Viagens de Esqui: O que levar na mala quando for esquiar

O objetivo deste post é listar aquilo que entendo que não pode faltar na sua mala ao planejar uma viagem de esqui. Escreverei sobre as roupas e acessórios que são importantes, alguns indispensáveis, para garantir sua tranquilidade enquanto desfruta sua temporada na neve. Quando falo que não pode faltar na mala não interprete isso como “tenho que comprar tudo antes de esquiar” mas de repente planeje uma parada para umas comprinhas antes, tente emprestar de um amigo, tenha claro quais seriam alguns substitutos adequados e o que se deve/pode alugar nas estações de esqui.

Eu sei que sei a temporada de esqui 2016 no hemisfério sul já está na metade e esse post mais do que atrasado. No entanto, foram tantas dúvidas nessa temporada sobre o tema que já estava mais do que na hora escrever sobre ele. E de qualquer forma, muitas “semanas brancas” virão pela frente não é mesmo? Coisa boa!

Roupas para esqui - evolução

Roupas para esqui – evolução

Para facilitar vou dividir em itens de acordo com os membros do nosso corpo.

roupas e acessórios para esqui: Cabeça

Para proteger a cabeça a melhor coisa é o capacete. Demorei a incluí-lo na minha indumentária “esquiística” mas hoje o considero indispensável. Senti falta conforme meu esqui evoluiu e alguns tombos ficaram sérios.

Roupas para esqui - Capacete, gorros e lenços

Roupas para esqui – Capacete, gorros e lenços

Apesar da questão da segurança, o capacete também esquenta a cabeça e os ouvidos melhor do que gorros, lenços e protetores de orelha além de proteger mais da neve do que o gorro da jaqueta. A vantagem é que hoje em dia ele pode ser alugado com facilidade junto com seu equipamento de esqui. Então não tem desculpa 🙂

Continuar lendo

Gastronomia “sotto zero” – 10 Gelaterias/Sorveterias em Roma

Um post super guloso com a cara do verão que tá chegando mas ainda não deu as caras! Impossível ir à Itália e não se esbaldar com tantos sorvetes maravilhosos. Porém embora as gelaterias(sorveterias) estejam por toda a parte e “quase” todas sejam boas, algumas são sem dúvida muito superiores. Portanto, aqui vai uma listinha com dicas das minhas gelaterias preferidas em Roma. Algumas estão incluídas no roteiro sugerido pela cidade porém não todas assim, identifiquei o bairro entre parêntesis para faciliar a identificação.

01. San Crispino

Gosto bastante da San Crispino. Considero o atendimento bom, os sabores diferentes, tem de canela :), e considero que o fato de cada sorvete ter sua temperatura adequada dá um plus não só no serviço mas na experiência em sí. Isso foi uma coisa que aprendi na Itália: sorvete gelato demais não é sorvete bom. Existe uma temperatura adequada sim, melhor ainda se cada tipo tiver o seu.

É uma gelateria dita natural, algo mais que a artesanal que é mil vezes melhor que a industrial. Tem apenas algumas filiais em Roma. É uma das mais salgadinhas, para dar idéia em torno de 25€/kg. De qq forma o bom é que o gelato mesmo quando salgado não é nada  impeditivo.

Endereços no centro: Piazza della Maddalena, 3 (Centro-Pantheon) e Via della Panetteria, 42 (Centro-Fontana di Trevi)

02. GROM

A GROM já sai do perfil gelateria natural, ela se consideram artesanal, embora alguns entendidos, e na minha humilde opinião ciumentos, queiram classificá-la como industrial.É  uma rede de gelaterias que aportou recentemente em Roma e já tem umas quantas filias ao redor da Itália e inclusive em Sidney e New York. A forma de servir o sorvete é sensacional, parece que estão fazendo uma massagem antes de colocar no copinho ou casquinha. Eu gosto bastante da GROM mas não sei porque prefiro os sorvetes de creme do que os de frutas ou sorbets. Ela é amada por uns e odiada por outros. Eu gosto bastante e pelo visto não sou só eu, olha a fila aí em abaixo.

GelateriaGromBom demais! Sempre levava os amigos para conferir. Olha nossa caraa de felicidade!

GelateriaGrom2

A San Crispino e a GROM estão praticamente na mesma rua, onde está a também famosa a Della Palma e a uber famosa, que não consegue me consquitar Giolitti. Por que não fazer o tour das gelaterias e tirar suas próprias conclusões? #ficaasugestão!

Principais endereços centro: Piazza Navona e também na Via della Maddalena, 30 A.

03. Venchi

A Venchi é uma cioccogelateria, algo como chocosorveteria. Então nem preciso dizer, mas vou…, que o forte são os sorvetes de sabor chocolate. Assim como a GROM, também é uma cadeia famosa na Itália e que abriu em Roma tem poucos anos. Para o deleite dos turitas está situada bem no centro histórico próximo à Piazza Spagna.

Gelateria Venchi

Gelateria Venchi

Endereço: Via della Croce,  25/26

04. Ciuri Ciuri

Uma rede Siciliana que trásos sabores da Sicília, sem dúvida uma das regiões mais saborosas da Itália. Não deixe de provar o sorvete de ricota, o de Cannolo (ricota e canela) e para refrescar a alma: limão siciliano!

Gelateria CiuriCiuri

Gelateria Ciuri Ciuri

Endereço: Via Leonina, 18/20(Monti), Largo del Teatro Valle, 1/2 (Centro-Piazza Navona), P.za San Cosimato, 49/b (Trastevere).

05. Riva Reno

Uma das minhas preferidas e não é a toa pois fica perto do Coliseu e consequentemente da minha casa. A qualidade é ótima  e alguns sabores, que eles chamam de especialidades, são muito diferentes. Foi onde provei pela primeira e única vez o de pinnolo, achei meio insoso…risos. Gosto muito do de amarena deles.  A Riva Reno também é uma rede porém menorzinha.

Endereço: Via Magna Grecia, 25 (San Giovanni, em frete à parada do metro San Giovanni).

06. Petrini e Procopio

Junto com a Rivareno mais duas gelaterias muito próximas da minha casa. Gelaterias naturais, de bairro, buonissímas! É difícil encaixá-las em um passeio mas para quem vai ficar mais tempo por Roma, vai se hospedar em San Giovanni ou quer ir em busca do gelato perfeito são ótimas dicas. Meu gosto preferido na Procopio é o de café com panna (chantily), aliás o único que gosto com a panna. Inúmeras vezes, ainda mais nas tardes quentes de verão substituia o café por esse sorvete que achava uma combinação perfeita.

Endereços: Procopio, Piazza Re di Roma e Petrini, Piazza dell’Alberone 16/A.

07.  Fatamorgana

Na minha opinião unanimidade entre tantos italianos. Ouvi falar muito dessa gelateria no boca-a-boca. O melhor de tudo é que agora tem 3 endereços. Já não é mais tão de bairro assim, bom para os turistas!!!

Endereços: Piazza San Cosimato (Trastevere, abertura em 19.07.2013), Piazza degli Zingari (Monti) e Via Bettolo, 7 (Prati)

08. Gelateria dei Gracchi

Onde o pistache é o rei e a amêndoa a rainha. Super comôdo para unir a uma visita ao Vaticano já que fica muito próximo.

Endereço: Via dei Gracchi, 272 (Prati)

09. Il Gelato di Claudio Torcè

De propriedade de um famoso mestre sorveteiro, famoso por seus gelatos doces porém mais famoso ainda pelos sabores salgados como wasabi, e chá verde. A gelateria do centro fechou então para prová-lo só indo a EUR.

Endereço: Via dell’Aeronautica, 105 (EUR)

10. VIce

Ninguém discute a qualidades dos sorvetes, seja do tipo que for (creme, fruta, sorbets e sobremesas) mas a decoração do lugar é sem dúvida um diferencial. Já foi de bairro, agora tem um endereço no centro também.

Endereço: Via Gregorio VII, 385 (prox. Prati) e Corso Vitorio Emanuele II, 96 (Centro – próximo Piazza Argentina)

Leia mais:

A Estação de Esqui de Pila – Ski in the Sky

Como comentei no post anterior, sobre Aosta, resolvi escrever sobre meu destino na páscoa do ano passado, o Valle d’Aosta. Eu e meu namorado aproveitamos o feriado prolongado para dar a última esquiada da temporada 2012 e o destino escolhido foi Pila, uma localidade/estação de esqui localizada a 18 minutos, em cabinovia, da capital da região do Valle d’Aosta, Aosta.

As pistas, a estação e Aosta ao Fundo

As pistas, a estação e Aosta ao Fundo

Enquanto no Brasil a Páscoa encerra a temporada de verão, na Europa acontece justamente o contrário, ela encerra a temporada de inverno. É praticamente a data limite de fechamento de quase todas as estações de esqui. E para nosso deleite, Pila, diferentemente de outras estações próximas, ainda estava com um número razoável de pistas abertas e com muitos lifts e refúgios em funcionamento.

Eu não desconhecia Pila totalmente, já tinha lido sobre ela quando estava pesquisando sobre estações de esqui de fácil acesso. Na época como tinha mais tempo escolhi Sauze d’Oulx (também muito fácil de ser acessada) por ser maior. Pode não parecer mas às vezes a demora em chegar e voltar de uma estação de esqui faz toda a diferença quando se tem pouco tempo. Essas pequenas cidades ou estações/resorts tendem a ser encravadas no meio de Alpes e dificilmente tem aeroportos, então você acaba tendo que ir até um aeroporto próximo e depois tendo que se deslocar de trem ou ônibus quando não trem+ônibus.

Como já comentei no outro post sobre como chegar em Aosta/Pila, aqui vou deixar um resumo. Fui de Roma ao aeroporto de Turim como a Blu-Express, do aeroporto de Turim peguei um ônibus até a estação de trens de Torino Porta Susa e de lá outro ônibus para Aosta. De Aosta foram 15 minutos à pé até a cabinovia que em 18 minutos me levou à Pila. Sem contar a parada que fiz em Aosta, o trajeto do aeroporto de Turim à Pila levou aprox. 3 horas. Dei falta de sorte ao perder por poucos minutos o ônibus que partia diretamente do aeroporto porém fora isso peguei todas as conexões sem grandes tempos de espera.

Estacionamento e Estrutura da Cabinovia

Estacionamento e Estrutura da Cabinovia

Bilheteria da Cabinovia

Bilheteria da Cabinovia

Bilheteria da Cabinovia

Bilheteria da Cabinovia

Optamos por ficar hospedados na montanha, direto em Pila. Ficamos no hotel Pila 2000, reservado através do Booking.com. Gostei bastante do quarto e do serviço, todo o pessoal muito simpático e animado, animado mesmo com serviço de animação durante o dia e à noite. Achei o hotel agradável, o quarto muito bom, o café da manhã também e todas as dependências muito bonitas e limpas, diria que um 3 estrelas completo, só faltou uma sauninha ou piscina aquecida ou ambos, coisas do tipo que confesso adorar para deixar o cansaço do esqui de lado.

Foram 4 dias no Valle d’Aosta e três dias de esqui. Ficar em Pila foi super prático por ali você tem o que eles chamam de total esqui. Você acessa as pistas à pé de qualquer lugar do Vilarejo em que esteja. No fim é o mesmo que ski in/ski out ou sci ai piedi em italiano.

Como meu voo para Roma partía de Turim no quinto dia muito cedo, optei por dormir próximo ao aeroporto de Torino Caselle, na cidade de Caselle, optei pelo hotel Pacific e gostei. A reserva também foi feita através do Booking.com. Um hotel estilo business, com necessidade de mordernização porém com um preço adequado ao que oferecia. Do hotel ao aeroporto, de taxi, foram 10 minutos e 12 euros. Muito cômodo!

O vilarejo/estação de esqui como um todo tem um tamanho mediano, de médio para pequeno. Achei ótimo para três dias. Não sei os números ao certo mas contei por alto uns 5 hotéis, 5 restaurantes, 1 bar/sorveteria, 2 supermercadinhos, 3 lojas de aluguel de equipamentos e em torno de 5 prédios de moradores (onde é possível alugar aptos por temporada).

Em geral a estrutura parece um pouco demodê, não é aquele tipo de arquitetura de montanha que acho que é sempre charmosa. Era mais para algo: alguém quis dar uma de Niemeyer e ficou esquisito depois de um tempo…risos! Perdoem-me os entendidos de arquitetura please.

Prédios em Pila

Prédios em Pila

Prédios em Pila

Prédios em Pila

A quantidade de pistas achei adequada para 3 dias, mesmo com uns 30% da estação já fechada. Os meios de elevação/lifts, não eram tão rápidos quanto gostaria e alguns precisam ser modernizados pois são para poucas pessoas. Se naquele final de temporada tinha fila fico imaginando no alto da estação.

Pista em Pila

Pista em Pila

Os refúgios eram bons e estavam em pleno funcionamento.

Refúgio

Refúgio

Pila também não é uma estação de esqui cara. Alguel e aulas de esqui custavam menos por ali. Falando com um senhor dono de uma das lojas de aluguéis descobrimos inclusive que muitos franceses optam por esquiar ali porque as estações francesas próximas costumam ser mais turísticas e ageadas.

Pila é sem dúvida paraíso de esquiadores intermediários, com muita pistas vermelhas. Acho que atende com boas pistas, apesar de poucas, a quem está començando e talvez deixe a desejar aos mais experts. Clique aqui para acessar o mapa das pistas.

A vista do cume da montanha, início de uma das pistas pretas era linda, de um lado a estação com a cidade de Aosta mais ao fundo, de um outro o cume das montanhas ao redor.

Literalmente Ski in the Sky

Literalmente Ski in the Sky

No topo da Montanha, acesso a pista preta

No topo da Montanha, acesso a pista preta

Vista dos Alpes do Topo de Pila

Vista dos Alpes do Topo de Pila

O que fez essa viagem de esqui totalmente diferente das outras foi o tal do esqui de primavera, sci primaverile, como é chamado na Itália, o famoso esqui de final de temporada. Nunca tinha esquiado nessa época e estava curiosa. A verdade é que é muito diferente. Eu praticamente reaprendi a esquiar já que não possuo tanta técnica para me adaptar a diferentes terrenos.

Na foto acima dá pra ver que no lado direito, onde pega muito sol, já não tem mais neve enquanto no esquerdo o cenário é outro. Nas demais fotos também é possível ver que na parte mais baixa de Pila, onde ficam hotéis, restaurante e prédios a quantidade de neve também é pouca.

Funciona mais ou menos assim: Como a noite ainda é bastante fria, a neve, que no final do dia anterior tinha quase virado água, congela e com o calor do passar do dia esse gelo vai derretendo. Assim, de manhã cedo  a neve é muito lisa e escorregadia, uma camada fina e dura de gelo que cobre toda a pista, e, ao longo do dia, esse gelo vai derretando e ficando com uma consistência muito macia, uma sopinha 🙂

Além do fenômeno ser mais forte nas pistas mais baixas, já que a temperatura varia mais ao longo do dia, a sopa também vai piorando conforme as pessoas vão passando. Assim, como nas pistas inferiores a circulação é maior, no final do dia é um espetáculo de tombos. Nesse caso quando falo em pistas mais baixas já estou me referindo àquelas não tão baixas assim porque as bem baixas mesmo já não tinham mais neve. A dica aqui é esquiar nessas pistas primeiro e só passar pela sopa de novo na hora de encerrar os trabalhos.

Esse fenômeno faz com que o dia de esqui fique mais curto. Se por um lado sobra luz natural e a tendência é de dias ensolarados e pistas abertas, por outro o tempo de esqui confortável, na minha opinião, é reduzido para um período entre às 09:30 da manhã e às 15 da tarde. Para os mais fominhas a dica é parar pouco já que passa rápido. Outra dica importante é não exagerar na roupa. Eu usava só a base layer por baixo da jaqueta e nada de base layer por baixo das calças. Também abri mão do gorro, troquei por um lenço, e usava um cacheçol mais leve. O óculos de sol, tem de ser de mesmo mesmo, não usei em nenhum dia meu óculos para dias nublados.

Além disso, essa época é baixa temporada e o preço do passe para esquiar costuma reduzir bastante. Ah, quem tem o passe válido tem o acesso à cabinovia Aosta-Pila gratuito.

Como nem só de esqui vive o turista termino esse post com três delícias da região que provei nos restaurantes de Pila. A primeira, um crepe da Pizzeria La Piazzeta. Impossível não notar aqui também a influência francesa.

Crepe - Pizzeria La Piazzeta

Crepe – Pizzeria La Piazzeta

A segunda uma tartiflette da Brasserie Du Grimond e a terceira, e melhor, também da Brasserie Du Girmond, um maravilhoso fondue.

Tartifeltte - Brasserie du Grimond

Tartifeltte – Brasserie du Grimond

O melhor desse fondue é que ao invés de pão se molhavam polentas em um creme de queijo fontina, outra iguaria local. Achei a idéia genial e é claro, já copiei!

Foundue - Brasserie du Grimond

Foundue – Brasserie du Grimond

Leia mais:

Aosta – Onde a Itália tem cara de França

Com a páscoa chegando resolvi escrever sobre meu destino na páscoa do ano passado, o Valle d’Aosta. Meu destino final era a Estação de Esqui de Pila e no caminho passei pela cidade de Aosta, capital da região Valle d’Aosta. Como Aosta é um ponto de parada para quem vai à Pila acabei passando algumas horas na cidade.

A Região do Valle d’Aosta é a menor região da Itália e fica literalmente encravada entre os maiores Alpes Europeus.

Mapa Valle d'Aosta (wikipedia)

Mapa Valle d’Aosta (wikipedia)

Aosta não tem um aeroporto comercial, assim a forma mais fácil e econômica de chegar, é voando até Turim e de lá ir até Aosta de ônibus ou trem. Uma outra opção, melhor para quem parte do Brasil, é voar até Milão. Tanto de Turim quanto de Milão o acesso à Aosta pode ser feito por trens ou ônibus.

No meu caso voei com a Blu-Express de Roma à Turim. Recomendo a Blux-Express para esse trajeto, eles possuem muito voos e a preços conveninetes quando comprados com antecedência. Chegando no aeroporto de Turim peguei um ônibus da Sadem até a estação ferroviária de Torino Porta Susa e de lá outro ônibus da Savda até a cidade de Aosta. Precisei fazer isso porque por poucos minutos perdi o ônibus que faz o trajeto direto entre o aeroporto e a cidade de Aosta.

Importante: ao escrever esse post não econtrei mais as informações no site do aeroporto sobre a empresa que faz o trajeto direto e também fiquei sabendo que em 10.09.2012 a Savda suspendeu o serviço de ônibus de Turim mas continua com o de Milão. Como às vezes essas alterações não são definitivas deixo os links onde as informações foram encontradas aqui no blog.

Os trens, assim como ônibus, partem tanto de Torino Porta Nuova quanto de Porta Susa e o tempo de viagem leva em torno de 1 e 40 minutos. Optei pelo ônibus porque teria que esperar um pouco mais para pegar o trem, além disso o peguei em Porta Susa e não em Porta Nuova porque se tivesse que ir até, mais central, não conseguiria pegá-lo a tempo. Tanto os ônibus quanto os trens partem de Torino Porta Nuova e passam em Torino Porta Susa alguns minutos depois da partida. Na volta fiz o trajeto de trem e foi bastante tranquilo.

Aosta é uma cidade muito bonita, limpa e organizada. Uma cidade muito fofa onde a Itália tem jeito de França. A própria estação de trens é bem mais cuidada e limpa do que a maioria das cidades italianas.

Estação Ferroviária

Estação Ferroviária

Fiquei impressionada com o trem, muito moderno, novinho e limpo. Cheguei a pensar: até os trens são diferentes. Porém logo ao retornar dessa viagem, comecei a observar essa tipologia de trem em outras rotas.

Interior do Trem

Interior do Trem

Chegando em Aosta, para ir até Pila, basta caminhar ou pegar um taxi até a cabinovia. Tanto a estação ferroviária como a rodoviária, além de serem muito próximas entre sí, distam 1 quilômetro da cabinovia.

Estação Rodoviária

Estação Rodoviária

Como cheguei na metade do dia e não pretendia esquiar naquele dia, resolvi dedicar algumas horas para passear pela cidade. Foram momentos tranquilos e agradáveis.

Da rodoviária caminhei até a praça principal que dá na prefeitura, ou deveria dizer Hotel de Ville?

Centro Aosta - Hotel de Ville

Centro Aosta – Hotel de Ville

A cidade apesar de pequena, ou deveria dizer petit 🙂 , é muito charmosinha. Toda emoldurada pela montanhas com seus cumes brancos.

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Chama atenção a influência francesa por alí, a maioria das pessoas inclusive é bilíngue. Língua, nomes e comidas se fundem fazendo com que o lugar se torne especial.

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Centro Aosta

Passei pelas ruas para pedestres do centro, parei para um almoço rápido e depois do almoço provei o melhor sorvete de canela da minha vida em uma gelateria um pouco fora do centro, chamada Pazzo di Bianchi. O que me fez escolher aquela gelateria foi a fila, o que prova uma coisa que já tinha comentado aqui no blog, na Itália, se tem fila pode confiar. A surpresa boa foi encontrar o sabor canela que não é muito trivial pela Itália e eu amo. Um parêntesis: gosto tanto de canela que fiz um amiga levar trident de canela do Brasil para a Itália.

Depois de passear pela parte mais central passei pelas ruínas da época romana. Aosta teve uma ocupação romana grande e devido aos inúmeros achados arqueológicos é conhecida como a Roma dos Alpes.

Parte do muro de época romana

Parte do muro de época romana

Antes de terminar o passeio fui no mercadão e supermercado e fiz um comprinhas básicas para levar para a estação. Nada como vinhos italianos com cara de francês com queijos fontina e de cabra para acompanhar.  Mammamia!!

Mercado

Mercado

Vinho local

Vinho local

A cabinovia que liga Pila à Aosta é tão prática que não passei por Aosta só naquele dia. Voltei em um outro para um passeio de fim de tarde e especialmente para que meu namorado provasse o tal sorvete de canela. Ele estava super a fim de provar depois da minha propaganda. 

O único problema da cabinovia é que ela tem hora para fechar, e fecha cedo, às 19, então, depois dessa hora só com o ônibus, taxi ou carro (para quem aluga). Subir de carro é tranquilo na primavera mas pode ser delicado no forte do inverno por causa da neve.

Aosta vista da Cabinovia

Aosta vista da Cabinovia

Optei por ficar hospedada na montanha, direto em Pila, como tinha pouco tempo queria aproveitar ao máximo. Porém hospedar-se em Aosta e esquiar em Pila me pareceu muito tranquilo. Como a estação é bem pequena, vou falar sobre ela em outro post, ficando em Aosta acho que se tem um pouco mais de acesso à restaurantes, serviços em geral e até mesmo a day-trips, de esqui ou não, nos arredores.

Aosta está muito próxima de Cormayer, são poucos quilometros até a estação de esqui mais gourmet da Itália. Também é próxima de Chamonix-Mont-Blanc, que se separa de Cormayer apenas pelo túnel do Montblanc, barbadinha para fazer um bate e volta e conhecer a cidade, já para esquiar são “outros cinquecentos”. Completa a oferta de passeio pelos arredores a estação de Cervínia, que é conectada à Zermatt e Valtournenche, formando uma área de esqui  de mais de 350 km de pistas, chamada o Matterhorn Ski Paradise.

Leia mais:

Bologna – Cidade das Torres, dos Tortellinis, da Piadina e muito mais

A apenas duas horas e 15 minutos, em trem de alta velocidade, de Roma está Bologna/Bolonha – a cidade de origem medieval com o maior e mais bem preservado centro histórico da Itália. Eu não resiste em conhecê-la e amei o final de semana que passei ali. Bologna é muito bem cuidada e tem um tamanho ótimo, “a misura d’uomo”, como costumam dizer os italianos, quando a cidade tem um tamanho e oferece muita qualidade de vida.

Segundo o wikipedia é a 36° cidade mais rica da Europa e a segunda da Itália perdendo apenas para Milão. Portanto, apesar de pequena, aprox. 300 mil habitantes, Bologna tem bastante coisa a oferecer para quem quer passar uma noite, um dia ou mesmo um final de semana. Fora isso a cidade está em uma posição estratégia do ponto de vista turístico pois os trens que partem de Firenze(Florença) à Veneza ou à Milão quase sempre fazem uma parada na cidade. De Firenze à Bolonha são apenas 45 minutos em trem de alta velocidade.

Eu acho que vale muito dar uma paradinha ao menos conhecer para conhecer a Piazza Maggiore, as Duas Torres e provar o Ragu alla Bolognese.

Torre Asinelli

Ficamos no hotel Mercure Bolonha e a localização, próxima a estação, na verdade em frente, foi ótima, Muito prática para agilizar a chegada. Chegamos por volta das 11 da manhã e em menos de 15 minutos fizemos o check-in e já saímos para conhecer a cidade.O pessoal do hotel foi muito prestativo e liberaram o check-in mais cedo do que o previsto.

Bolonha é conhecida como a cidade das duas torres, no passado tinha diversas porém poucas resitiram ao tempo. Sem dúvida um dos principais passeios é subir na Torre Asinelli. Mais do que a vista a experiência de subir é bacana e compensa. Então, no sábado, assim que chegamos próximos da Torre, vindo da Via delle Pescherie Vecchie, decidimos subir.

Interior da Torre

No início parecia que ia ser difícil, até pensei: em que furada fui me meter! Explico: existem algumas partes da escada de madeira que leva ao topo que possuem degraus muito próximos uns dos outros porém a escada não é toda assim são só algumas partes e uma delas é justamente o início o que te faz pensar em desistir. Ainda bem! Além disso é como se a torre fosse dividida em andares, se não me engano são aproximadamente 5, então, enquanto você sobe pode usar esses pontos para dar uma descançada. Esses pontos também são usados para desafogar o fluxo porque a escada usada para subir é a mesma usada para descer e em alguns pontos passa somente uma pessoa por vez. Recomendo a subida apesar dos 450 degraus ou algo em torno disso.

A vista da Torre

A via principal de Bolonha, Via dell’Indipendenza, que culmina na Piazza Maggiore e também próximo às Duas Torres, tem um comércio ótimo com praticamente todas as lojas, teatros e afins em palácios de época “porticados”, isto é, com arcadas. Aliás acho que a cidade deveria ser conhecida como cidade das arcadas e não das duas torres porque os arcos realmente mudam a paisagem de TODA a cidade. Já tinha visto esses prédios em Turim/Torino e tantas outras cidades mas em Bolonha eles chamam muito mais a atenção e estão realmente por toda a parte.

Arcadas na Via dell’Indipendenza

Teatro Via dell’Indipendenza

A Piazza Maggiore é de tirar o fôlego. Tem muitos pontos de interesse, dentre eles a Biblioteca Sala Borsa, a biblioteca da Universidade de Bologna, a Fontana del Nettuno, a Basílica di S. Petronio e os Palazzos d’Accursio, Re Enzo, dei Banchi e dei Notai. 

Piazza Maggiore

Interior da Biblioteca

Seguindo além da piazza Maggiore, próximo as Piazzas Cavour e San Domenico estão as lojas de grifes e outros ponto de comércio. É uma região muito bonita, bem cuidada e charmosa com diversos cafés, bares para aperitivo e sorveterias.

Portico Piazza San Domenico

A região mais próxima a universidade – Palazzo Poggi – é mais decadente e um pouco diferente da região acima. Ali se vê o lado mais “sinistro” (de esquerda) e mais jovem da cidade. Bologna é famosa por ser uma cidade de esquerda. A Universidade é tão grande que caminhando pelas arcadas quase não notamos que tínhamos passado por ela. Também ficou difícil de fotografar.

Bairro da Universidade

O domingo foi dedicado ao Parco Montagnola que achei um pouco mal cuidado perto do que poderia ser o lugar. Tínhamos passado pelo mercado no sábado na Piazza VIII Agosto mas não tínhamos visto o parque em sí.

Parco Montagnola

Parco Montagnola

Depois do parque fizemos o caminho através dos arcos que levam até a Basílica della Madonna di San Luca. A partir da Porta Saragozza são aprox. 5km de arcadas que levam você até lá. Sem dúvida o charme aqui está em fazer a caminhada/subida a pé porém, acho difícil incluí-lo em um roteiro de um dia. Também não recomendo subir a torre Asinelli e no mesmo dia caminhar até lá a menos que você não seja um esportista. Uma alternativa para encurtar o caminho é ir de ônibus até o final da Via Saragozza, de lá são 2km, ou mesmo ir de carro apenas para dar uma olhada na paisagem.

O Caminho

Ainda no caminho…

A Basílica

Além das torres e das arcadas também chama muita atenção uma das especialidades gastronômicas da região: os tortellinis, tortellones  e seus diversos recheios. É impossível resistir a essa tentação, infelizmente faltou tempo em um final de semana para provar de tudo e como dei preferência a eles acabei não provando a Lasagna alla bolognesa.

No primeiro dia tive um desvio de percurso próximo ao centro, estava passando na Via delle Pescherie Vecchie e não resiti a Pescheria del Pavaglione que vendia peixes marinados e frescos. Vi a fila, sempre um indício de que a comida é boa, e, acabei almoçando por ali, um lugar muito simples, com as pessoas da região inclusive com seus cachorrinhos a tira colo, mandando ver nas porções de peixe com prosecco. “Magari” nossas peixarias fossem assim…

Almoco Pexaria

No sábado à noite, tínhamos a dica de uma trattoria mas que infelizmente não podemos entrar porque não tínhamos reserva, a Trattoria Dal Biassanot. Naquela noite fomos à outras duas trattorias também muito bem recomendadas (Tony e Dal Rosso) mas infelizmente o mesmo problema. Então, fica a dica de fazer a reserva com antecedência.

Acabamos optanto pelo Ristorante NiNo (Via Volturno, 9) que tínhamos visto à tarde enquanto caminhávamos e onde sabíamos que tinha o prato que eu estava com desejo de comer: o Tortellone com Gorgonzola e Nozes. O restaunrante era bom, ambiente rústico, atmosfera familiar, comida boa e preços acessíveis. Gostamos bastante e mesmo escolhendo ao acaso reforça minha tese de que em geral é difícil comer mal na Itália.

Tortellini al Ragu alla Bolognese

O domingo, que estava reservado à Lasagna, acabou fugindo do nosso controle. Terminamos a caminhada à Basílica por volta das 3 da tarde e como a maioria dos restaurantes fecha no domingo ou abre apenas para o jantar ficamos a ver navios. Resultado: estavámos morrendo de fome e optamos por não perder mais tempo procurando um restaurante ou trattoria aberto e nos rendemos à piadina.

Piadina

Aliás, a piadina também é uma especialidade romagnola muito famosa. Com certeza é típica, o problema é que eu amo piadina e como é uma refeição light além de ser super rápida e prática de fazer, costumo jantar piadina ao menos uma vez na semana…rs. Fica a dica para um almoço rápido e bem local. Essa eu provei na Magnifico, em plena Via dell’Indipendenza, 33. 

Leia mais: