Mizzica – Especialidade Siciliana e Catanese em Roma

O Mizzica é a instituição da comida siciliana em Roma. Conforme comentei no post sobre comidinhas, se você não for à Sicília e quiser conhecer um pouco da sua culinária não deixe de fazer uma visita ao Mizzica.

Mizzica - Restaurante Tipico em Roma

Mizzica – Restaurante Tipico em Roma

Eu devo ser suspeita para falar, acredito que também tenha comentado no post sobre o meu Giro Siciliano, acho a comida da Sicília divina, uma das melhores regiões da Itália em termos gastronômicos. Na Sicília se come muito bem, no post sobre o Giro Siciliano tem várias dicas de restaurantes e comidinhas. Se estiver indo até lá não deixe de conferir o post.

Bom, voltando à Roma e ao Mizzica, não espere por um restaurante suntuoso, o local é simples, a comida é barata e o ambiente informal. Eles não se intitulam restaurante e sim um bar típico catanese onde você encontrará comidinhas vendidas em bares (lanches e salgados), em tavolas calda (pratos salgados que você escolhe do balção e come nas mesas disponíveis em pratinhos plásticos), em pasticcerias (doces) e gelaterias (sorvetes e granitas).

No Mizzica em Roma

No Mizzica em Roma

Recomendo começar pelo Arancino. Especialidade siciliana que aqui é feita com maestria. O clássico é o de ragu de carne porém eles fazem de outros sabores e inclusive ao forno para quem quer evitar a fritura.

Arancini Sicilianos no Mizzica em Roma

Arancini Sicilianos no Mizzica em Roma

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Guida Blu 2012

Para quem está vindo para a Itália neste verão e quer inserir um destino de praia na sua viagem mas ainda está na d[uvida de onde ir o guia da Legambiente e do Touring Club, chamado Guida Blu 2012, pode dar uma ajuda. O Guia premia com 5 velas as melhores praias da Itália segundo determinados critérios. Recentemente eles divulgaram a lista das 13 mais belas e limpas praias da Itália que aliam além da beleza a busca por sustentabilidade.

Ostuni

Ostuni

Segue a lista. Uma excelente inspiração!

  • Santa Maria Salina (Sicilia)
  • Pollica Acciaroli e Pioppi (Campania)
  • Posada (Sardegna)
  • Castiglione della Pescaia (Toscana)
  • Capalbio (Toscana)
  • Villasimius (Sardegna)
  • San Vito Lo Capo (Sicilia)
  • Bosa (Sardegna)
  • Noto (Sicilia)
  • Ostuni (Puglia)
  • Maratea (Basilicata)
  • Baunei (Sardegna)
  • Melendugno (Puglia)

Para folhear uma prévia do guia clique aqui.

Giro Siciliano – Cidades, História e Sabores da Sicília

A INSPIRAÇÃO

Uma amiga que viria para a Itália de férias e uma outra amiga em comum que tinha morado em Roma e se encantado com a Sicília quando a conheceu.  Ela nos falou tanto da Sicília que na primeira oportunidades fomos até lá conferir! E valeu muito a pena!

O ROTEIRO

Uma semana literalmente fazendo um Giro Siciliano com apenas um desvio no meio do caminho. As cidades do roteiro? Chegada em Palermo, ida a Monreale, seguida por Erice, depois Sellinute, Agrigento, Piazza Armerina, Siracusa, Noto, Taormina e, para terminar, poucas horas em Catania. Ufa!

Coisas para fazer na cidades não faltam mas as principais atrações são poucas porque as cidades em geral, exceção Palermo e Catania, são pequenas.

O mais incrivél da Sicília é justamente a diversidade histórica quando a comparamos com o resto da Itália. Ela teve uma colonização grega muito forte na sua parte mais oriental, fazia parte da antiga Magna Grecia o que é muito evidente em Agrigento, Sellinute, Siracusa e Taormina. E uma influência Normanda e Árabe importante na parte ociental, evidente nos mosaicos e pátios internos em Palermo, Monrelae e Erice. Além disso, tem Noto, muito conhecida pela arquitetura barroca, e tantas outras influências, como a bizantina,  a espanhola e a francesa. Essas foram sem dúvida as principais atrações que buscamos em nossa viagem. Uma pena que a Piazza Armerina estivesse fechada porque os mosaicos ali encontrados parecem ser incríveis.

Em Palermo passamos pelo Teatro Massimo, o Quattro Canti, pela Piazza Pretório, fomos até a Catedral, fundada onde antigamente era uma mesquita, e depois fomos até o palácio dei Normanni. No palácio, conhecemos a Capela Palatina e fizemos o tour. Fizemos isso na parte da manhã, logo ao acordarmos, e por volta do meio-dia e meio fizemos o late check-out no hotel e partímos em direção a Monreale, aprox. 20 minutos de Palermo, para conhecermos a Catedral.

Palermo – Os Quattro Canti

Catedral de Palermo

Interior Capela Palatina – no detalhe o incrível trabalho de mosaico em ouro

Ao chegarmos em Monreale a Catedral ainda estava fechada, fecha para a siesta, assim, aproveitamos para caminhar pela cidadezinha e comer algo rápido enquanto não a mesma não abria. Detalhe, em março o clima na Sicília é bem agradável porém dentro da Basílica fazia um frio enorme então entramos, tiramos fotos e picamos a mula em aproximadamente 30 minutos. A Catedral é linda mas devo confessar que me apaixonei pela Capela.

Decidimos que o próximo destino seria Erice e depois de uma meia-hora e alguns percalços estávamos na auto-estrada que nos levaria até ela. Demoramos um pouco para chegar porque ao chegarmos próximo a Erice pegamos a estrada em direção a Trapani e até nos darmos conta que estávamos na direção errada e com o  trânsito perdemos mais alguns minutos. Além disso Erice é um borgo então até você subir a montanha demora mais um pouquinho. De qualquer forma chegamos, procuramos o hotel, organizamos as coisas e saímos para jantar no restaurante do próprio hotel. Um pequeno detalhe: às nove da noite além de tudo fechado um vento alucinante no local, clima de inverno total! Depois pesquisei e na verdade são correntes de vento que cortam a região durante o ano todo. Ao acordar no outro dia, ficamos impressionadas com o Borgo Medieval da época normanda que ainda hoje possui as ruas estreitas e de pedras, além do castelo. A cidade é muito organizada e o visual das praias de Trapani de um lado e do Promontorio do Zingaro do outro completam a paisagem exuberante! Uma passeio muito bom! Recomendo! Pena o vento!

Erice

A Catedral e a sua Torre

Interior da Catedral

Na Torre – bem na hora que o sino tocou…rs…

À tarde partimos para Selinute, demoramos umas 2 horas para chegar, conhecemos o sítio arqueológico e depois partimos rumo à Agrigento. O parque de Selinute foi bastante cansativo, primeiro porque ele está praticamente em ruínas, bem diferente de Agrigento por exemplo e segundo porque fizemos todo o trajeto à pé. Explico: existem basicamente dois pontos de interesse que ficam a uma determinada distância um do outro, o parque inclusive tem um trenzinho que leva você a ambos os lugares. Não sabíamos da distância e optamos por caminhar e na verdade acho que roubou muito o nosso tempo para vermos pouca coisa. De tudo o que vimos na Sicília eu acho que foi o menos interessante. Ainda assim, se você quizer ir e tiver pouco tempo recomendo que entre, veja o primeiro local, volte, pegue o carro ou o trenzinho e vá para o segundo.

Templo em Selinute

Vista do Templo em Selinute

Chegamos em Agrigento um pouco mais tarde do que imaginavamos depois do tempinho que perdemos em Selinute. Agrigento também fica no alto de uma colina e chegar até o centro também não foi simples. Tivemos que procurar lugar para estacionar e ainda procurar  o hotel então entramos no hotel por volta das oito da noite, foi o tempo de jantar e ir pra cama. De manhã, com a vista linda do hotel tomamos café e partimos para o Valle dei Tempi. Esse parque vale muito a pena, ficamos umas duas horas por ali, pegamos um audio-guide que achei bem interessante e nestas duas horas aproveitamos muito.

Valle dei Templi, ao fundo a cidade de Agrigento

Templo no Valle dei Templi

De Agrigento saímos por volta do horário do almoço em direção à Piazza Armerina. Estava louca para conhecer os famosos mosaicos. Acho lindíssimo esse trabalho e sempre fico impressionada com as imagens que retratam. Em Roma o Palazzo Massimo e Ostia Antica possuem mosaicos muito interessantes. Depois de quase 4 horas para chegar (fica mais no centro da Sicília) e de muita chuva demos com a porta na cara. O lugar estava fechado e abriria daqui a 3 dias. Infelizmente não teríamos como voltar, quem sabe em uma outra vez… 😦 snif. Para quem vai no inverno recomendo se informar sobre os horários. Sendo assim pegamos a saída para a autoestrada mais próxima e fomos em direção a Siracusa.

Mais uma vez chegamos à noite, escolhemos um hotel e saímos para jantar. No dia seguinte fomos conhecer os principais pontos pontos de interesse como o castelo, a praça do Duomo e o Duomo (que esconde atrás da sua fachada barroca, um antigo templo grego), a Igreja de Santa Lucia (com seu Caravaggio), o calçadão a beira-mar e o centrinho. Alí não resistimos a umas comprinhas de produtos locais e, por volta das 14, optamos por não conhecer o teatro grego de Siracusa e partir para Noto (infelizmente a vida é feita de escolhas…rs…).

Siracusa

Interior do Castelo Maniace

Piazza Duomo

Duomo

Nosso plano era dormir em Noto mas não achamos que valeria a pena até porque aquele dia era feriado e a cidade estava meio morta. Então ficamos um pouco e depois fomos para Taormina. Aquele dia foi apertado, almoçamos por volta das 3 da tarde e chegamos em Taormina por volta das 20. Porém de Noto a Taormina é perto, se não me engano, uma hora e quarenta minutos de viagem e, com a auto-estratada a viagem é tranquila mesmo se você estiver cansado então acho que foi uma boa escolha.

Catedral Noto

Igreja de San Domenico

O mais chatinho em Taormina foi achar um B&B mas o mais esquisito foi que um guardinha de transito nos deixou entrar com o carro em pleno centro da cidade, restrito ao moradores. Lá pelas tantas eu estava estacionada em uma praça, onde não se podia estacionar, portanto de castigo dentro do carro, por mais de meia hora enquando minha amiga subia e descia as escadas da cidade atrás de hotéis… quando ela voltou, invertemos e foi minha vez de procurar e ela de fazer cara de paisagem dentro do carro…rs… Feito isso, decidimos que ficaríamos duas noites alí e assim demos uma desacelerada. Saímos para um pequeno snack e no outro dia cedinho estávamos no famoso Teatro Greco, simplesmente divino, uma vista incrível da cidade, do mar, do Etna (nesse caso parcial porque ele estava encoberto, peninha!).

Caminhamos bastante pela cidade, fizemos mais umas comprinhas, pegamos um ônibus de linha e fizemos um tour com o motorista, muito simpático, e à noite fomos em um restaurante maravilhoso, mais uma indicação da nossa amiga.

Taormina, com Etna encoberto ao fundo

Taormina – Vista de Giardini Naxos

Teatro Grego em Taormina

No outro dia aproveitamos para ir até o borgo próximo de Taormina e de lá partimos direto para Catania. Depois de pouco mais de uma hora já estavamos no aeroporto, fazendo hora para pegar nosso voo.

SE DESLOCANDO

Fui de avião de Roma Fiumicino à Palermo com a Wind Jet e na volta consegui um bilhete a preço competitivo da Alitalia. Viajar sem ser de low-cost é sempre bom. Não precisar se preocupar com o tamanho e o peso da mala, se se pode ter uma bolsa de mão ou não, em fazer o check-in antecipado e, o melhor de tudo, não ter aqueles comissários de bordo que urlam no seu ouvido justamente quando você esta começando a cair no sono. A Ryanair é a rainha disso, quando retornei com eles de Budapeste quase não acreditei, vendiam cigarros que podiam ser fumados no avião…rs…

Já o deslocamento na Sicília foi através de um carro que alugamos na EuropCar. A Sicília oferece opções de ônibus e inclusive de trens mas, sem dúvida, não teríamos feito o roteiro arrojado que fizemos, isto é, poucos dias e muitas cidades visitadas, se não tivessemos muita mobilidade. Mobilidade inclusive para pegar o carro no aeroporto de Palermo e entregar no aeroporto de Catania.

Nosso receio era dirigir em Palermo, tinha falado com alguns amigos italianos que diziam que ali era meio ruim, tipo “alla Napoli”, acho que quem já esteve em Nápoles vai entender. Sendo assim esperava uma zona completa do tipo cada um por si e Deus por todos e sabia que teria que ter muita atenção para não atropelar os inúmeros pedrestes que atravessariam a rua ao seu bem entender. Porém, não sei se foi excesso de expectativa negativa, a coisa não foi tão ruim. É verdade que é caótico, desorganizado, que a buzina é utilizada para tudo mas, é justamente essa desorganização que faz com que o trânsito seja muito lento e informal então, sem problemas se você errar o caminho e precisar fazer o retorno ou se precisar parar em fila dupla para tirar alguma dúvida sobre como chegar a algum lugar. Já nas auto-estradas o fluxo é ótimo e nas estradas regionais às vezes a sinalização dos lugares confunde você um pouco.

Falando nisso, um pequeno detalhe, alugamos o carro sem GPS e nos perdemos várias eu digo várias vezes. Assim, interagimos muito com as pessoas do lugar e devo dizer que todas sem exceção foram muito educadas, aliás, às vezes até demais pois iniciavam a dar uma informação e não paravam mais de falar ou, como por exemplo, o caso de um senhor que praticamente nos seguiu para garantir que faríamos o caminho por ele indicado. Muito gentil!

Falando em caminho esse é justamente um dos problemas, em algumas situações você tem mais de uma opção de estrada para chegar a determinado local e, cada pessoa tem a sua opinião da melhor forma de chegar então, um GPS se você não fala Ialiano ou se não está disposto a ser perder tanto é mais do que recomendado. Sem falar do tempo que se economiza…rs…

Outra coisa muito chatinha do carro é estacionar. Você roda, roda e não encontra vaga e normalmente quando acha que encontra é proibido estacionar. Não é incomum voltar da Itália com uma multa na bagagem..rs… Eu mesma, na primeira vez em 2007 aprendi a lição ao custo de 3 multas!!!

ACOMODAÇÕES

A única reserva que fizemos com antecedência foi a da primeira noite na nossa chegada em Palermo. Além de não termos tido muito tempo para planejar também queríamos deixar as coisas em aberto justamente para termos flexibilidade. Viajamos na baixa temporada, na terceira semana de março de 2011 e assim queríamos chegar às cidades e sentir um pouco a atmosfera para ver se valeria a pena dormir ou mesmo ficar mais de uma noite.

A primeira noite foi no Mercure Palermo Centro, gostamos bastante, o café da manhã muito bom e a localização também boa para um passeio pelos principais pontos turísticos da cidade. A única questão ali foi a garagem pois tínhamos entendido que ela estava incluída no preço mas na verdade custou “um bell po’’” em torno de 15 euros a mais. Então, recomendo atenção a essa questão.

Em Erice ficamos no Hotel Ulisse, uma gracinha, bem próximo a tudo, também, a cidade é muito pequena! O problema ali é transitar com o carro nas ruelas de um Borgo Medieval. Então a dica é estacionar o carro tão logo possível encontre um estacionamento e procurar um hotel a pé, ou, se você reservar o hotel com antecedência, se informar sobre o estacionamento mais próximo ao hotel escolhido. Naquele dia chegamos tarde e acabamos fechando a diária com meia pensão, no caso o jantar, o que foi ótimo pois no horário em que saímos para jantar já estava quase tudo fechado e no restaurante do hotel, que não era lozalizado no hotel, jantamos e bebemos muito muito bem. Aqui fica a dica do pesto trapanese e do vinho Chiaramonte (Nero D’Avola).

Hotel Ulisse – Fiel ao estilo arquitetônico da Cidade

Se você for no verão, Trapani pode ser uma boa opção de hospedagem. De Trapani, com um ônibus e depois um bondinho, você chega em Erice facilmente.

Vista de Trapani a partir de Erice

Em Agrigento optamos pelo  B&B Marchese Sala. O melhor é sem dúvida a localização. Agrigento não é uma cidade fácil e a maioria das pessoas que vai até lá não gosta. Além disso ela é grande e, espalhada no alto de uma colina. Se você chega e opta por um dos primeiros hotéis mais próximos da estrada com certeza a experiência não será a mesma, mesmo que seja por poucas horas. Tínhamos a indicação de um amiga calabresa que ama a Sicília (já falei sobre ela aqui) que o melhor lugar para ficar era na região próxima a esse hotel. Muito próximo ao B&B a rua de compras e os restaurantes. Além disso B&B tinha uma vista linda do parque historico de Agrigento justamente onde o café da manhã era servido. Ótimo para começar o dia!

O estacionamento também foi um problema porque estando no centro histórico, o B&B não tinha estacionamento privado e o estacionamento da cidade estava lotado, a alternativa foi usar o jeitinho italiano de estacionar, isto é, estacionar o carro depois das 20 e sair antes das 09. Mas cuidado esses horários variam de cidade para cidade e é sempre bom conversar com as pessoas para se certificar que é seguro fazer isso.

Em Siracusa ficamos no Hotel Gargalo. Uma gracinha! E, muito gentis as meninas da recepção. Mais um vez o problema de estacionamento nos fez pensar inclusive em mudar de hotel porém, o mesmo foi resolvido colocando nosso carro na vaga para uso do próprio hotel com uma folha ofício no parabrisa indicando essa questão e, deixando a chave na recepção caso o carro precisasse ser removido. Ah, a dica em Siracusa é fica na ilha de Ortigia.

Em Taormina o B&B  Josefa foi um achado. Na verdade não ficamos no B&B porque ele estava lotado mas sim em um apartamento deles que era um pouco mais afastado mas ainda muito bem localizado. Taormina é uma cidade cara, cheia de hotéis e resturantes estrelados e achar esse B&B foi uma mão na roda pois já estavámos nos rendendo ao charmes dos hotéis da região e ia ser prejuízo na certa. No final esse B&B caiu super bem e ficamos as duas últimas noites da viagem descançando um pouco por ali. De novo estacionamento nem pensar. Solução do problema? Estacionar na garagem do hotel em frente, que estava fechado e, mais uma vez, deixar a plaquinha no carro e a chave com a dona do B&B.

COMER, COMER…

Na Itália e ainda mais na Sicília esse tópico não podia ficar de fora. Todos dizem que se come muito bem por ali  e, é fato. Em sete dias, com um roteiro super agressivo para cumprir, engordei mais de 1 kilo então dá para imaginar a comilança. Impossível resistir aos pratos de massa com frutos do mar (pasta alle sarde, ao nero di sépia), ao pesto trapanese (um pesto feito com tomates frescos, alho e ricota), às massas com ricota, pistache e amendôas e à famosa pasta alla norma (com bergingela). Eu sinceramente preferi a pasta alla norma ao invés da famosa beringela à parmigiana que é muito conhecida, acho no meu caso estava com um excesso de expectativa em relação ao segundo prato. E para acompanhar tudo isso os vinhos Sicilianos, mamamia!!! Uma das minhas uvas prediletas é de lá e se chama Nero D’Avola. Porém existem tantas outras. Enfim, impossível resisitir!

Pasta al nero di seppia com ricota salgada ralada por cima. Guloso!

Mass ao creme de pistache

Em matéria de restaurantes fomos a dois restaurantes distintos que não poderia deixar de comentar. O primeiro mais simples, a Osteria da Mariano em Siracusa, e o segundo mais pomposo, o Granducca em Taormina. Ambos excelentes!

E pra terminar não podemos deixar de fora os doces, eu não sou uma doceira mas o sorvete de ricota achei o máximo. Os sorvetes sicilianos são muito apreciados pelos italianos e não é difícil encontrar sorveterias sicilianas em qualquer cidade italiana. Segundo os entendidos o segredo é a base do sorvete. Ainda com a ricota tem o famoso Canolli Sicilliano. A ricota é muito produzida na Itália mas a Sicília é conhecida pela excelência na produção. Outra sobremesa famosa é a cassata siciliana. E os chocolates também tem sua vez, o chocolate de Modica é muito diferente, produzido sem manteiga. Além disso recomendo a dica da confeitaria Maria Grammatica em Erice.

COMPRAS? Sem dúvidas cerâmicas e produtos típicos para preparar pratos maravilhosos! Gosto muito desse formato de cerâmica, inclusive enchi tanto a paciência da minha amiga que ela acabou levando uma para casa…rs…

Ceramica em formato de colher para apoiar talheres

PRA CONCLUIR…

Foi uma semana bem agitada mas muito boa! Acho que conseguimos ver muita coisa e deixamos de fora poucas atrações que considero que não deveríamos ter perdido como o Anfiteatro Grego em Siracusa, um passeio ao Etna em Taormina e, infelizmente, a Piazza Armerina. Porém, ainda assim acho que se não tivesse acontecido o que aconteceu com a Piazza Armerina e se tivessemos planejado melhor o primeiro e segundo dias em Taormina poderíamos ter conhecido o Etna e quem sabe o Teatro Grego. Uma outra opção seria de não ter ido até Sellinute. Sendo assim, acho que 7 dias e seis noite foram de bom tamanho e suficientes para fazer esse giro se você não se incomodar em acordar cedo e dormir mais tarde.

Uma outra coisa a considerar é que fomos no final do inverno e início da primavera então as praias não entraram no roteiro. Com certeza quem pretende ir no verão deve incluir uns dias a mais porque as praias da região certamente serão irresistíveis. Estou preparando um post com algumas praias da proximas a  Trapani e Palermo. Logo coloco o link aqui.

Concluo o post com uma foto nossa tirada durante a viagem e agradeço minha amiga. Pois praticamente todas as fotos desse post foram tiradas por ela. Valeu Flavinha!!!! Pelas fotos e pela companhi e, alla prossima!!!!

Olha nóis aí….

Pasta al Pesto di Pistacchio di Bronte

Não posso deixar passar em branco a receitinha que aprendi nesse ultimo domingo com minha amiga e, como se diz por aqui, coinquilina pois dividimos o mesmo apartamento em Roma.

Apesar de ser Calabresa com muito orgulho ela ama a Sicília e vai frequentemente pra lá seja a trabalho seja a passeio. Nessa última ida ela trouxe uma iguaria Siciliana, o famoso pistache da cidade de Bronte, conhecido como o ouro verde da Sicília.

O ingrediente veio na mala para preparar para os amigos uma  Pasta al Pesto di Pistacchio di Bronte. Que sorte a minha, era uma das convidades para esse típico jantar italiano. Uma delícia!!!

Pasta al Pesto di Pistacchio

Pasta al Pesto di Pistacchio

A receita, segundo ela muito simples, é misturar o pistache já triturado com azeite de oliva, cozinhar a massa al dente, misturar a massa ao pesto e por cima polverar com queijo ralado grana padano e amêndoas tostadas e salgadas também trituradas.

Como se diz no Brasil: pra comer de joelhos!!!

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