Rota Romântica Alemã – Bate e volta a Rothenburg ob der Tauber

Post pequenino para contar um pouquinho sobre o bate e volta, que fizemos a partir de Munique, até Rotenburg ob der Tauber.

Como ir até rothenburg ob der tauber a partir de munique

Como contei no post sobre Munique, não estávamos com vontade de fazer o clássico passeio de carro pela Rota Romântica Alemã então optamos por fazer dois bate e voltas a partir de Munique. Rothenburg ob der Tauber foi um deles. Sem carro alugado optamos por ir de trem e para isso compramos o Bayern Ticket.

Uma das entradas da cidade medieval murada

Uma das entradas da cidade medieval murada

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Bate e volta a Óbidos (de ônibus)

Post para contar do bate e volta que fiz até Óbidos, uma cidade murada Portuguesa que é  uma gracinha. Foi um passeio rapidiiinho, como dizem nossos amigos portugueses, entretando mesmo sendo rápido valeu muito a pena e acho que minha experiência pode ajudar quem está planejando um day-trip até Óbidos a se organizar e a se emplogar.

Óbidos - vista de Cima do Muro com outra parte da muralha ao fundo

Óbidos – vista de Cima do Muro com outra parte da muralha ao fundo

Em função de estar trabalhando em Lisboa (muita correria, somente um final de semana livre, viagem em cima da hora, etc…) surgiu a ideia de fazer um bate e volta até Óbidos no domingo. Já tinha lido sobre Óbidos no blog do meu amigo Alessandro Ayres e estava morrendo de vontade de conhecer a cidadela; porém tinha passado o sábado inteirinho em Évora com os colegas de projeto e sem tempo para planejar (eu sei, “casa de ferreiro espeto de pau” – mas “raramente “acontece).

Assim, às 23 horas do sábado, ao chegarmos no hotel, uma colega identificou a possibilidade de irmos até Óbidos de ônibus. Como não tínhamos tido tempo para alugar um carro resolvemos encarar. Confirmamos a informação com a recepção do hotel e às 9:30 da manhã estavámos na rodoviária próxima ao Jardim Zoológico de Lisboa para pegarmos o ônibus. Do hotel até a estação optamos pelo taxi, chegamos em 8 minutos e gastamos muito pouco.

Rodoviaria ponto de patida para Óbidos

Rodoviaria ponto de patida para Óbidos

Chegando na rodoviária descobrimos que o ônibus tinha saído faziam poucos minutos e que o próximo (que iria até Caldas da Rainha e de lá teríamos que pegar um outro) sairia dentro de 1 hora e 30 minutos. Pensamos em desistir achando que o pouco tempo seria um problema, teríamos em torno de umas 3 horas na cidade.

Buscamos alternativas, chegamos a descobrir que existia uma outra rodoviária mas não conseguimos descobrir os horários por ela praticados e assim optamos por não trocar o certo pelo duvidoso. Às 11:o0 partimos. Às 12:15 chegamos em Caldas da Rainha e tivemos uma surpresinha: o próximo ônibus para Óbidos partiria somente dentro de duas horas. Passado o susto inicial, negociamos com um taxista a ida até lá que nos custou apenas 9 euros (4,5 a testa).

Engraçado é que estávamos preparadas para a “facada no preço”. Em pleno domingo, sem ônibus e tudo mais, o taxista foi super solícito e ainda nos deu a dica de como voltar para Lisboa, com o ônibus da Rápida Verde, justamente o que saía da outra rodoviária, que fica praticamente na estação do Metro de Campo Grande e da qual não tínhamos conseguido descobrir os horários.

Vista do taxi a cidade já encantava, se avistam as casinhas brancas cercadas pelo muro. Achei muito fofo e muito diferente da paisagem medieval italiana que estou acostumada. Ao chegar confirmamos no centro de informações ao turista a sugestão do ônibus dada pelo taxista. Estava tudo certinho, o que foi ótimo porque aumentou um pouco nosso tempo de estadia na cidade para quase 4 horas.

Desse ponto para frente foi só alegria. Andamos pelas ruas estreitas curtindo a paisagem.

Óbidos - Logo depois da porta de entrada

Óbidos – Logo depois da porta de entrada

Óbidos - dentro do Muro...ruelas

Óbidos – dentro do Muro…ruelas

Chamaram muito minha a atenção os vasinhos nas casas. Não resisti a esse cantinho de charme!

Óbidos - dentro do Muro...detalhes tão pequenos...

Óbidos – dentro do Muro…detalhes tão pequenos…

Aliás, a cidade toda é muito charmosa. Cada esquininha uma surpresa.

Óbidos - dentro do Muro...ruas

Óbidos – dentro do Muro…ruas

Óbidos - dentro do Muro

Óbidos – dentro do Muro

Visitamos as lojinhas e os tantos quiosques que vendem a Ginginha – um licor de cereja típico da região – servida em um copinho de chocolate comestível para a tentação de todos.

Óbidos - Quiosque de Ginjinha

Óbidos – Quiosque de Ginjinha

Subimos no muro para tirar umas fotos e qual não foi nossa surpresa ao vermos que era possível dar a volta na cidade utilizando o muro como base.

Óbidos - em Cima do Muro

Óbidos – em Cima do Muro

Óbidos - Cidade vista de Cima do Muro

Óbidos – Cidade vista de Cima do Muro

Bem legal o passeio, mas recomendo um sapato adequado. Eu estava de rasteira e sofri um pouquinho. Algumas partes são mais escorregadias e estreitas que outras.

Para quem quer conhecer a cidade de uma forma diferente, achei o máximo os carrinhos. Super Criativo.

Óbidos - Carrinhos para passear pela cidade

Óbidos – Carrinhos para passear pela cidade

Encerramos o passeio com um ótimo bacalhau no restaurante no Restaurante Petrarum Domus. Recomendo! Comida boa, preço acessível e serviço rápido – que para a gente naquele dia fez toda a diferença. 🙂

Óbidos - Bacalhau no Restuarante Petrarum Domus

Óbidos – Bacalhau no Restuarante Petrarum Domus

As quase 4 horas que passamos por lá foram bem agradáveis. Conhecemos toda a cidade, demos a volta no muro, compramos souvenirs, tiramos fotos, almoçamos e ainda paramos para a sobremesa em uma pastelaria. Fizemos de tudo um pouco porém sempre atentas ao relógio.

Não me arrependi de ter trocado o dia em Lisboa pelas poucas horas em Óbidos. Sem falar que o dia em Óbidos estava bom enquanto em Lisboa chovia canivetes. Sorte!

Depois do perenguinho da ida, a volta foi super tranquila,  apagamos no ônibus enquanto chovia forte na estrada. Essa é uma das coisas boas do transporte público: você consegue descançar no trajeto.

Eu não deixaria de conhecer Óbidos mesmo com pouco tempo pois o passeio vale a pena. A dica para quem quer ir de ônibus é ir com a Rápida Verde. As informações da linha da outra rodoviária foram muito desencontradas: erro no horário na intermet, erro na informação da vendedora sobre a conexão em de Caldas de Rainha e uma área de informação ao turista muito precária foi o que vivenciamos. Eu não recomendaria.

Na volta o ônibus nos deixou na porta da estação do metro Campo Grande de lá fomos até o Chiado terminar o dia que acabou na TO Burguer or not to Burguer Hamburgueria. Mais uma excelente dica!

Leia mais:

Primosten

Queria ter visitado Primosten desde a primeira vez em que fui à Croácia. Na ocasião tinha visto uma foto área da cidadela que me marcou muito. Porém, como as vezes querer não é poder, a cidade ficou para uma segunda oportunidade. E da segunda oportunidade Primosten não passou!

Foto aerea Primosten (foto: magicosud.it)

Foto aerea Primosten (foto: magicosud.it)

Quando planejamos essa segunda viagem para a Croácia (comecei o relato em um post anterior, para acessá-lo clique aqui), a  idéia era de nos hospedarmos nas 3 primeiras noites em Primosten e não em Trogir porém, como Trogir se mostrou uma cidade maior e consequentemente com mais ofertas de hotéis econômicos acabamos optando por ela.

Hoje não me arrependo, acho que Primosten é um lugar ideal para um passeio de um dia além disso se tivesse feito o contrário não teria conhecido Trogir, que adorei! De Trogir à Primosten é super fácil de ir com transporte público, um ônibus interurbano pinga-pinga que faz a viagem em torno de 40 minutos. No caminho de uma cidade à outra, muitas cidadezinhas, portos e estaleiros, paisagem típica do litoral croata que não deixa de me impressionar.

No caminho para Primosten

No caminho para Primosten

A cidade de Primosten foi fundada em uma ilha que era ligada ao continente por uma ponte pencil e é justamente essa ponte a origem do nome da cidade em croata. Hoje a cidade é maior do que isso, a ponte deu lugar a um calçamento elevado que faz a ligação entre a pequena parte continental e a ilha, seu centro histórico.

Primosten

Primosten

Passear pelo local é o ponto alto da visita. Logo ao cruzar a porta de entrada da antiga cidade murada, no estilo veneziano, se avista a praça principal com seus restaurantes, cafés e ruas estreitas, tudo ainda muito característico do borgo medieval mediterrâneo.

Praça Central em Primosten

Praça Central em Primosten

À esquerda  um pequeno porto que se une à uma das  praias do sul da península.

Pimosten Porto

Pimosten Porto

Desse local, através de um caminho, é possível contornar toda a ilha à pé em poucos minutos. Um passeio tranquilo e agradável, bacana de se fazer em um final de tarde.

Primosten - Iníco do Caminho para percorrer o redor da ilha à pé

Primosten – Iníco do Caminho para percorrer o redor da ilha à pé

E foi exatamente o que fizemos. Pegamos praia primeiro e depois fomos caminhar no centro. Além de sete ilhas muito próximas, Primosten tem no seu sul uma praia mais pedregosa e ao norte uma praia bem extensa, com um boulevard grande e uma floresta de pinus.

A praia do lado norte, chamada Raduca, é bandeira azul contando portanto com inúmeros serviços e muita segurança aos banhistas. Como se não bastasse isso ela é considerada uma das mais bonitas praias do país. O início e o final da mesma são áreas cheias e mais família enquanto a parte mais central é mais vazia.

Praia Radusa - Começo da Praia

Praia Raduca – Começo da Praia

 Praia Radusa - Centro da Praia

Praia Raduca – Centro da Praia
Praia Radusa - Canto Final da Praia

Praia Raduca – Canto Final da Praia

A praia do sul era menor, mais família ainda, próxima ao porto e com barcos atracados. Bonitinha mas preferi a do norte.

Praia do Sul

Praia lado Sul

Praia lado Sul

Estivemos na ilha exatamente no dia da final de polo aquático das olimpíados de Londres entre as seleções da Croácia e da Itália. Como muito italianos veraneiam na Croácia o clima de festa e competição durante a partida foi divertido. Naquele dia a Croácia levou a melhor, a única medalha de ouro do país, que foi muito celebrada. Olhando para a foto acima se entende um pouco o porquê, perdi a conta de quantas piscinas como essa vi espalhadas pelas praias croatas. Assim como os estaleiros e a quantidade de portos, o pólo tá no sangue do povo, ao menos nessa região.

Dois dias antes de nossa visita tinha ocorrido uma festa com o Bob Sinclair no Aurora em Primosten, uma dos maiores clubes da Dalmácia. Nossa idéia era ir nessa festa porém algumas semanas antes tínhamos ido à uma balada no Ushuaia em Ibiza também com o Bob Sinclair assim, acabamos desistindo. Porém #ficaadica, sempre bom dar uma olhada na programação antes e de repente unir o útil ao agradável.

Para quem chegou ao blog através desse post procurando por dicas de viagem e praias da Croácia recomendo a leitura dos primeiros lposts istados no Leia Mais abaixo.

Leia mais:

Trogir – A “Piccola Venezia”

Esse será o segundo post com dicas e roteiros de viagem pela Croácia. O primeiro, sobre o sul da Dalmácia, foi também o primeiro post do blog. De lá para cá, muitos outros, esse já é o 112°! Gostei tanto da Croácia e da Dalmácia que voltei porém dessa vez para visistar o norte. E, como tudo na vida é prática, não vou fazer um post único com toda a viagem e sim pequenos posts, mais detalhados, sobre as cidades que visitei. Começo com Trogir, escrevendo também de Seget, Ciovo (Okrug Gornji) e arredores, depois escreverei sobre Primosten e por último de Zadar e suas ilhas.

Sobre Trogir

Trogir é conhecida como Piccola Venezia devido à influência do estilo na sua arquitetura. Além disso a cidade fica em uma ilha, sendo conectada por duas pontes ao continente e por outra à ilha de Ciovo.

Foto aérea de Trogir (fonte: croatia.hr)

Foto aérea de Trogir (fonte: croatia.hr)

Não por acaso que a cidade é patrimônio da UNESCO. Ela ainda conserva suas muralhas, portas, o castelo, igrejas, a Catedral e a Loggia. Tudo dentro dos seus muros onde ficam também suas ruas estreitas.

Centro Historico Trogir

Centro Historico Trogir

Fiquei 3 noites e achei de bom tamanho, peninha que tanto o primeiro quanto o último foram curtos. Para aqueles que pretendem ficar em Split recomendo um day-trip até Trogir.

Como chegamos

Trogir dista 20 km de Split e assim tem ônibus partindo a quase a toda hora. Apesar de Split ter um aeroporto, ironicamente localizado próximo à Trogir, saindo de Roma era mais conveniente voar Roma-Dubrovnik com a EasyJet. E foi o que fizemos! Chegando em Dubrovnik fomos de ônibus à Split. A viagem durou quase 5 horas, de Split à Trogir quase 1 hora em função do trânsito.

Onde nos hospedamos

Ficamos no Apartaments Ana Trogir reservado pelo Booking. A localização não era das mais conveninentes, 1 km do centro e para chegar uma pequena subida seguida de uma avenida movimentadinha com uma calçada nada favorável ao pedestres. O bom dá localização foi que podemos aproveitar tanto Trogir quanto o vilarejo de Okrug Gornji pois a hotel ficava no meio do caminho.

Ficamos em um apartamento (alí chamado apartamani, tipo quitinete) porém eles também tinham quartos (chamados sobe/zimmer/camere) com banheiro privado e compartilhado. Só não estavam mais disponíveis na época em que fiz a reserva. Gostei mas acho que já fiquei em melhores pela Croácia.

Apesar do wireless, TV de tela plana com alguns poucos canais em inglês e da pequena cozinha e sacada, no nosso caso de fundos, achei que o quarto, apesar de ser de bom tamanho, ficava pequeno com tantos móveis, podia ser mais clean. O banheiro era pequeno e a limpeza não era o forte, podia ser mais clean também :). A cozinha acabou sendo supérfula, um frigobar já estaria de bom tamanho.

Pagamos 40 euros a diária para dois em agosto mas acho que poderíamos ter pago menos se tivéssemos alugamos um sobe diretamente com os proprietários. Mesmo em pleno agosto muitos lugares tinham vagas. Fazendo pesquisas posteriores vi que reservando com antecedência dá para pagar esse preço por um sobe no centro. O site Trogir Online me pareceu muito bom para acomodações. Pena que não encontrei antes de ir 😦

As dicas principais são a localização e os preços praticados, como esses apartaminis/sobes estão mais distantes do centro, são opções mais baratas para quem deixa para negociar em cima do laço. É sempre bom ter essas referências pois os proprietários costumam abordar os turistas na própria chegada na rodoviária e com essas informações já dá para passar um filtro logo ao descer do bus.

O que fazer?

Chegamos por volta das 16. Só na caminhada da rodoviária ao hotel já podemos sentir o clima da cidade, muito movimentada com tantos veranistas. Era possível ir de ônibus mas vimos que o trajeto era pequeno, as ruas estreitas e que tinha trânsito assim encaramos o expresso canelão. Essa foi a caminhada mais chata, com as malas, mesmo que pequenas, e sem saber ao certo a localização. Depois dessa primeira as coisas ficaram mais tranquilas. Não usamos o tal do ônibus nenhum dia, aliás, não o vi.

Fizemos check-in, tomamos um banho e partimos para curtir o fim de tarde/primeira noite no centro histórico e também para decidir o que fazer no dia seguinte.

Ruas Centro Historico Trogir

Ruas Centro Historico Trogir

À noite a cidade fica muito bonita com uma iluminação discreta, nada exagerada. Pena que não colaborou com os fotógrafos aqui.

Porto Turistico Trogir à noite

Porto Turistico Trogir à noite

Jantamos no restaurante do Hotel Pasike, gostamos muito. Dois pratos de peixes acompanhados por verduras, bem servidos e com meio litro de vinho da casa custaram em torno de 50 reais . Ah, os vinhos brancos e roses da Croácia são muito bons,

Restaurante do Hotel Pasike em Trogir

Restaurante do Hotel Pasike em Trogir

Coisas para fazer nesses dias não faltaram. O primeiro dia foi dedicado à praia de Seget Donji. Do porto turístico, próximo ao castelo, partem os barquinhos que levam até essa praia.

Restaurante do Hotel Pasike em Trogir

Restaurante do Hotel Pasike em Trogir

Indo para Seget

Indo para Seget

Aliás o pequeno porto turístico é uma atração por si só com iates e veleiros ancorados. Olha o Brasil marcando presença! Naquele dia tinha uma regata em Trogir.

Barcos com Bandeira do Brasil em Trogir

Barcos com Bandeira do Brasil em Trogir

Seget é uma praia bem família, como muitas na Croácia. Normalmente quando existem boulevards e portanto, fácil acesso, as praias se enchem de famílias. A praia também é de pedrinhas, como a maioria, Um mar verde claro super limpo e quase sem ondas. Chato que naquele dia, e nos próximos que viriam, a água estava que nem a propaganda da cerveja: gelaaada! Curtimos o dia por alí com um aperitivo na área de praia do Hotel Medena no final da tarde. Muito relax e honesto.

Hotel Medena Seget

Hotel Medena Seget

De Seget voltamos ao porto turístico de Trogir.

De Seget à Trogir: Canal entre Trogir e Ciovo

De Seget à Trogir: Canal entre Trogir e Ciovo

No mesmo local onde descemos pegamos um outro barco para Okrug Gornji. Para nossa supresa o barco não parou tão próximo do nosso hotel quanto esperávamos e sim na praia do vilarejo. Aproveitamos para curtir essa praia e encaramos o jantar por alí mesmo. Essa praia é um pouco menos família e mais agito que a de Seget.

Porto em OkrugGornji

Porto em OkrugGornji

Naquele noite jantamos no Rarita Konoba, que super recomendo. Para jantar no salão interno, com vista para o pôr-do-sol, tem que reservar. Eu, ainda em trajes de banho, fiquei na parte externa numa boa. A konoba é diferente do restaurante, o conceito é como o da trattoria italiana, ambiente e serviços mais simples com comida mais caseira e barata. Adorei tudo por alí, pena que fiquei sem bateria na máquina fotográfica, segue uma imagem do restaurante que encontrei no google street view.

Rarita Konoba em  Okrug Gornji na ilha de Ciovo

Rarita Konoba em Okrug Gornji na ilha de Ciovo

Depois do jantar voltamos caminhando pela pequena beira-mar até o hotel, com direito a uma paradinha no supermercado para abastecimento.

No segundo dia o plano era ir até Drvenik Veliki para conhecer um lugar chamado de Lagoa Azul. Decidimos fazer o passeio por conta, com a Jadrolinija, ao invés de ir com os barcos de “fish picnic” (tipo escunas no Brasil), porém os bilhetes eram vendidos no guichê que ficava distante do porto e tivemos dificuldade em encontrá-lo com as orientações dos marinheiros. Resultado: perdemos o barco e, não fomos os únicos! Para quem quiser fazer o mesmo recomendo comprar no dia anterior.

Assim trocamos o passeio e fomos até a cidadezinha de Primosten que será objeto de outro post. Como tínhamos perdido o ônibus do meio da manhã, tivemos que esperar um pouco na rodoviária e nos virar muito para descobrir o próximo ônibus que iria até lá. As informações eram bem desencontradas, comecei a perguntar para todo cobrador de ônibus que chegava na rodoviária até que achei um. Achei a metade sul da Dalmácia bem mais organizada para o turismo não local que a parte norte e acho isso se reflete inclusive na proporção de turistas internacionais x croatas/turistas da região dos balcãs.

O terceiro dia foi de acordar curtir mais um pouco o centrinho e pegar o bus para Zadar, se tivéssemos seguido o roteiro esse seria o dia de Primosten porque a mesma está no caminho para Zadar porém como perdemos o trem, digo, o barco, tivemos que mudar os planos.

Em Trogir também gostamos muito do café Monaco, na esquina da ponte entre Trogir e Ciovo. O chato nos cafés é que a galera fuma muito, é difícil você não tomar café com aquele cheirinho de cigarro ao seu redor. Também não dá para perder pela Croácia as Pekaras (padarias) que vendem ótimos quitutes feitos com diversos tipos de massas e recheios. Ao lado desse café tinha uma pekara, aliás, acho que era inclusive do mesmo dono. Melhor impossível, café de um lado, quitutes do outro.

O site Portal Trogir é de uma agência de turismo da cidade e pode ser interessante para pesquisar passeios e acomodações. Outro site que recomendo é do Adriatic4You.

Sobre as praias

Recomendo o Croatia Beaches para informações sobre praias. Eles possuem várias listas e top 10 por tipo de praia e região, assim te ajudam a planejar quais visitar de acordo com teu perfil. Também recomendo comprar um sapatinho para entrar no mar porque as pedras judiam dos pés e uma esteira apropriada para as pedrinhas. Canga nem pensar, só por cima da esteira.  Se não tiver deixe para comprar por lá, são vendidas por tudo e custam peanuts. Acho dispensável um guarda-sol/barraca, as praias costumam ser bem arborizadas e é bem fácil descolar uma sombrinha além de ser um treco a menos para carregar.

Cruzeiros pela Croácia

Ao caminhar à noite pelo porto turístico de Trogir me deparei com vários navios de cruzeiros de pequeno porte que fazem cruzeiros pela região. Muitos tem roteiros que iniciam e terminam em Trogir. Registrei os nomes porque um dia quero fazer um passeio desses. Como já tinha feito no post sobre o sul da Dalmácia, seguem algumas empresas: Gulliver TravelPrinceza Diana Cruise and Bike e Idriva (também com opções Bike & Boat).

Gulliver Barco de  Cruzeiro pela Croacia

Gulliver Barco de Cruzeiro pela Croacia

Abaixo, para uma idéia mais visual, os locais do post destacados no mapa.

Leia mais:

Verona – A cidade mais romântica da Itália

Com o dia dos namorados se aproximando no Brasil, na Itália se comemora no San Valentino em 14 de fevereiro, pensei: Por que não escrever sobre aquela que deve ser a cidade mais romântica da Itália? Assim, esse post vai contar nossa passagem “de algumas horas” por Verona, a cidade que vive do mito de Romeu e Julieta.

A cidade é uma graça, embora para os parâmetros italianos seja uma cidade mediana, entre as 15 maiores da Itália e com aprox. 250 mil habitantes, o centro histórico é pequeno. Como citei acima, passamos algumas horas por lá e conseguimos conhecer bastante. O motivo de ter passado pouco tempo foi porque aproveitamos o tempo entre uma conexão de trem e outra para fazer esse passeio. Não tínhamos planejado essa parada em Verona, na verdade era a volta de uma semana de esqui em Val Gardena e ao olhar as passagens de volta vi que tinha esse intervalo de tempo e pensei: será que posso fazer um pit-stop/tour por Verona?

Chegamos na estação ferroviária, deixamos as malas no lef luggage bag/deposito bagaglio e, em frente à estação, pegamos o ônibus para o centro. Naquele dia era domingo e os horários dos ônibus eram mais espaçados. Demorou um pouquinho para chegar, uns 10 minutos, e o trajeto até o centro demorou mais  ou menos a mesma coisa. A estação dista aprox. 15km do centro, então recomendo o ônibus. É rapidinho.

Descemos do ônibus em frente ao principal cartão postal da cidade, a famosa Arena de Verona, na Piazza BRA, o coração da cidade. A Arena é um dos redutos mais importantes da música lírica no mundo.

A Arena e a Piazza Bra

A Arena e a Piazza Bra

Pegamos o ônibus nesse mesmo local, porém no sentido oposto, para voltar à estação.  No total acho que ficamos umas 4 horas rodando por Verona. Para conferir a programação da Arena, clique aqui!

A cidade me surpreendeu  logo de cara, ignorância total minha mas não tinha a mínima idéia da Arena e do Rio Adige, que corta a cidade e dá uma ar ainda mais romântico com os cadeados espalhados nas suas margens e pontes.

Rio Adige com Castelo San Pietro ao fundo (acima) e Torre San Tommaso ao fundo (abaixo)

Rio Adige com Castelo San Pietro ao fundo (acima) e Torre San Tommaso ao fundo (abaixo)

O que sabia, tinha visto fazia pouco tempo o filme Cartas para Julieta, era da possibilidade de vistar a “Casa di Giulietta”. O local onde fica a sacada reúne muito turistas, tem um pequeno jardim interno, uma lojinha de lembranças muito criativa e também um parede pichada com várias dedicatórias de amor, recadinhos e papel e infelizmente, dá nojinho, chicletes, eca! Olha nóis em frente à uma parte da tal parede. Gostei do contraste deu um ar moderno à uma estrutura ao estilo medieval.

Casa di Giulietta

Casa di Giulietta

A arquitetura de Verona é linda. Tem influências das épocas romana,  medieval, scaligera, veneziana e austríaca, ufa! É inclusive conhecida como “Città Scaligera”, nome que provém de uma família muito importante da época de 1400 e que deixou um grande legado à cidade.

Loggia del Consiglio na Piazza dei Signori, também conhecida como Piazza Dante pela escultura de Dante (época Scaligera)

Loggia del Consiglio na Piazza dei Signori, também conhecida como Piazza Dante pela escultura de Dante (época Scaligera)

Na Piazza delle Erbe, ao lado da Piazza dei Signori, também pode ser apreciada a fonte della Madonna e a Torre dei Lamberti, outros exemplos da época Scaligera. Naquele domingo tinha uma feira grande espalhada pela praça, o que encobria um pouco a beleza arquitetônica porém dava um ar muito gostoso ao passeio.

Piazza delle Erbe

Piazza delle Erbe

Parecia que todas as pessoas da cidade estavam passeando pelo centro naquele dia. Mais um exemplo da famosa passegiata italiana de fim de tarde. Seguido falo dela aqui no blog e não deixo de me impressionar. As pessoas saem para a rua, para comprar, passear, tomar um sorvete, aperitivar, normalmente são muitas e começa no fim de tarde quando está perto de escurecer, faça calor, faça frio. Acho que a segurança das cidades e a eficiência dos transportes públicos proporcionam isso aos moradores. Isso na minha opinião, é muita qualidade de vida!

Piazza delle Erbe

Piazza delle Erbe

A Torre dei Lamberti pode ser visitada por aqueles que gostam de apreciar cidades do alto.

Torre dei Lamberti

Torre dei Lamberti

Além do pontos turísticos já citados é possível visitar as igrejas de época medieval como a Basílica Romântica de San Zeno e a Igreja de Santa Maria Matricolare, Catedral de Verona.  Naquele dia não visitei nenhuma das duas e sim somente a Igreja de Sant’Anastasia.

Igreja/Chiesa di Sant'Anastasia

Igreja/Chiesa di Sant’Anastasia

O chatinho de ir com pouco tempo e no meio da tarde é que não aproveitamos a noite nem os restaurantes, paramos apenas para um lanche+café+sorvete ao volo!! Tinha cada lugar charmosinho, cada esquina fofa…

Restaurante de esquina em Verona

Restaurante de esquina em Verona

Sem falar que algumas comidas típicas dão água na boca e dentre elas está um prato que adoro o Tortelli di Zucca, também chamado de Nodi d’Amore.

Tortellidi Zucca

É tanto romance no ar que de uns tempos para cá, em fevereiro, justamente na época de San Valentino, a cidade realiza uma festa chamada Verona In Love, com o slogan: Se ami qualcuno portalo a Verona. A cidade quer se firmar ainda mais como destino turístico na época de San Valentino e convenhamos, não é para menos então #ficaadica!

Verona in Love

Verona in Love

Adorei ter parado em Verona e achei que as horas foram super bem aproveitadas. Não subi na torre e não fui a nenhum museu mas fiz um programa de domingo ótimo, apenas passeando pela cidade e vendo seus principais pontos turísticos. Achei Verona um charme e recomendo uma paradinha. Espero que o post seja útil para quem como eu deve ficar algumas horas na estação ou para aqueles que pensam em incluí-la no roteiro e não sabem ao certo quanto tempo  dedicar à visita.

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