A Reggia di Caserta – Um Palácio Monumental entre Roma e Nápoles (Palácio)

Esse post é uma continuação. Para ver o primeiro post (se ainda não viu…rs…) clique aqui.

A visita ao palácio é interessante e achei que valeu muito a pena. O Hall de entrada é belissimo, logo depois de cruzá-lo já se vê a Capela, inspirada mais uma vez em Versalhes.

A Entrada

Ainda a entrada (vista de um outro ângulo)

A Capela foi bombardeada e restaurada mas os danos as colunas ainda são bem visíveis.

A Capela Palatina

A Capela Palatina danos bombardeamento na segunda guerra

As salas e apartamentos reais são impressionametes. Impressionam pela altura, pela riqueza, pelos detalhes, enfim, pela grandiosidade da obra.

Sala da Guarda

Sala di Astrea

A foto acima com o piso em forma de labirinto em mármore branco e amarelo é um detalhe que chamou muito minha atenção.

A Sala mais importante: Sala do Trono

Como é mais recente que Versalhes quando o palácio foi construído já tinha o conceito de água encanada e consequetemente de banheiro e banho (coisa que em Versalhes não era o forte…rs…). Outra curiosidade é o bidet da Rainha

Banheiro do Rei

O famoso bidet

Os trabalhos de Murano, que se encontram sem diversos aposentos também são espetaculares.

Lustre de Murano

A biblioteca composta por aproximadamente 4 salas também achei inusitada, não esperava encontrar um biblioteca assim tão grande.

Biblioteca

Biblioteca

O palácio é grande mas não está todo aberto no total são mais de 1000 salas contra as 700 de Versalhes e cinco andares. No entanto o número de aposentos abertos é menor e a visita acaba sendo mais rápida não somente em função disso mas também pelo fato que você não enfrenta congestionamentos humanos como no palácio francês (ao menos quando fui a situação era complicada, muita, muita gente! Senti falta de um pouco de organização.).

Para terminar deixo a foto de uma que acho que deve ser uma das principais salas mas que não sei como simplesmente não vi: O Teatro da Corte. Cópia em miniatura mas desta vez não de Versailhes mas sim do Teatro San Carlo de Nápoles.

A Reggia di Caserta – Um Palácio Monumental entre Roma e Nápoles (Parque)

A Reggia/Palácio de Caserta é um palácio de estilo barroco situado na região da Campania na Itália muito próximo de Nápoles e também de Roma. Construído na cidade de Caserta o projeto era justamente afastar a capital real de Nápoles pois essa, como é situada à beira mar, estava muito exposta à ataques inimigos, e no seu centro construir um Palácio Monumental. Além disso o projeto também era de construir um palácio a altura senão maior que o palácio de Versalhes na França e o de Palácio de Schönbrunnem em Viena.

Chegar alí é muito conveniente, já tem um tepinho que de Roma Termini partem trens de alta-velocidade para Caserta. A viagem dura uma horas e poucos minutos com esse tipo de trem. De Caserta para Nápoles e vice-versa partem trens a cada meia hora, esses mais lentinhos e sujinhos.  Ao sair da estação de trem de Caserta você já dá de cara com a Reggia basta caminhar até lá (uns 5 minutinhos).

A Chegada na Reggia/Palácio

A chegada impressiona pelo tamanho mas decepcionada pelo mal estado de conservação do jardim. Chegamos, caminhamos, demoramos meia-hora para comprar o ticket de entrada porque junto com a gente chegaram duas excursões e, apesar de não ser tanta gente, a fila era desorganizada e os dois guichês abertos não davam conta. O pessoal que vendia os bilhetes também não tinha muito tato com os turistas estrangeiros que faziam confusão em relação aos tipos de tickets. Uma pena! Mas acho que isso explica porque a Reggia não é Versalhes, não só isso é claro.

Bilheteria

Ali você tem três tipos de tickets, um só para o jardim, outro só para o palácio e outro que incluí tudo. Pagamos 12 euros pelo que incluía tudo e mais uma taxa de 1 euro de reserva que não conseguimos entender direito para que servia. Na verdade nem perguntamos porque depois de 30 minutos na fila já estávamos começando a fica Ps da vida.

Entrada na Reggia através dos Corredores que cruzam os cortiles, enooormes!

Passei uma parte da manhã e um começo de tarde muito agradáveis nesse palácio. No total acho que foram umas 4 horas dedicadas a esse passeio incluíndo a meia-hora perdida na fila para comprar o ticket. Como era primavera e o sol começa a ficar muito forte por volta do meio-dia decidimos conhecer o parque primeiro e visitar o palácio depois.  Esse post descreve o parque, caso queria vizualizar somente o post sobre o palácio clique aqui. Achei que foi uma ótima pedida porque pegamos ambas as partes bem vazias e a parte dos jardins com o sol da manhã.

O Parque e as diversas estátuas entre as arvorés

Vista da Reggia a partir da Primeira Fonte

Várias fontes ao longo do caminho levam até a fonte final, mais uma cascata, que de longe não é tão definida então fiquei curiosa para saber o que era e decidi caminhar até lá.

Vista do Parque a partir da Primeira Fonte

As fontes não estão em seu pleno estado de conservação mais ainda assim te remetem a pensar como não deveria ser o palácio em seu tempo aureo quando mais de duas mil pessoas costumavam frequentar o lugar nas festas que costumavam ocorrer justamente no jardim.

A Fonte de Eolo

A Fonte de Eolo (centro)

Fonte de Cerere

É interessante também o fato de que o palácio é circundado pela cidade e que ambos convivem harmoniosamente. Dá para notar que os locais usam o lugar para fazer passeios e esportes. Achei bacana que o palácio não seja voltado somente ao turismo mas também à atividades culturais como mostras e como ponto de entretenimento para os moradores.

Parque como pista para corrida, caminhadas e bicicletas

O passeio pelo jardim sem dúvida foi o que demorou mais tempo pois caminhamos até a parte final (3 km só de ida). Ainda bem que ao longo de todo o caminho as árvores fazem sombra então você não precisar caminhar tudo sob o forte sol. Além disso existem bancos debaixo das árvores caso você queria lanchar, ler ou mesmo apreciar a paisagem.

Detalhe para a sombra das árvores ao longo do caminho

A Fonte e Cacata Final

Uma boa pedida é alugar uma bike para fazer esse passeio. Comemos bola no início quando entramos e só na saída vimos o lugar onde se alugavam as bikes que ficava justamente na entrada do jardim (ao lado esquerdo do portão de entrada). Além disso logo que se entra no parque se tem a impressão que é menor do que parece e que ao redor desse caminho de 3 kms existem, assim como em Versalhes, diversas outras estradinhas, um bosque, um jardim inglês e uma reconstrução de uma pequena parte de Pompéia, que estava sendo descoberta quando o palácio estava em construção, os quais acabamos não vendo. De bicicleta sem dúvida seria mais fácil e rápido. Outra opção é fazer em carroças puxadas por cavalos. Eu sou mais da primeira porque morro de saudades de andar de bicicleta, fazia muito isso no Rio mas em Roma não é a mesma coisa, e ali me pareceu um lugar propicio. Então fica a dica!

Vista do Palácio a partir da Fonte e Cascata Final

No final do passeio pelo jardins, já cansados e esfomeados, fizemos um mini picknick e de quebra tomamos um expresso no bar da Reggia. Devidamente cafeínados continuamos a vista. Clique aqui para conferir o segundo post sobre o palácio.

Nápoles, Napoli ou Napule

Essa foi a segunda vez em que fui a Nápoles e não tenho nem como comparar com a primeira. Nada como ir com ao menos algum planejamento e com algumas dicas dos amigos napolitanos. Nápoles é uma cidade bem difícil, muito caótica e muito diferente do resto da Itália, meu namorado estava insistindo para ir até lá e eu estava literalmente empurrando com a barriga, mas aí, ele falou duas palavrinhas mágicas que me convenceram rapidinho: Pizza e Café.

Vista da Cidade

É verdade que a pizza é considerada um prato de origem napolitana porém em Roma definir qual é a melhor pizza, se a Napolitana ou a Romana, baseado na opinião dos amigos, é como discutir cerveja no Brasil. No entanto em relação ao café é hegemonia o mellhor é Napolitano. E lá fomos nós rumo a Napule, como se diz em dialeto napolitano, porém com uma passadinha antes em Caserta para conhecer a Reggia de Caserta, que será objeto do próximo post.

No início apenas uma noite parecia que seria pouco mas no final achei a decisão acertada. Achava exagerado pagar uma noite a mais de hotel e além disso indo no sábado ficava mais fácil incluir a Reggia de Caserta no roteiro. Saí de Roma em um sábado às 09 horas da manhã e, em 1 hora e 15 minutos, estava na estação de Caserta. Terminado o passeio peguei um trem regional, o menor e mais barulhentinho que já peguei até hoje, apenas dois vagões..rs…, e fui parar em Napule. A dificuldade já começou aqui, o estadinho do trem e a frequência eram duvidosas. Aliás, foi chegando lá que vi a Casa Italo, assim como o trem e os quiosques self-service em que comentei nesse post aqui.

Reservei um hotel próximo à estação Napoli Centrale embora todos os meus amigos tenham me dito que ali não era o melhor lugar. A verdade é que não queria gastar muito e como já tinha ficado naquele hotel sabia exatamente o que esperar. O que não esperava era ter ganhado um pequeno upgade e isso fez uma boa diferença, literalmente parecia estar em um hotel diferente. O hotel escolhido foi o Mercure Napoli Garibaldi um hotel simples onde o Mercure tem cara de Ibis. Na verdade é um 3 estrelas e não 4 como normalmente é o Mercure.

Fachada do Hotel

O quarto

O hotel tem todo o básico, só faltou um frigobar. Mesmo apesar de estar localizado ao lado da estação de trem dormi muito bem e sem barulhos. É um pouco distante da área mais arrumadinha ou melhor menos caótica da cidade mas de fácil acesso com o transporte público.

Cheguei de Caserta direto para o hotel, eram 16 horas e assim decidi dar uma descansada e sair no horário da “passegiatta italiana”, além disso, já sendo primavera, o sol tinha castigado um pouco e estava cansada. Às 18:30 de sábado saí em direção ao primeiro ponto turístico de interesse: A Pizzeria da Michele.

Pizzeria da Michele

Um pequeno parêntesis: ainda bem que estava com fome e não parei nas lojas da Corso Umberto I e arredores. Nápoles é conhecida pelas compras em conta, diversas marcas não tão conhecidas com uma ótima relação custo benefício.

A Pizzeria foi imortalizada no filme e livro de mesmo nome “Comer, Amar e Rezar” no entanto os italianos não conhecem tanto o “Mangia, Prega e Ama”. Falei do filme para algumas amigas e nenhuma conhecia então, quando essa colega napolitana, que nunca tinha escutado falar do filme, falou que eu tinha que ir nessa pizzaria achei que o passeio não seria tão tourist trap e resolvi encarar.

O melhor de tudo é que ela estava localizada à quinze minutinhos a pé do hotel onde estava. O lugar me impressionou, muito simples! Tinha visto o site mas mesmo assim estava esperando algo um pouquinho mais formal.  As senhas para a fila de espera são distribuídas na porta e os números sempre cantados em italiano e inglês, isto é, muitos muitos turistas  aliás, muitos turistas italianos também.

Interior da Pizzeria

As mesas são coletivas você vai sentando conforme vai liberando espaço e, depois de limpa e colocada a mesa (jogo americano de papel, talheres e copo de plástico), os pedidos vão sendo feitos meio em conjunto. Primeiro pergutam o que você quer beber e depois que te trazem a bebida pergutam qual das duas pizzas você irá comer. É isso mesmo são só 2 tipos de pizza (Margherita e Marinara) com direito a variação no tamanho (pequena, média e grande) e, no caso da Margherita, a mozzarella extra.

Pizza Marinara

A Pizza Margherita  é bem conhecida no Brasil. Eu a amo e acho que uma coisa que precisa ser dita é que por aqui eles só colocam uma folha de manjericão no meio da pizza. Felizmente consegui negociar o “basílico” extra. Já a Pizza Marinara é feita com molho de tomate, alho, orégano e… basta.

Pizza Margherita

Uma característica da massa da pizza napolitana é que ela é mais grossinha e as bordas são mais cheias que o centro. Aquela mais fina é justamente a pizza romana. O tamanho é grande porém a massa é leve já que não leva nada de gordura.

O atendimento é rápido, a pizza maravilhosa e o preço muito camarada. A melhor pizza que comi na Itália e sem dúvida a mais barata. Custou 4 euros. Ah, uma informação importante: não abre as domingos, ainda bem que fui no sábado.

Da pizzaria fomos para a região do Castelo Nuovo, arredores e beira mar. Poderíamos ter pego o ônibus R2 na Corso Umberto I mas decidimos ir até lá caminhando. Usamos o ônibus para voltar para o hotel, lá pelas onze da noite, e foi bem tranquilo. Também usamos o mesmo ônibus em outra ocasião e não tenho do que reclamar, chegou rápido, não estava lotado e tinha ar-condicionado. A dica aqui é comprar os bilhetes nos tabacchis antes de entrar no bus. Chegamos no castelo em 15 minutos. Tiramos umas fotos e seguimos pela Via San Carlo passando pelo teatro de mesmo nome, pela Galeria Umberto I, pelo Pallazzo Reale, Piazza del Plebicito e Piazza Trieste e Trento.

Piazza del Plebicito

Galeria Umberto I

Castel Nuovo

Da Trieste e Trento andamos a rua para pedestres Via Chiaia e tomamos um sorvete na Casa Infante. Recomendo. Dalí fomos até a Piazza dei Martiri e à Via Calabritto, pequena rua de compras chiques da cidade. No final dessa rua se chega na beira mar, Via Partenope, onde peguei a esquerda e fui em direção ao Castelo dell’Ovo.

Piazza dei Martiri

Via Calabritto

A beira mar de Nápoles não é uma região de praia propriamente dita, não existe areia. São basicamente grande moles colocados entre o mar e o calçadão. Nas pedras as pessoas sentam e tomam sol, no calçadão passeiam, fazem esportes, etc. Vários restaurantes na beira mar e mesmo dentro do castelo tornam essa região  charmosinha e animada. A Certosa de San Marino e o Castello de Sant’Elmo, no alto ao fundo, também completam o panorama desta parte da cidade.

Lungomare

Os restaurantes de peixes frescos dentro do Castel dell’Ovo e as suas vielas estreitas dão um toque especial ao passeio. Como não só de pizza vive Nápoles mas também de peixe, naquela noite decidimos que no outro dia retornáriamos a essa região para almoçar um “bel piatto de pasta alle vongole veraci”, mais uma das delícias napolitanas.

Restaurante em frente ao Castel dell’Ovo

Restaurantes na Região do Castel dell’Ovo

No outro dia de manhã, como tínhamos caminhado bastante no dia anterior e já conhecíamos o Museu Arqueológico de Nápoles e a Spacanapoli, uma rua que literalmente spacca, isto é corta a cidade, tínhamos conhecido na primeira vez, decidimos conhecer as Catacumbas di San Genaro. Lembrei que um amigo nosso tinha comentado que tinha ido e gostado então resolvemos encarar. Foi legal mas cá entre nós, é sempre meio mórbido.

Catacumbas di San Genaro

Depois, conversando com esse amigo descobri que ele tinha feito na verdade o passeio à Nápoles subterrânea (na Piazza San Gaetano, na Spaccanapoli)…rs…

Terminado o passeio, uma visita sempre guiada que dura aproximadamente 45 minutos, o guia disse que quem desejasse podia descer a rua até as Catacumbas de San Gaudioso pois o guia que faz a visita ali normalmente espera o grupo quem vem da visita às Catacumbas de San Genaro quando essa termina. Bom esse não foi nosso caso pois quando chegamos descobrimos que o passeio já tinha começado e não podíamos nos unir ao grupo. Além disso tivemos dificuldade de encontrá-lo porque a igreja (ponto de encontro) estava lotada em pleno domingo de missa.

Interior da Igreja di San Paolo Maggiore

O mais diferente foi sem dúvida a caminhada que fizemos para chegar até essa igreja e depois de lá até a Via del Duomo. Lá pelas tantas me sentia em meio a um mix do que acredito que seja uma favela no Rio+os cortiços de Cuba+o barulho das motos em Hanoi no Vietnã. Só vendo para crer e portanto aqui vão umas fotos do bairro Rione Sanità.

Rione Sanità

Na primeira vez, sem saber, acabei caminhando pelo chamado Quartieri Spagonolo e desta, meio que por acaso, fui parar alí no Rione Sanità. Acho que a gente que é Brasileiro e escaldado anda por alí sem problemas e acaba meio que tomando todos os cuidados, de qualquer forma, nenhum desses lugares é recomendado à noite. Eu diria que esses bairros são onde Nápoles é mais caótica ainda.

Rione Sanità

Cada um arruma a sua fachada…rs…Vi muitas fachadas assim!

Já seu lado mais chique, é o bairro Vomero. Da Villa Floridiana se tem uma bonita vista da cidade e da Piazza Vanvitelli se pode fazer um passeio pelos bares e lojas do bairro. Se chega alí com um dos funicolares que servem a cidade. Acabei não indo por falta de informação. Aliás, peguei o metro para ir da Piazza Garibaldi até a Piazza Cavour, onde peguei o ônibus para as Catacumbas e não acreditei quando vi o trem do metro, na verdade o trem da ferrovia dello stato, atual TrenItalia, de aproximadamente 30 anos atrás. Muito esquisita a linha A do metro, não parece metro mas sim um trem que passa pela cidade..rs… Além disso o tempo de espera parece de trem também, quase 10 minutos esperando o metro-trem chegar!

Do Rione Sanitá (Via della Sanitá + Via dei Vergini) direto para Via do Duomo, alí conhecemos o Duomo e os tesouros de San Genaro, padroeiro da cidade.

Duomo

Interior do Duomo

Para completar o passeio almoçamos em um dos restaurantes do Castelo dell’Ovo e depois voltamos até a Piazza Trieste e Trento para provar o famoso Café del Professore.

Região Castel Dell’Ovo

Spaghetti alle Vongole Veraci

O melhor café que já tomei na Itália, o mais estranho foi que naquele dia, próximo a estação de trem, tinha tomado o pior capuccino da Itália…rs…vai entender! Ainda nos arredores desta regiões fica a Sfogliatella Mary, um lugar recomendado para provar as famosas sfogliatellas e o babá, típicos doces napolitanos.

O Café

Uma última informação para quem pretende passar por alí no período do Natal é que Nápoles tem uma grande tradição de presépios de Natal. São muito conhecidos e reconhecidos nessa arte.

Do café para a estação e, de volta à Roma. Resumo da viagem: muito bom alinhar o passeio à Reggia com Nápoles, na primeira vez fiz Pompéia e Nápoles e não me arrependi. Acho que só assim, entre uma conexão e outra, para passar algumas horas por lá. Ir até lá com o propósito de conhecer a cidade também vale mas sugiro pouco tempo. Com tantas cidades na Itália não recomendo uma estadia longa (mais de duas noites) principalmente para quem vem pela primeira vez.

Como já disse, e repito, Nápoles é difícil, é bonita mas muito mal conservada, as pessoas são simpáticas mas o dialeto é incompreensível, tem mar mas não tem praia, tem avenidas largas mas cheias de lixo e ambulantes, está na Europa mas não é tão segura, enfim, tem sempre algo que muda drasticamente a paisagem original e que te faz pensar em como uma cidade tão rica se transformou tanto ao longo do tempo.

Guida Blu 2012

Para quem está vindo para a Itália neste verão e quer inserir um destino de praia na sua viagem mas ainda está na d[uvida de onde ir o guia da Legambiente e do Touring Club, chamado Guida Blu 2012, pode dar uma ajuda. O Guia premia com 5 velas as melhores praias da Itália segundo determinados critérios. Recentemente eles divulgaram a lista das 13 mais belas e limpas praias da Itália que aliam além da beleza a busca por sustentabilidade.

Ostuni

Ostuni

Segue a lista. Uma excelente inspiração!

  • Santa Maria Salina (Sicilia)
  • Pollica Acciaroli e Pioppi (Campania)
  • Posada (Sardegna)
  • Castiglione della Pescaia (Toscana)
  • Capalbio (Toscana)
  • Villasimius (Sardegna)
  • San Vito Lo Capo (Sicilia)
  • Bosa (Sardegna)
  • Noto (Sicilia)
  • Ostuni (Puglia)
  • Maratea (Basilicata)
  • Baunei (Sardegna)
  • Melendugno (Puglia)

Para folhear uma prévia do guia clique aqui.