitas cia aéreas e destinos funciona muito bem.

O próximo passo do orçamento são os trechos internos, seja de avião (também utilizo o Skyscanner), trem, barco, carro alugado ou próprio. Logo em seguida orço os traslados (que podem utilizar um serviço de shuttle, transporte público ou mesmo taxi), por fim incluo a previsão de gastos transporte público,  estacionamentos, pedágios e combustíveis (quando houverem). É claro que não coto tudo para cada viagem, cada uma tem o seu perfil, mas faço mais ou menos nessa ordem de importância.

Na figura abaixo um detalhamento da linha transporte, dia-a-dia

Detalhe do tipo de despesa transporte durante orçamento

Detalhe do tipo de despesa transporte durante orçamento

Orçado o transporte incluo um custo médio por dia para hospedagem fazendo cotações, para o período desejado, em sites como Booking, AgodaAccor, AirBnB. O objetivo aqui é saber quanto custa em média para o período que desejo um hotel de uma certa categoria em determinada localidade.

Por fim utilizo médias de gastos diários com entretenimento, estimando por alto os passeios que pretendo fazer ao longo dos dias, e com alimentação, baseado em informações coletadas em sites como TripAdvisor e blogs de viagem. Caso exista algum entretenimento ou restaurante que destoe da média, como um passeio de balão pela Capadócia ou um restaurante estrelado incluo esse item direto no orçamento.

Fazendo dessa forma minha planilha vai ganhando vida e durante o orçamento consigo identificar se alterações no roteiro podem oferecer economia de tempo e/ou dinheiro, se a quantidade de dias escolhidos para cada local será suficiente para os passeios que priorizei (para fazer tudo nunca dá hehe). Não é raro fazer cópias dessa aba conforme a pesquisa avança e assim vou criando novas versões e mantendo as antigas para consulta.

Normalmente faço o orçamento para duas pessoas pois viajo muito com meu namorado ou amigos, isso explica as colunas V1 e V2, viajante 1 e 2 respectivamente. As duas primeiras colunas contém o valor previsto, já as duas últimas o realizado. Costumo incluir  ou remover colunas de acordo com a quantidade de viajantes e de moedas.

Tenho viagens orçadas e não realizadas porque o custo ficou fora do que estava disposta a gastar naquele momento. Isso normalmente acontece quando o período é de altíssima temporada e o planejamento não é feito com antecedência (de 6 a 4 meses) ou com lugares que não se enquadram no orçamento que tenho disponível naquele momento. Nesse caso deixo a planilha para uso em um momento futuro e parto para um novo destino e uma nova planilha…risos.

Ah, tenho uma linha única chamada outros onde incluo específico da viagem como vistos, e seguros.

A EXECUÇÃO DO PROJETO (As Compras, Reservas e demais planejamentos)

Se o orçamento é aprovado parto para a a execução do projeto, isto é, vou as compras propriamente ditas sempre com o objetivo de não extrapolar o orçado. Primeiro compro passagens aéreas internacionais e trechos internos. Depois reservo os hotéis e na sequência alugo o carro e/ou reservo traslados. Todos os itens acima faço com antecedência com a meta de encontrar ofertas e de não perder tempo ao chegar no destino.

Depois vem a etapa de ajuste fino que é o planejamento do entretenimento mais detalhadamente. Aqui entra o planejamento dos lugares que irei visitar e passeios que irei realizar. Verifico os dias de fechamento, os melhores dias para visitar  determinada atrações, se existe alguma gratuidade, etc. Nessa etapa avalio a compra de passes tanto de atrações turísticas quanto de transporte público. As vezes o passe é de 3 dias e ficarei 5 no lugar, assim planejo visitar os sites contemplados com o passe de uma forma consecutiva de forma a otimizá-lo. Sempre que possível compro os ingressos/passes para as atrações que sei que irei visitar com com antecedência e um dos melhores benefícios disto é a economia de tempo porque se você não planeja e deixa para a hora pode ser que tenha que enfrentar filas quilométricas dependendo da atração e da temporada.

Deixo por último os restaurantes, cafés, etc. Nesse caso crio um aba ou documento à parte com sugestões por bairro ou, se a viagem for pequena, registro na linha entretenimento sugestões de passeios+comidinhas, como foi o caso dessa viagem para Buenos Aires. Verifico também se algum restaurante que quero muito ir exige reservas e qual o dia de fechamento. Aqui, mais uma vez, costumo reservar. Não é uma prática muito comum no Brasil, porém na Europa e mesmo em Buenos Aires é extremamente recomendado.

Não costumo gastar muito em restaurantes mas também não faço tanta economia. Sempre pincelo dicas de restaurantes com bom custo benefício frequentados pelos locais. Não vivo o tempo todo em restaurantes estrelados onde vivo e tampouco faço isso quando viajo. Além disso, em função dos dias serem curtos para tanta coisa que se quer fazer, normalmente uma das refeições costuma ser uma refeição mais rápida e portanto mais econômica. Ah, dou preferência a hotéis sem café da manhã porque gosto de tomar café como as pessoas do lugar tomam. Então esse item também entra na média de gastos com alimentação.

Todos esses detalhes vão sendo informados na planilha ao longo do ajuste fino do planejamento, com o tempo a descrição de cada tipo de despesa conta com detalhes ao invés de médias assim como horários e endereços úteis. No final a planilha tem todas as informações que preciso além dos custos previstos.

Aba Roteiro(depois do planejamento finalizado)

Aba Roteiro1 (depois do planejamento finalizado)

Por fim, copio para meu smartphone e também imprimo, assim tenho tudo a mão caso seja necessário durante a viagem.

ABAS ADICIONAIS

Abas adicionais como TO Dos e Obs, Mala, Compras e Fontes me ajudam a planejar. Em TO DO’s vou listanto as pendências da viagem, em Mala incluo itens que devo levar e que são meio fora do trivial, já a aba fontes me ajuda a lembrar das páginas consultadas e depois me auxilia com os posts para o blog. Seria simplesmente impossível lembrar de tudo que consultei!

Aba TO DOs e Observações

Aba TO DOs e Observações

Aba Fontes

Aba Fontes

AS COMPRAS

Tenho uma aba compras porém na minha opinião é um capítulo à parte da viagem. Não dá para dizer que é um custo da viagem porque na maioria das vezes são coisas que compraria de qualquer forma. O que faço é aproveitar lugares onde essas coisas são mais em conta e/ou mais diversificadas e uno o útil ao agradável.

Pesquiso sobre compras no lugar, geralmente o último item mas não o menos importante :), e não deixo passar boas oportunidades. Incluo as informações sobre compras dentro dos próprios passeios planejados caso considere imperdível não ir até determinado lugar.

Impossível ir a França e não comprar cosméticos, mesmo quando comprado com a Itália é conveniente. Já em Bariloche, Berlim e Livigno (área duty-free na Itália)  fiz ótimas compras de artigos para esqui. Em Buenos Aires não será diferente, já fiz uma listinha e planejei a ida até algumas lojas que vendem couro porque uma pessoa que viajará comigo quer comprar couro por lá.

NA VOLTA

Na volta incluo os gastos realizados na(s) coluna(s) específica(s) da aba Roterio1 e essa(s) coluna(s) alimenta(m) a aba indicadores que me dá o previstos x realizado. É olhando para essa aba que afirmo que dificilmente saio do planejado.

Abaixo a aba indicadores da viagem para Buenos Aires porém sem o realizado.

Detalhe da Aba Indicadores

Detalhe da Aba Indicadores

Além disso minha aba Roteiro1 me ajuda a ajustar valores devidos caso algum viajante tenha gastado mais do que outro. O que se torna comum viajando em grupo onde um paga uma coisa, outro outra e por aí via.

Acho que o segredo de acertar o planejado x realizado é a utilização de médias coerentes. Fazendo os pagamentos e/ou reservas dos maiores custos com antecedência se facilita o controle dos itens que acabam ficando em aberto. Com os números em mãos antes da viagem também é possível verificar o que já foi pago e separar tudo o que ainda está pendente de pagamento para ter uma ideia de quando se levar de dinheiro.

Bom, termino por aqui, nos próximos posts quero escrever sobre o planejamento desta viagem específica também contar como foi a mesma. ¡Hasta luego!

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