Carcassone e sua Cidade Medieval – uma das mais conservadas de toda a Europa

Já tinha passado algumas vezes próximo a Carcassone e ainda não tinha tido a oportunidade de visitá-la. Foi somente esse ano, com a praticidade de voos diretos a partir de Dublin, que tirei a cidade da minha lista de desejos de viagem. A parte antiga da cidade, chamada Cité (cidadela) de Carcassone, é uma das cidades medievais mais bem preservadas da Europa. Ela foi restaurada em 1857 e desde 1997 esta na lista dos Patrimônios Mundiais da Unesco, dito isso, acredito que não precise falar muito mais não é mesmo?

Carcassone – foto By Chensiyuan – Own work, CC BY-SA 4.0.

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Hotéis Econômicos na Provence e Languedoc-Roussillon

Formule 1

Só ao chegar em frente ao hotel se percebe a diferença. A recepção é bem pequena, apenas para um funcionário, que não estará ao seu dispor o tempo todo, em alguns momentos você precisa usar o telefone disponível na própria recepção para chamá-lo.

O serviço de check-in é muito rápido, você passa o número da reserva, eles perguntam se você quer comprar o café da manhã, você responde e logo depois recebe uma folha com sua nota fiscal, seu comprovante de pagamento do cartão e a sua senha de acesso ao estacionamento, hotel e quarto. Isso mesmo, você recebe essa senha e a ela para entrar no hotel à noite. Horário em que  funcionários, seja na recepção, seja no estacionamento, não estão disponíveis. Caso você chegue tarde, deve informar e assim receber a senha previamente.

Recepção Formule 1

Em todos os hotéis que ficamos não falava inglês ou italiano. Foi uma tal de mímica para cá e para lá e também uma ajudinha especial devido a origem latina do francês. A área da recepção é também o lobby do hotel mais uma vez pequeno. Ali se serve o café e estão as vending machines e microondas que podem ser usados pelos hóspedes. Todos os estacionamentos gratuitos.

O quarto bem pequeno. Como mobília uma mesa de canto com uma cadeira, uma TV tela plana sem canais por satélite, uma (só) tomada, cama de casal tamanho padrão para pequeno com uma terceira cama em cima, uma barra de ferro com cabides pendurados e irremovívies e uma pia. Sim, o hotel tem banheiros compartilhados!

A cada x número de quartos você encontra uma estrutura com as casinha de sanitários e de chuveiros. As estruturas são separadas. As duchas para banho são boas porém com um sistema de fechamento automático depois de tantos segundos, isso mesmo, segundos, você praticamente tem que ficar apertanto aquele botão o tempo todo, acho que assim eles economizam água. Já os banheiros, na mesma linha, possuem acionamento automático da descarga ao se abrir a porta após o uso. Tudo limpo e organizado, o conceito de albergue mas o formato de hotel.

O hotel fornece serviço de roupa de cama e toalhas, no entanto as toalhas são apenas 1 por pessoa e do tamanho de uma toalha de rosto. Você também não recebe sabonetes ou copos descartáveis. Outra característica é que toda a luz elétrica do ambiente é única, você não dispõe por exemplo de uma luz de cabeceira ou leitura, aliás, não tem sequer mesinhas de cabeçeira.

Outra questão é a localização. Esses hotéis ficam ao redor da cidades, perto das autoestradas e de grandes centro de vendas e distribuição. Assim, além de muitos casais em viagem também vimos muitos viajantes/motoristas de empresas.

Por fim o tamanho das janelas também chama a atenção. Elas são pequenas e ficam no centro da parede, o tamanho aproximadamente de um metro quadrado e possuem um blackout. Aqui se você conhece o Ibis vai lembrar que as janelas ocupam praticamente uma parede inteira do quarto. Enfim, redução dos custos de infraestrutura? Provável.

Etap

Depois do Formule 1 o Etap parece mais com o Ibis mas ainda assim com suas características. A localização melhora um pouco, o lobby e a recepção são maiores, tinha sempre à disposição mais de um funcionário durante o dia, falavam inglês e também italiano. Acesso via senha ao hotel depois de uma determinada hora.

Etap Sète

Quarto maior, cama ligeiramente maior, mais de uma luz, cama de casal ainda com a terceira cama em cima porém com criados mudos , mais tomadas, mesa maior, cabides mais flexíveis (tipo Ibis). Nada de banheiros compartilhados, sabontes, copos e toalhas grandes ao seu dispor. Wi-fii e estacionamentos gratuitos (exceção a Nice). Já a janela do mesmo tipo do Formule 1. O serviço de limpeza também devo dizer que me pareceu mais profissional, embora mil vezes mais barulhento. É o preço!

Resumo da ópera: intercalamos as estadias entre um tipo de hotel e outro e dando preferência ao Formule 1 nos casos em que ficamos pouco tempo e devo dizer que não tirou pedaço. É claro que não é uma brastemp porém não ter um banheiro dentro do quarto aqui na Europa é bastante comum e como já mochilei muito pra mim não é um grande problema, até porque, no meu caso, é meio uma regra: menos tempo no lugar, menos tempo no hotel.

Tivemos a oportunidade também de ficar no B&B Hotels uma rede relativamente grande na França. Fazendo uma comparação seria algo entre o Ibis e o Etap, com algumas coisas do Formule 1…rs…. O formato do quarto é muito parecido com o Ibis, você tem uma cama de casal e não aquela terceira cama em cima da sua cabeça e um armário também bem parecido com o Ibis, luzes de cabeceira e TV a cabo, no entanto, tem os criados mudos pequenos como o Etap e o mesmo tipo de janela e mesa de canto do Formule 1. O quarto com banheiro com jogo de toalhas completo a disposição. A recepção também se parece com o Etap, porém com apenas 1 pessoa e,  mais uma vez todo o acesso noturno era controlado por senha.

Ah, informações de utilidade pública, wi-fii gratuito e ausência de secador de cabelo em todos os hotéis acima comentados.

Outro hotel muito legal foi o Tennis Internacional de Le Cap d’Adge. O hotel tem uma mobília um pouco antiguada mas serviços de 3 estrelas e um preço bom. Sem falar que como fica dentro de um club de tênis você pode fazer uso da piscina praticamente olímpica. Como não tínhamos equipamento para jogar, acabamos não perguntando, mas acredito que  você possa fazer uso das diversas quadras de tênis, inclusive cobertas, do clube.

Ainda falando em hotéis, percebi que onde existiam vários hotéis do grupo Accor à disposição sempre existiam, além do B&B Hotels e de outros hotéis de bandeiras internacionais mais conhecidas, os hotéis Kyriad. Depois descrobri que pertencem a uma rede grande chamada Louvre Hotels Group e que, assim como a Accor, possuem hotéis para todos os gostos e bolsos.

Para aqueles que pretendem ficar mais tempo no mesmo lugar a Rede Pierre Vacanzes pode ser uma boa opção, tem apartamentos de vários tamanhos. O hotel Le Royal, um três estrelas em pleno Promenade de Anglais em Nice também é um achado.

Hotel Le Royal

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Provence e Languedoc-Roussillon

A INSPIRAÇÃO

Uma passagem barata em um voo direto de Roma para Nice em setembro!

Aqui fica a dica do Skyscanner usei o motor de busca dele pra listar passagens de Roma para os destino de praia por perto, isto é, com voo direto. A idéia: fechar o verão com chave de ouro porém gastando pouco já que em setembro estaríamos mais para média do que para alta temporada.

Sempre tive vontade de conhecer as regiões da França, na verdade já deixei de ir para a França algumas vezes porque sempre achava que o tempo que tinha disponível não seria suficiente para tudo aquilo que gostaria de conhecer, na verdade, também já deixei de ir porque era alta temporada e tinha recebido informações de alguns amigos que as coisas em agosto eram muito caras e que a Côte d’Azur lotava.

Isso tudo acabou culminando com o fato de que só fui conhecer Paris nesse ano de 2011, porém, a notícia boa é que alguns meses depois retornava para conhecer o litoral sul. Très bonne!!!

O ROTEIRO

As regiões escolhidas foram a Provence e o Languedoc-Roussillon. A região da Provence cho que se explica por si só porém nesse mesmo ano também fui à Croácia e estava muito curiosa para conhecer o famoso mediterrâneo francês. Já a região do Languedoc-Roussillon foi incluída porque queríamos conhecer as praias naturistas de Le Cap d’Agde.

É claro que uma das preocupações era: Será que vai dar praia? Em setembro? Já outono? Aí que medo!!! Morando em Roma, observei melhor o clima na França e devo dizer que quando fui a Paris, em junho, em Roma era praticamente verão é por lá ainda frio e chuvoso. Outra preocupação era em relação ao custo da viagem pois de nada adiantava ter comprado uma passagem barata para morrer com a grana em hospedagem caras.

Sendo assim o roteiro de 16 dias foi planejado tentando mitigar essas preocupações. Depois de duas noites na região de Antibes, próximo a Nice, partiríamos em direção ao Languedoc-Roussillon, pois ali o nosso interesse eram as praias, desviando apenas uma noite para conhecer Avignon. Depois de cinco noites entre Sète e Le Cap d’Adge(Languedoc-Roussillon), voltaríamos aos poucos para a Provence, já outono portanto média estação, com paradas de três noites próximo a Cassis, passando por Saint Tropez e terminando em quatro noites em Nice, dividindo os dias entre Nice, Éze e Mônaco.

E assim começou a viagem, na região de Antibes ficamos em Vallauris, em um hotel próximo a autoestrada A8 e a estrada regional D135. Desse ponto foi fácil acessar as praias de Antibes,  Le Cap Antibes e Cannes. Em Le Cap Antibes a praia Garoupe é muito bem recomendada, infelizmente só passei por ela, fiquei mais tempo em San Juan le Pins, porém ali o ambiente é mais familiar. Já Cannes é um daqueles lugares para ver e ser visto e vale o passeio. Sua avenida a beira mar é um charme com todos aqueles hotéis cinco estrelas super pomposos e a praia também é bastante convidativa, desde os seus chiquerrímos estabelecimentos até às partes públicas, localizadas na duas extremidades.

Avenida Beira Mar em Cannes

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