Viagens de Esqui: O que levar na mala quando for esquiar

O objetivo deste post é listar aquilo que entendo que não pode faltar na sua mala ao planejar uma viagem de esqui. Escreverei sobre as roupas e acessórios que são importantes, alguns indispensáveis, para garantir sua tranquilidade enquanto desfruta sua temporada na neve. Quando falo que não pode faltar na mala não interprete isso como “tenho que comprar tudo antes de esquiar” mas de repente planeje uma parada para umas comprinhas antes, tente emprestar de um amigo, tenha claro quais seriam alguns substitutos adequados e o que se deve/pode alugar nas estações de esqui.

Eu sei que sei a temporada de esqui 2016 no hemisfério sul já está na metade e esse post mais do que atrasado. No entanto, foram tantas dúvidas nessa temporada sobre o tema que já estava mais do que na hora escrever sobre ele. E de qualquer forma, muitas “semanas brancas” virão pela frente não é mesmo? Coisa boa!

Roupas para esqui - evolução

Roupas para esqui – evolução

Para facilitar vou dividir em itens de acordo com os membros do nosso corpo.

roupas e acessórios para esqui: Cabeça

Para proteger a cabeça a melhor coisa é o capacete. Demorei a incluí-lo na minha indumentária “esquiística” mas hoje o considero indispensável. Senti falta conforme meu esqui evoluiu e alguns tombos ficaram sérios.

Roupas para esqui - Capacete, gorros e lenços

Roupas para esqui – Capacete, gorros e lenços

Apesar da questão da segurança, o capacete também esquenta a cabeça e os ouvidos melhor do que gorros, lenços e protetores de orelha além de proteger mais da neve do que o gorro da jaqueta. A vantagem é que hoje em dia ele pode ser alugado com facilidade junto com seu equipamento de esqui. Então não tem desculpa 🙂

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Sulmona

Usei Sulmona como base para uma viagem de final de semana cujo objetivo era esquiar. Na ocasião a cidade mais próxima das pistas não era muito atrativa em termos financeiros e devido a sua conexão ruim com Roma teríamos que passar ao menos uma noite em Sulmona, então pensamos: por que não duas? E foi assim que acabei conhecendo a cidade. O final de semana de esqui foi ótimo e conhecer Sulmona foi a surpresa do roteiro.

Como escrevi em um post anterior fomos de Roma à Sulmona com a Arpa. Lá, ficamos no Albergo Stella e gostamos muito. O pessoal do hotel foi muito, muito atencioso conosco. Falo isso com propriedade porque esquecemos no ônibus uma mochila com coisas pessoais muito importantes e eles não mediram esforços para nos ajudar.

Acho que o único inconveniente foi uma coisa que infelizmente não é de controle do hotel, o barulho nas ruas no sábado à noite. Acho que tinha um bar ou boate por perto pois o burburinho começou por volta da meia-noite, chegou ao seu ápice lá pelas duas e meia da manhã e depois, graças a deus, parou antes das três. Eu já estava no ponto de ligar para a polícia pois gritavam e brigavam tanto que achei que iriam matar alguém.

A cidade dos confetes é muito agradável. É pequena, apesar de ser a terceira maior cidade de Abruzzo, e pode ser conhecida facilmente em poucas horas. Destaque para o complexo arquitetônico de influência barroca S.S. Annunziata e para o aquetudo mediaeval. A paisagem em torno da cidade também é muito charmosa, circundada pelas montanhas nevadas e cortada por um rio.

A Cidade

Complesso S.S. Annunziata

Aqueduto Medieval

A cidade é famosa pela confecção dos confetti, doces que os italianos costumam distribuir em ocasiões especiais como primeira comunhão, casamentos, formaturas, etc. Se a palavra por acaso lembrou alguma coisa da Lacta na verdade não é somente uma coincidência, pois é justamente isso que os confetes italianos são, ou melhor, se parecem. Se lembrou o carnaval também não é a toa pois a origem do nome do confete de papel vem exatamente desse doce que na época do renascimento era jogado no ar e nas pessoas. O mais tradicional é feito com uma amêndoa e coberto com uma camada de acuçar. Porém hoje em dia existem diversos gostos, cores e formas distintas para cada ocasião.

Fabrica de Confetti

Rosa com detalhes em Confetti ou Confetti com a Rosa?

O jantar também foi bom, em um restaurante típico, familiar, ao lado do nosso hotel, ambientado em estilo medieval, inclusive com a família vestida a carater, e, para a nossa sorte, ainda aberto próximo as 22 horas!!!

Ambiente Restaurante Al Quadrivio

Roccaraso – Esqui no centro da Itália

Roccaraso é uma das estações de esqui mais conhecidas e equipadas da região central da Itália.  São mais de 60 km de pistas que, quando conectadas com as demais localidades que fazem parte do grupo, chegam a mais de 100km. 

Pistas para todos os gostos e dificuldades inclusive com aquelas homologadas para competições nacionais e internacionais. Uma infra-estrutura muito boa: bom número de pistas, bem sinalizadas, organizadas, com meios de elevação rápidos e o melhor de tudo, muito próxima de Roma, ótima para quem quer passar um final de semana (que foi nosso caso) ou até mesmo mais dias. 

Pista fechada e a galera observando o treinamento para Campeonato Mundial di Esqui Juniors

Na verdade todos chamam Roccaraso mas o nome oficial da estação é Alto Sangro que compreende as regiões de esqui de Monte Pratello, Aremogna, Valle delle Gravare, Macchione, Pizzalto, Lago d’Avoli, Pesconstanzo e Pescasseroli que fazem parte das cidades de Roccaraso, Rivisondoli, Pescocostanzo, Pescasseroli e Castel di Sangro.

Rivisondoli

De Rivisondoli, Roccaraso e Sulmona, de carro, facilmente se chega à Monte Pratello, Aremogna, Valle delle Gravare, Macchione, Pizzalto, Lago d’Avoli.

De Roccaraso parte um serviço de ônibus, skibus, que leva até as estações de Aremogna, Valle delle Gravare, Macchione e Pizzalto em aproximadamente 15 minutos. De todas elas você consegue chegar até Monte Pratello esquiando e vice-versa. Além disso vários hotéis possuem serviço de mini van que transportam você do hotel até as pistas.

Lift Aremogna

No meu caso, sem carro e sem poder dirigir, resolvi utilizar os meios de transportes públicos e devo dizer que a coisa não foi lá muito fácil mas foi possível. Como os hotéis de Roccaraso ou estavam cheios ou custavam muito e eu não tinha certeza se tinha transporte público de Rivisondoli até as pistas, optei por não trocar o certo pelo duvidoso e dormi em Sulmona, detalhe: a 40 km de Roccaraso.

Além disso, como saí de Roma em uma sexta-feira à tardinha e já não seria possível pegar a conexão de Sulmona a Roccaraso naquele horário ao menos uma noite teríamos que dormir em Sulmona. De qualquer forma, isto não era tão ruim pois apesar dos 40 kms distante era 300% mais em conta e também muito charmosa. Clique aqui para conferir as fotos e algumas dicas de Sulmona.

De Roma a Sulmona são duas horas em ônibus e quem leva é a Arpa. Ela também faz a conexão entre as principais cidades da região como de Pescara à Nápoles. Na verdade o ônibus que parte de Pescara à Nápoles tem uma parada em Sulmona e outra em Roccaraso e foi justamente esse ônibus que utilizei. Clique aqui para ver o timetable.

De Sulmona até as pistas a via crucius era pegar o ônibus de Sulmona a Roccaraso e de lá o skibus até uma das regiões, no caso a escolhida foi Aremogna, onde compramos os bilhetes e alugamos os equipamentos.

O tempo de deslocamento não foi um problema, nem a conexão entre o ônibus e o skibus, o problema é que existem poucos horário então, se você perde o primeiro ônibus acaba que perde a manhã de esqui. Portanto, a regra foi acordar muito, muito cedo. De segunda à sábado o ônibus parte de Sulmona às 07:45 e no domingo um pouquinho mais tarde (ainda bem, pois quem me conhece sabe que sou uma dorminhoca) às 09:00. O mesmo acontece na parte da tarde, na volta, o que te deixa um pouco apreensivo no dia de retornar pois uma conexão perdida significa um dia a mais na cidade…rs… não que eu não quizesse mas o dever, infelizmente, nos chama.

Fora isso a viagem foi ótima e unir o esqui com a viagem à Sulmona e de quebra conhecer a cidadezinha de Roccaraso foi muito bom!

Cidadezinha de Roccaraso

Roccaraso Palaghiaccio (Pista de Patinação e Centro de Eventos)

Estação Ferroviária Roccaraso

Ah, uma outra forma de chegar é com a TrenItalia, porém no inverno como a estação fica instransitável, vide a foto acima, eles disponibilizam um serviço alternativo, fazendo o trajeto de Roma a Sulmona em trem e de Sulmona a Roccaraso de ônibus. É fácil verificar isso no site porque ao comprar os bilhetes aparece a imagem de um ônibus ao invés daquela do trem. Para conferir o post sobre como comprar os bilhetes da TrenItalia clique aqui.

Leia mais:

Campo Felice

Campo Felice é uma pequena estação de esqui localizada na região de Abbruzo, na cidade de Rocca di Cambio na província de L’Aquila, e que dista poucos quilometros de Roma. Fui até lá três finais de semanas atrás e gostei bastante. Alguns dias antes tinha caído uma nevasca por todo o país e então estava super ansiosa para esquiar, o problema era que tinha só o final de semana e sendo assim, na linha do quem não tem cão caça com gato finalmente fui a Campo Felice.

Não sei porque mas acho que desprezava um pouco a região. Até então quando pensava em esquiar pensava no norte da Itália e tinha um pouco de receio com as estações próximas a Roma porque todos diziam que eram pequenas e muito cheias. Além disso, só no meu imaginário mesmo, parecia ser praticamente impossível encontrar um lugar com tanta neve a ponto de esquiar e, tão próximo a Roma. Ainda bem que mordi a língua e feio. Já no caminho, aproximadamente 40 minutos depois de ter saído de Roma, a paisagem começou a ficar branca e daí para a frente não parou mais, até culminar na paisagem do vale onde fica localizada Campo Felice.

Image

Vista do Vale com o detalhe para a estrada que praticamente corta a paisagem...

A estação é pequena são apenas 9 seggiovias que dão acesso as 21 pistas o que significa que fica tudo muito próximo. Perto do estacionamento ficam as lojas para aluguel de equipamentos então fiz tudo rapidinho e em poucos minutos já estava esquiando nas pistas lotadas de romanos. Sim! Estava cheio, tinha fila nas seggiovias e não era pouca porém, como já tinha controlado a expectativa, me diverti bastante. Achei o máximo ter conseguido esquiar e ao mesmo tempo ter dormido em casa!

Image

Detalhe para a fila em uma das seggiovias/lifts

Fui com um serviço de shuttle. O ônibus não era exatamente o que dizia no arquivo pdf, mas a viagem foi ótima. Gostei e recomendo até porque depois de um dia de esqui você fica tão cansado que acho uma ótima idéia poder dormir no ônibus na volta. A única coisa chatinha é que eles só fazem esse bate e volta no domingo.

Deu para matar a vontade de esquiar porém, como sempre, deixou um gostinho de quero mais e, sendo assim, criei coragem para ir até Roccaraso, também em Abruzzo, um final de semana depois (clique aqui para conferir o post).

Roteiro em Roma – Sobrou Tempo?

Esse post será um post dinâmico. Pretendo evoluir essa lista de passeios menos convencionais em Roma e nos arredores de Roma conforme for conhecendo os lugares ou planejando minha ida até eles.

Isto porque, mesmo depois de um ano, ainda tenho uma wish-list de lugares a conhecer na cidade ou perto dela. As sugestões desse post serão de passeios interessantes mas que provavelmente não serão a prioridade daqueles que vêm pela primeira vez e/ou comr pouco tempo. Acho que ela é mais voltada para quem retorna , fica mais tempo ou possuí algum interesse específico.

Bom, clique nos links para acessar os posts, aqueles sem os links ainda estão em construção ou na wish-list:

outras atrações sugeridas em roma

OUTRAS ATRAÇÕES SUGERIDAS nos arredores de ROMa

ATRAÇÕES que valem um day-trip (bate e volta) a partir de roma

Quer ir mais longe ainda? Considere Nápoles, Pompéia ou mesmo Florença. Com o trem de alta velocidade se chega a Napoli ou Firenze em menos de 1 hora e 30 minutos. Nesses casos você vai mais longe e mais rápido. Para comprar os bilhetes com a TrenItalia confira esse post, outra opção é ir de Italo.