La Spezia – Nossa Base na Liguria e Cinque Terre

Esse vai ser o último post da série do roteiro de três dias pela Liguria. Nele quero falar um pouco sobre a cidade que utilizamos como base, que foi La Spezia. Sobre como nos locomovemos pela região, sobre o hotel onde nos hospedamos em La Spezia e demais informações úteis, você pode acessar o primeiro post da série nesse link aqui.

Se quiser acessar os outros posts desta séria pela Liguria, que foram sobre as Cinque Terre (Riomaggiore e Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare), Portofino, Santa Margherita Ligure e Porto Venere, clique sobre cada link de cada local.

Chegando em La Spezia

Para uma viagem em um estilo mais econômico La Spezia caiu como uma luva. A cidade possui algumas opções de hospedagem mais em conta,  assim como uma excelente oferta de serviços e gastronomia. Se tivéssemos optado por uma cidade de tamanho parecido, como Santa Margherita Ligure, teríamos que ter nos deslocado por distâncias maiores por 2 dias da viagem enquanto se tivéssemos optado por ficar em alguma das Cinque Terre, o custo de hospedagem e com restaurantes seria mais alto.

Todas as cidades, com exceção de Portofino e Porto Venere, tem estações ferroviárias acessíveis no entanto somente em La Spezia é possível chegar e sair com trens do tipo Freccia (de alta velocidade), o que facilita o deslocamento e agiliza muito o tempo de viagem. Sobre onde nos hospedamos e como chegamos até La Spezia escrevi no primeiro post da serie.

Não posso dizer que não fiz turismo por La Spezia porque acabei fazendo nela o que fiz em todas as demais cidades, isto é, caminhei bastante, vi as lojinhas, apreciei a paisagem. Não visitei nehum museu porém também não fiz isso nos outros lugares.

Só o trajeto entre a estação ferroviária e o hotel, pela Via Prione, já era um passeio. A Via Prione é uma rua para pedestres que te leva até a beira-mar, mais precisamente a uma praça grande em frente aos jardins públicos, antes do calçadão à beira-mar. Nela, alguns cafés, restaurantes e muito comércio.

Via Prione

Via Prione

Transitar com malas foi tranquilo, a cidade é plana e a rua para pedestres ajuda. Não sei o razão mas ao ver no google maps imaginava que fosse em pendência, deve ser porque muitas cidades na Itália são assim e também pelas próprias características da Liguria, uma região montanhosa.

La Spezia é uma cidade de tamanho mediano para padrões Italianos e além de uma cidade portuária também recebe muitos navios de cruzeiro. Sempre tinha algum movimento. Comparada à Santa Margherita Ligure, é mais descuidada e simples.

Chegamos em um sábado de manhã e primeira parada antes de chegar no B&B foi um expresso na Via Prione. Voltamos no final do dia exaustos, depois de um dia interio dedicado às Cinque Terre.

Via Prione - final do dia

Via Prione – final do dia

O bom é que nos arredores da Via Prione tinha uma região bem animadinha com restaurantes e bares de aperitivo.

Bar nos arredores da Via Prione

Bar nos arredores da Via Prione

Como era sábado à noite as ruas estavam cheias com vários italianos na sua habitual passegiata de fim de tarde e outros tantos já enchendo os bares e restaurantes.

Acabamos jantando em uma pizzaria que estava bombando chamada Il Trittico (tinha fila mas como sempre o serviço foi rápido). Adoramos. O atendimento foi super camarada. Eu não resisti à pizza de pesto, que nem imaginava que existisse, e meu namorado, à de aliche e flor de abobrinha. Porém a flor de abobrinha estava terminando e eles informaram que ele precisava escolher uma outra pizza. Qual não foi nossa surpresa ao ver que eles fizerem uma parte da pizza dele com as abobrinhas que ainda tinham. Muitos simpáticos. Comemos muito bem naquela noite.

Il Trittico – Pizza de Pesto

Il Trittico – Pizza de Pizza de Aliche e Flor de Abobrinha/Aliche

No domingo chegamos de Portofino/Santa Margherita Ligure antes do que esperávamos e aproveitamos para passear pela região do porto. Logo ao chegarmos vimos que estava rolando um feira com produtos típicos, a gente nem gosta :), e lá fomos nós para um aperitivo com “cozzes” (mexilhões) muito frescos. Adorei esse passeio, achei muito local, dava para notar que as pessoas se conheciam e que aquele passeio fazia parte do programa de fim de tarde delas.

Na feirinha em frete a orla marítima de La Spezia

No domingo a oferta de resturantes era bem menor mais ainda assim comemos muito bem no Agape Della Spezia. Os pratos que escolhemos, para variar típicos, massa ao pesto genovese fresco e anchovas marinadas, estavam ótimos, muito bem executados e com uma apresentação muito bonita.

Nhoque ao Pesto Genovese Fresco

Nhoque ao Pesto Genovese Fresco

Anchovas Marinadas

Anchovas Marinadas

Outra descoberta foi a Gelateria, e Cioccolateria, Galatea , na Piazzeta dei Bastioni, muito próxima à região de restaurantes.

Gelateria e Cioccolateria Galatea

Gelateria e Cioccolateria Galatea

Mesmo sendo restaurantes de perfis distintos em ambos comemos muito bem e por preços bastante econômicos (em torno de 25 euros cada refeição). Acho que a grande concorrência nessa região de La Spezia faz justamente com que o serviço seja bom e mais em conta. Ouso dizer que em La Spezia provavelmente se coma melhor do que nas “terres” pois os restaurantes são focados em servir mais italianos que estrangeiros.

Gostei de ter ficado em La Spezia, acho que tivemos uma visão mais autêntica da Liguria. No final, essa foi mais uma viagem em que achei que a escolha do lugar que usamos como base complementou o passeio e nos permitiu conhecer um pouco mais região.

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Porto Venere

Porto Venere foi mais uma grata surpresa desse roteiro pela Liguria. Já tinha escutado falar das CinqueTerre e de Portofino quando ainda morava no Brasil porém sobre Porto Venere só tomei conhecimento ao conversar com uma colega de trabalho. No sábado seguinte a essa nossa conversa, coincidentemente, estava almoçando e vendo TV quando apareceu uma reportagem sobre a Liguria e advinha sobre qual cidade? Ela mesma, Porto Venere e suas ilhas. Assim, Porto Venere entrou no meu roteiro e não saiu mais.

Arte em Porto Venere

Arte em Porto Venere

Chegar em Porto Venere, para quem parte de La Spezia, meu caso, é muito fácil. É possível fazer o trajeto de barco mas fiz de ônibus  (aprox.25 minutos). O ônibus passava na praça, Piazza Chiodo, ao lado no meu B&B, já os barcos partiam do porto turístico um pouco mais adiante mas ainda muito próximo. O ticket podia ser comprado no próprio quichê da empresa que ficava na mesma praça. Sempre que é possível comprar o bilhete com antecedência eu não abro mão dessa opção. Já entrei em ônibus com a máquina de vender passagem estragada e para piorar com o fiscal dentro. Na ocasião não levei uma multa mas fiquei ressabiada. Para que correr o risco?

O caminho para Porto Venere é uma gracinha se passa por inúmeros balneários e praticamente todo o tempo se circunda o mar da Liguria, aqui chamado de Golfo della Spezia. Chegando em Porto Venere, o colorido dos prédios à beira-mar, o Castelo Doria ao fundo, a muralha envolvendo o borgo e a torre surpreendem.

Porto Venere

A Torre e a antiga Porta de Entrada

A Torre e a antiga Porta de Entrada

Porto Venere é maior que Portofino como cidade porém em sua marina, a menor da Liguria, no verão, atracam barcos tão imponentes quanto na famosa Portofino. Em comparação com as CinqueTerre  Porto Venere tem uma área à beira-mar mais longa onde é possível fazer uma caminhada ou curtir a paisagem dos restaurantes ali localizados.

Calçadão a Beira-Mar em PortoVenere

Calçadão a Beira-Mar em PortoVenere

Os pontos de interesse turísticos também são um pouco maiores. Caminhando até o final da beira-mar se chega até a Igreja, em estilo gótico, San Pietro.

Igreja San Pietro ao fundo

Igreja San Pietro ao fundo

Igreja San Pietro ao fundo - interior

Igreja San Pietro ao fundo – interior

Circundando a igreja é possível ver o Golfo della Spezia de um lado e o mar da Liguria do outro.

Golfo della Spezia

Golfo della Spezia

Mar da Liguria

Mar da Liguria

Pelas fotos nota-se a diferença da força do vento em cada um dos lados. No golfo tranquilidade, no mar, ondas fortes e barulhentas!

No lado do Mar da Liguria é possível visitar uma das grutas da região, a pequena gruta de Byron, que possue esse nome porque o famoso poeta inglês usava a localidade de Porto Venere como inspiração. 

Caminho até a gruta

Caminho até a gruta com o castelo ao fundo (em cima)

Da igreja e da gruta, se alcança, por um caminho mais ao alto, outra igreja chamada San Lorenzo. Nessa igreja, como em tantas do velho continente, é possível notar a sobreposição de diversos tipos de construção ao longo de anos de história, guerras e desatres naturais.

Igreja de San Lorenzo

Igreja de San Lorenzo

Um pouco mais ao alto fica o ponto de entrada para conhecer o castelo e mais adiante uma escada onde era possível percorrer uma parte do caminho ao lado da muralha.

Muralha e Torre ao Fundo

Muralha e Torre ao Fundo

As ruazinhas estreitas doam um charme adicional à cidade e exigem um certo fôlego do turista.

Ruela no alto da cidade

Ruela no alto da cidade

Escadarias e mais escadarias

Escadarias e mais escadarias

Residências

Residências

Porto Venere me pareceu estar se preparando de modo muito profissional para o turismo. Enquanto nas demais “terres” as lojas de artesanato e produtos típicos possuem um formato mais rústico, em Porto Venere fogem bastante da mesmice.  Lojas modernas, não só em relação à infra-estrutura, atendimento e decoração, como também em relação à oferta diferenciada de produtos. Produtos com selos biológicos, frescos em embalagens para viagem, possibilidade de comprar azeites por litro, e por aí vai.

Loja com grande oferta de pesto genovese fresco

Loja com grande oferta de pesto genovese fresco

Bota fresco nisso...risos. Impossível naõ degustar.

Bota fresco nisso…risos. Impossível naõ degustar.

Comércio em Porto Venere

Comércio em Porto Venere – Olioteca

Olioteca

Olioteca

Para variar paramos para mais um almocinho rápido. Dessa vez foi uma experiência finger food. Espedinhos de anchova (acciuche) na brasa no cartoccio. O cartoccio é um cone feito de papelão que os italianos utilizam muito para peixes e frituras em geral como batatas e abobrinhas.

Também não resistimos à foccacia genovese. Olha ela aí!!!

Focaccias

Focaccias

Além do castelo, das igrejas e da cidade em si também, as ilhas próximas também fazem parte das atrações da região. A Ilha Palmaria é a que mais se destaca pelas belezas naturais, história e praia. Com o mar um pouco agitado e com medo de perder o trem de volta acabamos não fazendo esse passeio. Assim, ficamos mais algumas horas vendo a vida e os barquinhos passarem por nós enquanto devorávamos nossas focaccias e aguardávamos o horário do próximo ônibus. Ciao!

Porto Venere

Porto Venere

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Um dia em Portofino e Santa Margherita Ligure

Depois de um dia dedicado inteiramente às Cinque Terre, decidimos dedicar o segundo dia ao passeio que exigiria, em função da distância de La Spezia (nossa base), mais tempo de deslocamento. Queríamos muito conhecer Portofino, famosa pelo seu turismo exclusivo, e de quebra, acabamos conhecendo também a cidade/balneário de Santa Margherita Ligure.

Portofino

Portofino

Da estação deLa Spezia Centrale pegamos o trem até a estação Santa Margherita Ligure-Portofino. Apesar da distância não ser muito grande, a viagem demora um pouco em função de tantas paradas, tanto ida quanto volta, foram aprox. 70 minutos de viagem em trem regional. Chegando na estação ferroviária de Santa Margherita Ligure-Portofino foi super fácil descobrir como ir, com transporte público, até Portofino. Mal saindo da estação um ônibus já esperava os passageiros e em menos de 30 minutos estávamos em Portofino.

Para se chegar até Portofino, por terra, se passa por dentro da cidade de Santa Margherita Ligure e depois por um caminho de charme de poucos quilômetros. Tudo muito agradável e tranquilo.

Caminho de Santa Margherita à Portofino

Caminho de Santa Margherita à Portofino

Ficamos impressionados com a limpeza, organização e arquitetura de Santa Margherita Ligure e resolvemos que na volta pararíamos para conhecê-la.

Santa Margherita Ligure

Santa Margherita Ligure

Portofino tem uma fama internacional e não é à toa. O pequeníssimo balneário tem todo seu charme. Achei a arquitetura um pouco diferente de Santa Margherita Ligure, mais rústica, com os predinhos coloridos e simples, de 3 a 4 andares, encostados uns nos outro. Eu diria que Portofino está mais para Saint Tropez enquanto Santa Margherita para Cannes.

Portofino é muito fofa, pequena, com algumas poucas grifes luxuosas, que ocupam pequenos espaços e pessoas com muita classe que chegam e partem nos seus mega e não tão mega barcos.

Grifes em Portofino

Grifes em Portofino

Portofino

Portofino

Porém muita gente vai até lá conhecer de ônibus mesmo, assim como fizemos, e Portofino oferece atrações em terra para que se passe uma tarde bem agradável. Não é um destino de praia, para quem não tem barco as praias mais próximas ficam em Santa Margherita Ligure e no caminho entre ela e Portofino, em Paraggi. A praia de Portofino é na verdade um porto, não muito legal para banho.

Primeiramente caminhamos pelas lojinhas de artesanato e comidinhas.

Portofino

Portofino

Portofino

Portofino

Depois fizemos uma pequena trilha de 15 minutos que leva a um mirante na ponta direita da baía de Portofino, onde paramos para apreciar a paisagem e tomar um café.

Grifes em Portofino

Grifes em Portofino

Parada no final da trilha, próximo ao farol

Parada no final da trilha, próximo ao farol

Na volta paramos na igreja di San Giorgio e tiramos umas fotos da cidade vista lá do alto. O lugar é muito bonito, digno de cartões postais.

Igreja San Giorgio

Igreja San Giorgio

Passeamos umas boas horinhas e como se aproximava o horário do almoço decidimos parar para um aperitivo rápido. Foi aí que veio a nossa surpresa, os barzinhos à beira-mar todos muito caros, muito mais um lugar do tipo para ver e ser visto do que algo que parecia oferecer preço proporcional à qualidade. Me assutei ao ver um mísero expresso, ao custo de 5 euros, foi nessa viagem que criei os expressômetro, meio à là Ibismômetro, criado pelo VnV. Se um restaurante te oferece o café expresso ao custo de 5 euros, imagina quanto não custará uma taça de vinho mais o couvert (coperto) :O

Assim, abortamos o aperitivo e fomos direto a uma espécie de forneria ainda nos arredores da beira-mar para mais uma foccacia genovesa. Depois da foccacia dedicimos que o café tomaríamos em à Santa Margherita Ligure :). Pegamos o mesmo ônibus para voltar porém descemos um pouco antes de chegar no centro e fomos caminhando pela estrada/calçadão à beira-mar.

Caminho entre Portofino e Santa Margherita Ligure (comune.santa-margherita-ligure.ge.it)

Caminho entre Portofino e Santa Margherita Ligure (comune.santa-margherita-ligure.ge.it)

A cidade de Santa Margherita também impressiona, uma cidade de tamanho mediano, com vários estabelecimentos de praia e hotéis ao longo na sua avenida à beira-mar. Além disso, algumas marinas, cursos de mergulho e passeios de barco oferecidos até às Cinque Terre e a Portofino pareciam movimentar a cidade.

Praia em Santa Margherita Ligure

Praia em Santa Margherita Ligure

Santa Margherita Ligure - marina

Santa Margherita Ligure – marina

Santa Margherita Ligure - beira-mar

Santa Margherita Ligure – beira-mar

Fiquei bastante impressionada com a arquitetura. Alguns prédios muito pomposos. Alguns hotéis me fizeram lembrar Cannes e Nice.

Santa Margherita Ligure

Santa Margherita Ligure

Passeamos pela beira-mar, pelo centro, por algumas praias e voltamos até a estação ferroviária onde pegamos o trem de volta à La Spezia.

Santa Margherita Ligure - Praça à beira-mar

Santa Margherita Ligure – Praça à beira-mar

Santa Margherita Ligure - Centro

Santa Margherita Ligure – Centro

Santa Margherita Ligure - Centro

Santa Margherita Ligure – Centro

Santa Margherita Ligure - Centro

Santa Margherita Ligure – Centro

Adorei conhecer PortoFino e gostei mais ainda dessa dupla PortoFino + Santa Margherita Ligure. Foi super tranquilo conhecer ambas em um dia de passeio. Tivemos tempo de sobra e sem dúvida se o tempo tivesse permitido ainda teria dado para pegar uma prainha.

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Passeio pelas Cinque Terre: Monterosso al Mare

Dando continuidade ao passeio pelas Cinque Terre, depois de visitar Vernazza fomos para Monterosso al Mare. Monterosso, como o próprio nome já diz, é um pouco diferente das demais “terres”. Enquanto Riomaggiore, Manarola e Vernazza tem uma forte pendência na direção do mar e Corniliga fica no alto, Monterosso tem uma pendência bem menos íngreme, parecendo praticamente estar no nível do mar (al mare) e de todas é maior possuíndo duas partes, Fegina e o Centro Histórico.

Vernazza e Corniglia vistas de Monterosso

Chegar ali, mais uma vez, foi muito fácil. Bastou pegar o trem, novamente lotado, em Vernazza e em poucos minutos estávamos em Monterosso. A estação ferroviária de Monterosso fica em frente ao mar, mais no canto final de Fegina para quem vem de Vernazza. Bastou descer da plataforma, cruzar a rua e pronto, estávamos no calçadão à beira-mar, caminhando e curtindo o fim de tarde com os restaurantes de um lado e o mar de outro.

Confesso que em pleno final de tarde a praia não chamava tanto assim, mas os restaurantes para ficar degustando pratos locais, como aliches marinados e fritos, com um bom vinho branco em frente à praia eram muito chamativos.  Tivemos que nos controlar para não ficar por ali mesmo J Unindo as forças finais do dia, caminhamos a orla no sentido esquerdo para que está de costas à estação ferroviária. Nesse canto avistamos um estátua enorme de concreto que quase se funde com a paisagem devido à maresia.

Estátua Gigante do Deus Netuno

A partir deste canto fomos voltanto e caminhamos todo o promenade de Fegina. Fegina tem cara de balneário turístico de algumas décadas atrás. Tudo muito delicado, organizado e limpo.

Ruazinha em Fegina

Ruazinha em Fegina

Praia de Fegina (Monterosso al Mare)

Praia de Fegina (Monterosso al Mare)

No canto oposto ao da estátua gigante é possível acessar a parte antiga da cidade, através de um pequeno túnel, localizado abaixo do promotório onde fica o Convento dos padres Capuccinnos, a Igreja de São Francisco de Assis e a Torre Aurora.

Chedaga no centro histórico através do túnel

Chedaga no centro histórico através do túnel

O centrinho de Monterosso é uma gracinha. Também, maior e mais plano que as demais “terres”, são inúmeros negócios, restaurantes e bares. 

Monterosso al Mare - Centro Histórico

Monterosso al Mare – Centro Histórico

A Parrocchia San Giovanni Battista é um piccolo gioello e merece uma entradinha.

Parrocchia San Giovanni Battista

Parrocchia San Giovanni Battista

Parrocchia San Giovanni Battista

Parrocchia San Giovanni Battista

O centro histórico, assim como Vernazza, também foi castigado pelas chuvas, porém os vestígios eram mais vistos em poucas fotos espalhadas nos locais atingidos do que nas construções em sí.  As fotos abaixo ilustram o antes e o depois de um prédio no centro histórico de Monterosso.

O prédio na data da foto

O prédio na data da foto

O prédio na data da imundação

O prédio na data da imundação

Ao se caminhar essa parte mais antiga em direção ao alto da montanha é facilmente perceptível que a rua na verdade foi construída em cim do curso de um rio e acho que isso explica muito do porque da tragédia que ocorreu quando choveu muito acima do volume esperado.

Sem dúvida pela praticidade pegar praia em Monterosso deve ser mais fácil que nas outras “terres”, ainda mais se estiverem lotadas. Em Monterosso o espaço é maior e são praticamente duas praias, um mais longa em Fegina e uma menor, mais ainda assim grande quando comprada as demais terres, na parte mais antiga da  cidade. Em ambas avistei estabelecimentos de praia, que são restaurantes e bares de praia com serviço à beira-mar onde você para um total pelo aluguel de cadeiras e guardas-sóis e também à parte pelo que consome. Porém também vi trechos de praia livre (spiaggia libera, como dizem os italianos) onde não é necessário pagar por nada, basta trazer sua canga…risos.

Naquela época, em junho de 2012 só vi essas estruturas preparadas em Monterosso, mas imagino que algo parecido também seja colocado à disposição ao menos em Vernazza onde a área de praia é um pouco maior.

No final da tarde, depois de termos caminhado por aproximadamente 1 hora em Monterosso, voltamos até os restaurantes próximos à estação ferroviária para um aperitivo, porém, como já era tarde, e depois das 21 a frequência dos trens começava a diminuir, decidimos pular o aperitivo, seguir no próximo trem e ir direto jantar em La Spezia.

Assim, acabo aqui meu relato de 4 posts que comentam como foi meu dia pelas 5Terre. Mostrando que é possível fazer esse passeio numa boa desde que atento ao horários dos trens e sem muitas paradas longas.

Leia mais:

Passeio pelas Cinque Terre: Vernazza

Dando continuidade ao passeio pelas Cinque Terre, depois de visitar Corniglia, fui para Vernazza. Vernazza foi a mais lotada de todas as Cinque Terre que visitei naquele dia. Descer do trem já foi difícil porque muitas pessoas no lado de fora aguardavam para entrar. Somado ao grande número de pessoas está também o fato de que boa parte dos trilhos da estação ferroviária onde pára o trem ficam dentro de um túnel, o que reduz bastante o espaço disponível.

Imagino que a cidade estava lotada não só porque é considerada a mais bonita das Cinque Terre e portanto, provavelmente, a mais famosa, mas também porque foi a mais atingida pelas chuvas de alguns meses antes e com certeza isso juntou turistas, com curiosos e volutários somados à uma estrutura mais precária para recebê-los.

O que devo dizer em relação às fotos desse post é que são imagens fortes da destruição que atingiu a região. Foi impossível fotografar qualquer coisa sem que alguma ligação ao “alluvione” causado pelas chuvas não fosse perceptível. Logo que desci da estação de trens me deparei com o outdoor da foto abaixo, imagem que ainda veria em vários pontos da cidadezinha naquela tarde.

Outdoor, título: Alluvione 25 ottobre 2011

Outdoor, título: Alluvione 25 ottobre 2011

O outdoor colocado logo na entrada já causava um impressão do que estaria por vir. Mesmo com as imagens forte acho que no ar ficava uma idéia de união, de organização, de um esforço conjunto de cidadãos e voluntários, italianos ou não, com o objetivo de reerguer a cidade.

A rua principal, que desce da estação ferroviária em direção ao mar, foi muito atingida, foram mais de 4 metros de lama acumulados, e justamente alí ficavam inúmeras estruturas receptivas e lojas do comércio local.

Vernazza – Rua Principal

Vernazza – Rua Principal

Vernazza - Rua Principal

Vernazza – Rua Principal

Muito poucos negócios abertos, mais a maioria já com as reformas iniciadas ou por terminar.

Loja de produtos locais em pleno funcionamento

Loja de produtos locais em pleno funcionamento

Padaria em reformas

Padaria em reformas

Fiquei impressionada com a quantidade de turistas visitando a região não esperava que tante gente fosse considerar a possibilidade de ir até lá mesmo sabendo que não veriam a cidade exatamente como ela costumava ser.

Vi muitos americanos. Parece que muitos deles se estabeleceram, veraneam ou tem casa na riviera Ligure. Ainda essa semana prestei atenção ao fato de que o New York Times incluíu Vernazza na lista dos lugares para se visitar em 2013. É a primeira colocada da Itália, ficando em 18 lugar na classificação geral.

Vernazza

A rua principal culmina na praça central, onde naquele dia, uma exibição das fotos da tragédia (as mesmas do outdoor) e também venda de camisetas com as imagens e das próprias imagens estava acontecendo. Achei muito mórbida aquela coisa e coitado de quem tentasse tirar uma foto das fotos, tinha uma senhorinha que estava controlando atentamente e dando inúmeros esporros nos pobres turistas desavisados, bem à moda das nonnas italianas…risos. Uma experiência mais típica impossível!!!

Exibição

Exibição

Exibição

Exibição

De qualquer forma ninguém parecia se incomodar e o dia de sol, que às vezes nublava :), deixava o lugar muito charmoso, próprio para sentar nas mesinhas da praça e curtir a tarde.

Vernazza - Praça Central

Vernazza – Praça Central

Vernazza - o mar visto da Praça Central

Vernazza – o mar visto da Praça Central

Vernazza - Praça Central

Vernazza – Praça Central

De certa forma era impressionante constatar a grandiosidade do trabalho que tinha sido realizado alí. Apesar da destruição que tinha sido causada o que se via por todo lado era reconstrução e acho que isso faz uma grande diferença no ânimo.

E pensar que durante a chuva foi assim:

E que no verão de 2012 já estava assim! Ah, muitas das imagens desse vídeo estavam expostas pela cidade naquele dia e faziam parte do outdoor.

Foi depois de ver esse vídeo que vi que quando fui não estava tão cheio quanto pensava. Continuo com minha recomendaçao de ir na primavera.

Pelo que tenho lido ainda tem muito trabalho por fazer mas nada que impeça a visita ou estrague o passeio pelas Cinque Terre. Além disso por que não ira até lá e colaborar com os esforços deixando alguns trocados?

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