O que costumo levar no avião para ter uma viagem mais confortável?

Estava em casa arrumando as malas para mais uma viagem de trabalho quando comecei a separar as coisinhas que costumo levar na bolsa durante uma viagem longa de avião. Então pensei: bem que podia fazer um post sobre isso. Assim esse vai ser um post curtinho para dividir no blog meus truques e dicas para tentar tornar os longos voos mais agradáveis.

Meu destino será Lisboa. Sairei de São Paulo em voo direto (ainda bem!) e a previsão de duração da viagem é de 9 horas. É um voo longo, irei de classe econômica, chegarei na segunda-feira pela manhã e já terei reunião da parte da tarde. Não posso nem sequer pensar em não tentar descansar ao máximo e fazer uma viagem o mais confortável possível. Para isso hoje em dia me cerco de coisinhas simples mas que acho que ajudam muito no bem-estar da viagem. 

Quem acompanha o blog já teve ter notado que sou uma pessoa prática, viajo super leve (já contei que fiz uma viagem de 20 dias pela Tailândia com uma mala de 7 quilos?), evito também levar muita mala de mão, acho ruim ficar horas esperando o voo no aeroporto carregando muito peso e não quero massacrar minha coluna de jeito nenhum antes da viagem pois ela já vai sofrer no voo e também ao chegar no destino e ficar carregando malas ou mochilas para cima e para baixo. Além disso também é bom estar leve para conferir o free-shop e as novidades dos aeroportos com tranquilidade.

Assim, os segredinhos que irei relatar aqui são de coisas simples mas que acho que fazem muita diferença.

A necessaire

Costumo preparar uma necessarie super pequena onde coloco artigos de higiene bucal (já se foi o tempo em que ganhávamos esse tipo de coisa da própria cia aérea, hoje em dia a maioria não dá), um tapa olhos (mais um item que as cias aéreas pararam de fornecer) que ajuda e muito quando você quer dormir e os passageiros próximos ligam as luzes ou abrem as janelas. Levo também mini lenços umedecidos, remédio para dor de cabeça e pastilha para dor de garganta (just in case).

O que levar no avião: mini necessaire

O que levar no avião: mini necessaire

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O Planejamento do Roteiro de 9 dias pelo Peru

Mais um post sobre planejamento de viagem saindo do forno! Dessa vez o destino planejado é o Peru. Um roteiro de 9 dias com o básico do Peru exatamente nessa ordem: Cusco (ou Cuzco), Aguas Calientes, MachuPicchu, Cusco (novamente) e por fim, Lima.

Logo Turístico do Peru

Acho que o roteiro ficou redondinho! Só tenho uma semana de férias e fiz um roteiro que começa em um sábado às 06 horas da manhã e termina no domingo da outra semana às 21:55. Otimizei o roteiro ao máximo para não perder tempo com deslocamentos e poder aproveitar tudo com uma certa tranquilidade.

Foi justamete em função do pouco tempo de férias que escolhi o Peru (um destino da minha wish-list de viagens que há tempos queria conhecer). São apenas 4,5 horas de avião de São Paulo até Lima em voo direto. Mais próximo que viajar não só para outros destinos internacionais como para alguns destinos dentro do Brasil.

Como fiz nos demais post sobre meus planejamentos de viagem (antes da viagem) vou abordar o planejamento por tópicos, sendo eles: transporte (voos, traslados, taxis, onibus, etc), hotéis, entretenimento, restaurantes, compras, dinheiro e outras informações importantes.

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O Planejamento da Viagem para as Cataratas do Iguaçu (Ciudad del Este, Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu)

Nesse post irei detalhar o planejamento completo de um roteiro de 4 dias pelas Cataratas do Iguaçu. Roteiro e dicas que envolverão  Ciudad del Este, Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

Tenho um post onde falo sobre meus planejamentos de viagem que tem agradado os leitores do blog. Nele explico minha metodologia de planejamento com o uso de uma planilha excel que criei e fui aperfeiçoando ao longo do tempo. Utilizando essa metodologia já exemplifiquei o planejamento de algumas viagens que fiz como por exemplo, pela Turquia e Buenos Aires. Agora chegou a vez das Cataratas 🙂

O planejamento? Um roteiro de 4 dias e 4 noites que começa em Ciudad del Este no Paraguai, passa por Foz do Iguaçu no Brasil e termina em Puerto Iguazú na Argentina.

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O Planejamento da Viagem para Buenos Aires

No post anterior escrevi sobre como faço meus planejamentos de viagem com a ajuda do excel. Nele utilizei imagens de minha planilha com o planejamento da viagem para Buenos Aires para demonstrar visualmente meu planejamento. Nesse post vou falar especificamente sobre o planejamento da minha viagem para Buenos Aires. Irei seguir o molde de um post onde escrevi sobre o planejamento para a Turquia e sobre o qual recebi bons feedbacks. A diferença deste post para o da Turquia é que como estou postando depois de ter viajado, vou colocar uma pequena análise sobre cada item planejado logo após cada tipo de despesa (no caso da Turquia fiz um post sobre o planejamento antes de viajar e um outro com a análise ao voltar).

Nessa viagem, diferentemente da esmagadora maioria, eu e meu namorado embarcamos com um casal de tios dele que estavam voando e saindo do país pela primeira vez. Assim a presença deles balizou muitas das nossas decisões pois nosso objetivo principal era de levá-los para conhecer Buenos Aires (eu já tinha estado em Buenos Aires em outras duas ocasiões e ele em uma outra). Eles, como todo marinheiro de primeira viagem, tinham receio da viagem de avião enquanto nós, gatos escaldados que adoram viajar e fazem muita propaganda dos destinos por onde passam, queríamos que eles tivessem a melhor experiência possível.

Transporte/O Voo Internacional – O Planejado

Ao identificarmos a possibilidade de fazer essa viagem a preços competitivos, a partir de São Paulo, com companhias como Turkish e Qatar não pensamos duas vezes. Como são voos que fazem escala no Brasil para irem à Buenos Aires eles voam com aeronaves maiores e nesse tipo de aeronave o voo seria muito mais confortável.

Entre as duas ficamos com a primeira. O horário do vôo de volta, muito tarde, é um ponto negativo em ambas porém a favor da Turkish contou o custo, a parceria com a Star Alliance e o serviço (tínhamos voado com a eles  recentemente na Turquia e gostamos). Comprei as passagens direto no site da empresa porém a compra pode ser feita através de agências de turismo no Brasil. Fazendo assim é possível inclusive parcelar a compra.

Interior avião da Turkish

Interior avião da Turkish

Transporte/O Voo Internacional – A Análise

As viagens foram boas, apesar dos voos serem feitos com aeronaves distintas. O serviço de bordo foi bom mas quando comparado com o da Turquia deixou a desejar. Alguns comissários meio irritadiços e poucos, aliás não ouvi nenhum, falavam outras línguas além do inglês e turco. O grande inconveniente é o horário do voo de volta, chegamos em Guarulhos muito tarde (para piorar o voo atrasou 1 hora) ainda com planos de fazer free-shop e com carro deixado em estacionamento. Fomos chegar em casa por volta das 5 da manhã. Bastante cansativo, acaba que é necessário um dia para se recuperar da volta 🙂

Ponto na minha opinião para o aeroporto de Ezeiza, melhorou muito desde a última vez em que estive em 2008. Na sequência pretendo postar os detalhes do voo assim ficará mais fácil aos leitores decidirem qual Cia. aérea utilizar em uma viagem futura.

Aeroporto de Ezeiza

Aeroporto de Ezeiza

Transporte/Traslados – O Planejado

Avaliamos 4 opções de traslado. O shuttle da Tienda Leon, um transfer privado, o táxi do próprio Ezeiza e a quarta, também um transfer privado, porém de um taxista conhecido entre os leitores do VnV, blog de onde peguei a dica. Ah, já fiz esse trajeto na minha primeira ida em ônibus de linha e não recomendo.

Descartei a Tienda Leon logo de início porque além de ficar mais caro tem o inconveniente ir somente até o Puerto Madero (ainda teríamos que pegar um táxi até o hotel). Se estivesse sozinha teria utilizado essa opção porém em mais de 2 pessoas o táxi/transfer começa a baratear e é muito mais cômodo. O primeiro transfer foi cotado 110 dólares – desde que fizéssemos ida e volta – para quatro pessoas com as malas, já o Taxi Ezeiza cobrou um pouco menos, com a mesma condição de ida e volta, porém não garantia as 4 pessoas com as malas – 2 grandes e 2 médias – no mesmo taxi. Estava pensado em reservar com o Taxi Ezeiza, mas estava receosa, não queria correr o risco de ter que me incomodar com taxistas para que não fossemos em táxis separados, foi aí que veio a dica dos leitores do VnV do Marcelo Bautista. Ele me deu certeza de que o táxi levaria até 4 pessoas e malas por 75 reais o trecho. Optamos por ele.

Além do traslado de Buenos Aires planejamos também o traslado de São Paulo para o aeroporto de Guarulhos. Como essa foi nossa primeira viagem internacional por Guarulhos depois de quase 3 anos optamos por deixar o carro em um dos inúmeros estacionamentos que se proliferaram nos arredores do aeroporto nos últimos anos. Escolhemos o EconoPark.

Transporte/Traslados – A Análise

O Marcelo e seus colaboradores foram super solícitos. Tudo contratado por email e com um atendimento muito ágil, inclusive a resposta aos emails enviados do hotel em Buenos Aires. Ele também trocou dólares no câmbio blue (paralelo deles) que é muito conveniente mas que não deve ser feito com desconhecidos com o risco de receber notas falsas. Além de anteciparem a corrida de volta ao aeroporto foram ao hotel em duas ocasiões para trocar dólar por pesos.

Não gostamos muito do EconoPark . Eles fazem propaganda das vagas cobertas porém elas são poucas e não estavam livres quando chegamos. A localização não ajuda, foi difícil encontrar e as informações passadas pela atendente nos confundiram, estavam erradas. A van deles é demorada, esperamos 20 minutos na saída e mais de 40 na chegada. O estacionamento tem umas partes bem ruins, onde estacionamos tinham buracos, praticamente no meio do mato.  Porém, fico pensando se não é o preço, pagamos barato, cada diária nos custou 12 reais. Para seis dias foram 72 reais ida e volta ao aeroporto para 4 pessoas. Na próxima (daqui a alguns dias vamos curtir uma Settimana Bianca no Chile) vamos testar um outro que cobre o mesmo valor para ver como será a experiência, depois volto para contar.

O Hotel – O Planejado

Essa foi a escolha mais simples, repetimos o já conhecido Hotel Ibis Plaza Del Congresso. Já tínhamos nos hospedado nele e achado que a localização era boa, sem falar do custo benefício e do padrão Ibis. O pessoal que viajava conosco também é cliente frequente então achamos que se tivessem uma real expectativa do que esperar não teriam grandes decepções.

Palácio del Congreso  na Plaza del Congreso

Palácio del Congreso na Plaza del Congreso

O Hotel – A Análise

Não tivemos problemas apenas achamos que o serviço decaiu de qualidade. O atendimento do balcão variava muito de acordo com o atendente, o congestionamento nos elevadores pela parte da manhã era chatinho, faltavam itens de informação ao turista como mapas da cidade e do metro e o cuidado com as toalhas de banho era na verdade um descuido. Na próxima vez tenho certeza de que não optaremos por ele de olhos tão fechados.

De qualquer forma ainda acho a localização boa; se caminha até o centro e é próximo do Puerto Madero e do metro o que torna fácil o acesso ao bairros mais distante em uma combinação metro+taxi.

Em um quarta ida talvez opte por ficar em Palermo Soho ou Hollywood, acho que ficando ali, próximo ao metro, também é possível aproveitar muito da cidade. O difícil nesses bairros me parece ser encontrar acomodações econômicas por isso o meu “talvez”.

Transporte/Transporte Público (metro) e Taxi – O Planejado

Planejei o roteiro com uma combinação de metro+taxi: o primeiro dia previa caminhar pelo centro e ir à noite até o Puerto Madero de taxi, o segundo previa ida e volta a Recoleta em taxi e taxi para ir até um restaurante à noite. Já o terceiro previa ir até a Villa Crespo de metro, usar o taxi ou caminhar até Palermo Soho e Hollywood e voltar de taxi após o jantar. O quarto previa ida a La Boca em taxi, de lá um taxi até San Telmo e depois metro até Belgrano, voltando de taxi.

Transporte / Transporte Público (metro) e Taxi – A Análise

Mudamos muito pouco o roteiro original mas utilizamos mais e mais vezes o taxi do que previ. Mesmo assim, ficamos dentro do planejado, 15 reais por cabeça por dia com taxi+metro. O que contou a nosso favor foi o fato de estarmos em 4 pessoas e do taxi em Buenos Aires ser econômico. Seguem alguns preços de corridas (sempre com a origem Plaza del Congreso -Centro: até o Puerto Madero, 30 pesos, até La Boca, 45 pesos, até Belgrano, 70 pesos, até Villa Crespo, 55 pesos, até a Recoleta, 40 pesos. Todas as corridas citadas foram em bandeira 1 em julho de 2013.

Estação do metro

Estação do metro

Andar de metro é tranquilo, são poucas linhas, é fácil de se orientar e, ao menos os trens que pegamos, eram novos. Mais um ponto para Buenos Aires, achei que a cidade se modernizou bastante.

A experiência com os taxistas também foi boa, todos muito educados e politizados. O mais chatinho é que alguns carros são pequenos e para quatro pessoas ficava um tanto apertado. Também achei os carros bem mais modernos do que em 2008, acho que teve uma boa renovação da frota de lá para cá.

Dinheiro – O Planejado e A Análise

Optamos por levar dólares e trocar por pesos para as despesas básicas, além de utilizar o cartão de crédito e a possibilidade de saque no débito.

O bom foi que levamos mais dólares do que calculamos como o necessário. Utilizamos muito pouco o cartão pois com a cotação atual do dólar no Brasil, + IOF, o cambio blue se tornou  muito conveniente. Já sabia disso, estava acompanhando as cotações pelo La Nacion, porém não esperava tanto, chegamos a trocar dólar a 9 pesos em algumas lojas. Com o Marcelo (do taxi/transfer) trocamos a 7,2.

Outras coisas

É importante fazer um checklist da documentação a ser levada. É possível entrar com passaporte ou identidade. O passaporte deve estar válido e a identidade deve estar em boas condições (não pode ser muito antiga ou estar danificada). Carteira de motorista não é válida para entrada no país.

Outro item importante é um seguro de viagem. No meu caso optei por utilizar o seguro do meu cartão de crédito. Sempre importante verificar se o seu cartão possui o seguro e qual a cobertura antes de fazer a compra da passagem ou pagamento das taxas (com uso de milhas).

Não precisamos acionar o seguro mas uma das pessoas que viajava com a gente estava com a identidade bastante antiga, ainda bem que ele tinha levado o passaporte “just in case”.

Entretenimento (Roteiro de 5 dias em Buenos Aires), Restaurantes e Compras

Para não alongar demais esse post irei escrever sobre o planejamento do entretenimento, sobre restaurantes e compras em posts separados. Não deixe de conferir!

Leia mais:

Como Planejo minhas Viagens

Mais uma vez me inspiro em um comentário que fiz outro dia no VnV para escrever sobre algo que tem tudo a ver com o blog: como planejar viagens. A pergunta do VnV era sobre quais são seus rituais antes de viajar; no meu caso não é bem um ritual mas um método que criei de planejamento e que facilita minha vida. Não viajo sem utilizá-lo por menor que seja a viagem. Como acho que funciona e que é bastante prático quero dividir minha forma de planejar/orçar viagens aqui.

O INÍCIO (Orçamento)

Tudo começa com uma planilha excel. É quando ela é criada que a viagem começa a se materializar. Tenho um modelo/método que foi evoluindo com o tempo e é sobre ele que irei escrever. Também irei anexar algumas imagens para tornar a coisa mais palpável.

Sou fã do excel, acho que ele é versátil e que ajuda com os números de uma forma que o word ou papel não o fazem. Nessa planilha tenho abas pré-definidas e caso necessário, crio abas adicionais. A aba mais importante é a Roteiro1. É por ela que tudo começa. Nela tenho linhas com o dia do mês e da semana (importante para visualizar finais de semana, as vezes os evito ou prefiro, depende da situação) e a cidade onde deverei estar. Para cada dia tenho 4 categorias de tipos de despesa que são: transporte, hospedagem, alimentação (gastos com restaurantes e lanches) e entretenimento. O objetivo final da etapa de orçamento é estimar o custo para cada uma dessas despesas para todos os dias da viagem.

Segue um exemplo simples desta aba. No exemplo, minha próxima viagem, 5 dias em Buenos Aires ainda nessa semana:

Aba Roteiro (etapa de orçamento)

Aba Roteiro (etapa de orçamento)

Começo orçando transportes, como a cotação das passagens aéreas internacionais ou mesmo nacionais. Meu grande companheiro aqui é o Skyscanner, utilizo ele a muito tempo e gosto bastante. A possibilidade de pesquisar várias companhias, seja em datas específicas seja por mês cheios, facilita muito. Além disso também existe a possibilidade de você escolher a origem  deixar o destino como “qualquer” e ele vai listando as passagens disponíveis por país ordenadas por preço. Adoro! Me ajudou muito a definir determinadas viagens. Na Europa onde existem muitas cia aéreas e destinos funciona muito bem.

O próximo passo do orçamento são os trechos internos, seja de avião (também utilizo o Skyscanner), trem, barco, carro alugado ou próprio. Logo em seguida orço os traslados (que podem utilizar um serviço de shuttle, transporte público ou mesmo taxi), por fim incluo a previsão de gastos transporte público,  estacionamentos, pedágios e combustíveis (quando houverem). É claro que não coto tudo para cada viagem, cada uma tem o seu perfil, mas faço mais ou menos nessa ordem de importância.

Na figura abaixo um detalhamento da linha transporte, dia-a-dia

Detalhe do tipo de despesa transporte durante orçamento

Detalhe do tipo de despesa transporte durante orçamento

Orçado o transporte incluo um custo médio por dia para hospedagem fazendo cotações, para o período desejado, em sites como Booking, AgodaAccor, AirBnB. O objetivo aqui é saber quanto custa em média para o período que desejo um hotel de uma certa categoria em determinada localidade.

Por fim utilizo médias de gastos diários com entretenimento, estimando por alto os passeios que pretendo fazer ao longo dos dias, e com alimentação, baseado em informações coletadas em sites como TripAdvisor e blogs de viagem. Caso exista algum entretenimento ou restaurante que destoe da média, como um passeio de balão pela Capadócia ou um restaurante estrelado incluo esse item direto no orçamento.

Fazendo dessa forma minha planilha vai ganhando vida e durante o orçamento consigo identificar se alterações no roteiro podem oferecer economia de tempo e/ou dinheiro, se a quantidade de dias escolhidos para cada local será suficiente para os passeios que priorizei (para fazer tudo nunca dá hehe). Não é raro fazer cópias dessa aba conforme a pesquisa avança e assim vou criando novas versões e mantendo as antigas para consulta.

Normalmente faço o orçamento para duas pessoas pois viajo muito com meu namorado ou amigos, isso explica as colunas V1 e V2, viajante 1 e 2 respectivamente. As duas primeiras colunas contém o valor previsto, já as duas últimas o realizado. Costumo incluir  ou remover colunas de acordo com a quantidade de viajantes e de moedas.

Tenho viagens orçadas e não realizadas porque o custo ficou fora do que estava disposta a gastar naquele momento. Isso normalmente acontece quando o período é de altíssima temporada e o planejamento não é feito com antecedência (de 6 a 4 meses) ou com lugares que não se enquadram no orçamento que tenho disponível naquele momento. Nesse caso deixo a planilha para uso em um momento futuro e parto para um novo destino e uma nova planilha…risos.

Ah, tenho uma linha única chamada outros onde incluo específico da viagem como vistos, e seguros.

A EXECUÇÃO DO PROJETO (As Compras, Reservas e demais planejamentos)

Se o orçamento é aprovado parto para a a execução do projeto, isto é, vou as compras propriamente ditas sempre com o objetivo de não extrapolar o orçado. Primeiro compro passagens aéreas internacionais e trechos internos. Depois reservo os hotéis e na sequência alugo o carro e/ou reservo traslados. Todos os itens acima faço com antecedência com a meta de encontrar ofertas e de não perder tempo ao chegar no destino.

Depois vem a etapa de ajuste fino que é o planejamento do entretenimento mais detalhadamente. Aqui entra o planejamento dos lugares que irei visitar e passeios que irei realizar. Verifico os dias de fechamento, os melhores dias para visitar  determinada atrações, se existe alguma gratuidade, etc. Nessa etapa avalio a compra de passes tanto de atrações turísticas quanto de transporte público. As vezes o passe é de 3 dias e ficarei 5 no lugar, assim planejo visitar os sites contemplados com o passe de uma forma consecutiva de forma a otimizá-lo. Sempre que possível compro os ingressos/passes para as atrações que sei que irei visitar com com antecedência e um dos melhores benefícios disto é a economia de tempo porque se você não planeja e deixa para a hora pode ser que tenha que enfrentar filas quilométricas dependendo da atração e da temporada.

Deixo por último os restaurantes, cafés, etc. Nesse caso crio um aba ou documento à parte com sugestões por bairro ou, se a viagem for pequena, registro na linha entretenimento sugestões de passeios+comidinhas, como foi o caso dessa viagem para Buenos Aires. Verifico também se algum restaurante que quero muito ir exige reservas e qual o dia de fechamento. Aqui, mais uma vez, costumo reservar. Não é uma prática muito comum no Brasil, porém na Europa e mesmo em Buenos Aires é extremamente recomendado.

Não costumo gastar muito em restaurantes mas também não faço tanta economia. Sempre pincelo dicas de restaurantes com bom custo benefício frequentados pelos locais. Não vivo o tempo todo em restaurantes estrelados onde vivo e tampouco faço isso quando viajo. Além disso, em função dos dias serem curtos para tanta coisa que se quer fazer, normalmente uma das refeições costuma ser uma refeição mais rápida e portanto mais econômica. Ah, dou preferência a hotéis sem café da manhã porque gosto de tomar café como as pessoas do lugar tomam. Então esse item também entra na média de gastos com alimentação.

Todos esses detalhes vão sendo informados na planilha ao longo do ajuste fino do planejamento, com o tempo a descrição de cada tipo de despesa conta com detalhes ao invés de médias assim como horários e endereços úteis. No final a planilha tem todas as informações que preciso além dos custos previstos.

Aba Roteiro(depois do planejamento finalizado)

Aba Roteiro1 (depois do planejamento finalizado)

Por fim, copio para meu smartphone e também imprimo, assim tenho tudo a mão caso seja necessário durante a viagem.

ABAS ADICIONAIS

Abas adicionais como TO Dos e Obs, Mala, Compras e Fontes me ajudam a planejar. Em TO DO’s vou listanto as pendências da viagem, em Mala incluo itens que devo levar e que são meio fora do trivial, já a aba fontes me ajuda a lembrar das páginas consultadas e depois me auxilia com os posts para o blog. Seria simplesmente impossível lembrar de tudo que consultei!

Aba TO DOs e Observações

Aba TO DOs e Observações

Aba Fontes

Aba Fontes

AS COMPRAS

Tenho uma aba compras porém na minha opinião é um capítulo à parte da viagem. Não dá para dizer que é um custo da viagem porque na maioria das vezes são coisas que compraria de qualquer forma. O que faço é aproveitar lugares onde essas coisas são mais em conta e/ou mais diversificadas e uno o útil ao agradável.

Pesquiso sobre compras no lugar, geralmente o último item mas não o menos importante :), e não deixo passar boas oportunidades. Incluo as informações sobre compras dentro dos próprios passeios planejados caso considere imperdível não ir até determinado lugar.

Impossível ir a França e não comprar cosméticos, mesmo quando comprado com a Itália é conveniente. Já em Bariloche, Berlim e Livigno (área duty-free na Itália)  fiz ótimas compras de artigos para esqui. Em Buenos Aires não será diferente, já fiz uma listinha e planejei a ida até algumas lojas que vendem couro porque uma pessoa que viajará comigo quer comprar couro por lá.

NA VOLTA

Na volta incluo os gastos realizados na(s) coluna(s) específica(s) da aba Roterio1 e essa(s) coluna(s) alimenta(m) a aba indicadores que me dá o previstos x realizado. É olhando para essa aba que afirmo que dificilmente saio do planejado.

Abaixo a aba indicadores da viagem para Buenos Aires porém sem o realizado.

Detalhe da Aba Indicadores

Detalhe da Aba Indicadores

Além disso minha aba Roteiro1 me ajuda a ajustar valores devidos caso algum viajante tenha gastado mais do que outro. O que se torna comum viajando em grupo onde um paga uma coisa, outro outra e por aí via.

Acho que o segredo de acertar o planejado x realizado é a utilização de médias coerentes. Fazendo os pagamentos e/ou reservas dos maiores custos com antecedência se facilita o controle dos itens que acabam ficando em aberto. Com os números em mãos antes da viagem também é possível verificar o que já foi pago e separar tudo o que ainda está pendente de pagamento para ter uma ideia de quando se levar de dinheiro.

Bom, termino por aqui, nos próximos posts quero escrever sobre o planejamento desta viagem específica também contar como foi a mesma. ¡Hasta luego!

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