Colônia e os seus Mercados de Natal

Essa é uma semana difícil para escrever sobre os mercados natalinos da Alemanha mas ao mesmo tempo acho importante divulgar mais sobre a cultura dos mercados de natal desse lindo país e sobre a beleza e o clima natalino da festa de natal na Alemanha e em Colônia. Colônia, Koln ou Cologne é muito famosa por sua Catedral em estilo gótico, no entanto, é no Natal que a cidade vive seu ápice. São inúmeros os seus mercados de Natal e a cidade é visitada por muitos turistas do mundo todo em busca desse espírito único.

Catedral de Colonia

Catedral de Colonia

Estou no Brasil nesse momento, vim passar as festas de final de ano e o mês de janeiro com minha família no interior do RS. Como meu voo para o Brasil partia de Frankfurt, decidi passar o final de semana em Colônia antes da vinda ao Brasil. Colônia é uma excelente dobradinha ou bate-e-volta a partir de Frankfurt, somente uma hora e quinze minutos de distância em trem de alta-velocidade.

Os mercados de Natal em Colônia são abertos na última segunda antes do advento e se encerram poucos dias antes do Natal. Tive a oportunidade de visitá-los no primeiro final de semana de operação. A cidade estava linda e os mercados, lotados! Visitei todos principais mercados, sendo eles: O mercado de Natal da Catedral, O mercado de Natal do Centro Histórico (Old Town), o do Porto, o Angel’s (também chamado de Novo Mercado) e a Vila de São Nicolau.

Todos eles são lindos, primorosos, com arquiteturas específicas e muita riqueza de detalhes. Com toda essa riqueza de detalhes é difícil descrever. E é por isso que irei colocar muitas fotos. O local mais animado é sempre aquele onde se vendem os vinhos quentes e suas variações, porém, as barraquinhas de comida, artesanato e de diversões também fazem muito sucesso. 

Mercado de Natal da Catedral

Muito famoso justamente por estar localizado aos pés da Catedral, símbolo da cidade. Ele também é de muito fácil acesso, você mal desce da estação ferroviária de dá de cara com ele.

Mercado de Natal da Catedral - em Colônial

Mercado de Natal da Catedral – em Colônial

Mercado de Natal da Catedral - em Colônial

Mercado de Natal da Catedral – em Colônial

Mercado de Natal da Catedral - banca de lebkuchenherzen (biscoitos tradicionais feitos com gengibre)

Mercado de Natal da Catedral – banca de lebkuchenherzen (biscoitos tradicionais feitos com gengibre)

Continuar lendo

Anúncios

O Natal na Itália, em Roma e os Presépios

Sempre que pensava em Natal na Itália e na Europa a primeira coisa que vinha na minha mente era a neve. Imaginava todo mundo em casa vendo a neve cair do lado de fora e comendo muuuiiiito dentro. Afinal, comer muito combina tão bem com o inverno…risos!

Vitrine de uma confeitaria em Turim

Vitrine de uma confeitaria em Turim

Mas a verdade é que a neve é apenas uma das coisas que deixa o cenário mais bonito. A iluminação das cidades e o frio acrescentam sempre algo de especial.

Árvore de Natal em frente ao Duomo em Milão

Árvore de Natal em frente ao Duomo em Milão

Continuar lendo

Nápoles, Napoli ou Napule

Essa foi a segunda vez em que fui a Nápoles e não tenho nem como comparar com a primeira. Nada como ir com ao menos algum planejamento e com algumas dicas dos amigos napolitanos. Nápoles é uma cidade bem difícil, muito caótica e muito diferente do resto da Itália, meu namorado estava insistindo para ir até lá e eu estava literalmente empurrando com a barriga, mas aí, ele falou duas palavrinhas mágicas que me convenceram rapidinho: Pizza e Café.

Vista da Cidade

É verdade que a pizza é considerada um prato de origem napolitana porém em Roma definir qual é a melhor pizza, se a Napolitana ou a Romana, baseado na opinião dos amigos, é como discutir cerveja no Brasil. No entanto em relação ao café é hegemonia o mellhor é Napolitano. E lá fomos nós rumo a Napule, como se diz em dialeto napolitano, porém com uma passadinha antes em Caserta para conhecer a Reggia de Caserta, que será objeto do próximo post.

No início apenas uma noite parecia que seria pouco mas no final achei a decisão acertada. Achava exagerado pagar uma noite a mais de hotel e além disso indo no sábado ficava mais fácil incluir a Reggia de Caserta no roteiro. Saí de Roma em um sábado às 09 horas da manhã e, em 1 hora e 15 minutos, estava na estação de Caserta. Terminado o passeio peguei um trem regional, o menor e mais barulhentinho que já peguei até hoje, apenas dois vagões..rs…, e fui parar em Napule. A dificuldade já começou aqui, o estadinho do trem e a frequência eram duvidosas. Aliás, foi chegando lá que vi a Casa Italo, assim como o trem e os quiosques self-service em que comentei nesse post aqui.

Reservei um hotel próximo à estação Napoli Centrale embora todos os meus amigos tenham me dito que ali não era o melhor lugar. A verdade é que não queria gastar muito e como já tinha ficado naquele hotel sabia exatamente o que esperar. O que não esperava era ter ganhado um pequeno upgade e isso fez uma boa diferença, literalmente parecia estar em um hotel diferente. O hotel escolhido foi o Mercure Napoli Garibaldi um hotel simples onde o Mercure tem cara de Ibis. Na verdade é um 3 estrelas e não 4 como normalmente é o Mercure.

Fachada do Hotel

O quarto

O hotel tem todo o básico, só faltou um frigobar. Mesmo apesar de estar localizado ao lado da estação de trem dormi muito bem e sem barulhos. É um pouco distante da área mais arrumadinha ou melhor menos caótica da cidade mas de fácil acesso com o transporte público.

Cheguei de Caserta direto para o hotel, eram 16 horas e assim decidi dar uma descansada e sair no horário da “passegiatta italiana”, além disso, já sendo primavera, o sol tinha castigado um pouco e estava cansada. Às 18:30 de sábado saí em direção ao primeiro ponto turístico de interesse: A Pizzeria da Michele.

Pizzeria da Michele

Um pequeno parêntesis: ainda bem que estava com fome e não parei nas lojas da Corso Umberto I e arredores. Nápoles é conhecida pelas compras em conta, diversas marcas não tão conhecidas com uma ótima relação custo benefício.

A Pizzeria foi imortalizada no filme e livro de mesmo nome “Comer, Amar e Rezar” no entanto os italianos não conhecem tanto o “Mangia, Prega e Ama”. Falei do filme para algumas amigas e nenhuma conhecia então, quando essa colega napolitana, que nunca tinha escutado falar do filme, falou que eu tinha que ir nessa pizzaria achei que o passeio não seria tão tourist trap e resolvi encarar.

O melhor de tudo é que ela estava localizada à quinze minutinhos a pé do hotel onde estava. O lugar me impressionou, muito simples! Tinha visto o site mas mesmo assim estava esperando algo um pouquinho mais formal.  As senhas para a fila de espera são distribuídas na porta e os números sempre cantados em italiano e inglês, isto é, muitos muitos turistas  aliás, muitos turistas italianos também.

Interior da Pizzeria

As mesas são coletivas você vai sentando conforme vai liberando espaço e, depois de limpa e colocada a mesa (jogo americano de papel, talheres e copo de plástico), os pedidos vão sendo feitos meio em conjunto. Primeiro pergutam o que você quer beber e depois que te trazem a bebida pergutam qual das duas pizzas você irá comer. É isso mesmo são só 2 tipos de pizza (Margherita e Marinara) com direito a variação no tamanho (pequena, média e grande) e, no caso da Margherita, a mozzarella extra.

Pizza Marinara

A Pizza Margherita  é bem conhecida no Brasil. Eu a amo e acho que uma coisa que precisa ser dita é que por aqui eles só colocam uma folha de manjericão no meio da pizza. Felizmente consegui negociar o “basílico” extra. Já a Pizza Marinara é feita com molho de tomate, alho, orégano e… basta.

L’Antica Pizzeria Da Michele a Roma – Pizza Margherita

Uma característica da massa da pizza napolitana é que ela é mais grossinha e as bordas são mais cheias que o centro. Aquela mais fina é justamente a pizza romana. O tamanho é grande porém a massa é leve já que não leva nada de gordura.

O atendimento é rápido, a pizza maravilhosa e o preço muito camarada. A melhor pizza que comi na Itália e sem dúvida a mais barata. Custou 4 euros. Ah, uma informação importante: não abre as domingos, ainda bem que fui no sábado.

Da pizzaria fomos para a região do Castelo Nuovo, arredores e beira mar. Poderíamos ter pego o ônibus R2 na Corso Umberto I mas decidimos ir até lá caminhando. Usamos o ônibus para voltar para o hotel, lá pelas onze da noite, e foi bem tranquilo. Também usamos o mesmo ônibus em outra ocasião e não tenho do que reclamar, chegou rápido, não estava lotado e tinha ar-condicionado. A dica aqui é comprar os bilhetes nos tabacchis antes de entrar no bus. Chegamos no castelo em 15 minutos. Tiramos umas fotos e seguimos pela Via San Carlo passando pelo teatro de mesmo nome, pela Galeria Umberto I, pelo Pallazzo Reale, Piazza del Plebicito e Piazza Trieste e Trento.

Piazza del Plebicito

Galeria Umberto I

Castel Nuovo

Da Trieste e Trento andamos a rua para pedestres Via Chiaia e tomamos um sorvete na Casa Infante. Recomendo. Dalí fomos até a Piazza dei Martiri e à Via Calabritto, pequena rua de compras chiques da cidade. No final dessa rua se chega na beira mar, Via Partenope, onde peguei a esquerda e fui em direção ao Castelo dell’Ovo.

Piazza dei Martiri

Via Calabritto

A beira mar de Nápoles não é uma região de praia propriamente dita, não existe areia. São basicamente grande moles colocados entre o mar e o calçadão. Nas pedras as pessoas sentam e tomam sol, no calçadão passeiam, fazem esportes, etc. Vários restaurantes na beira mar e mesmo dentro do castelo tornam essa região  charmosinha e animada. A Certosa de San Marino e o Castello de Sant’Elmo, no alto ao fundo, também completam o panorama desta parte da cidade.

Lungomare

Os restaurantes de peixes frescos dentro do Castel dell’Ovo e as suas vielas estreitas dão um toque especial ao passeio. Como não só de pizza vive Nápoles mas também de peixe, naquela noite decidimos que no outro dia retornáriamos a essa região para almoçar um “bel piatto de pasta alle vongole veraci”, mais uma das delícias napolitanas.

Restaurante em frente ao Castel dell’Ovo

Restaurantes na Região do Castel dell’Ovo

No outro dia de manhã, como tínhamos caminhado bastante no dia anterior e já conhecíamos o Museu Arqueológico de Nápoles e a Spacanapoli, uma rua que literalmente spacca, isto é corta a cidade, tínhamos conhecido na primeira vez, decidimos conhecer as Catacumbas di San Genaro. Lembrei que um amigo nosso tinha comentado que tinha ido e gostado então resolvemos encarar. Foi legal mas cá entre nós, é sempre meio mórbido.

Catacumbas di San Genaro

Depois, conversando com esse amigo descobri que ele tinha feito na verdade o passeio à Nápoles subterrânea (na Piazza San Gaetano, na Spaccanapoli)…rs…

Terminado o passeio, uma visita sempre guiada que dura aproximadamente 45 minutos, o guia disse que quem desejasse podia descer a rua até as Catacumbas de San Gaudioso pois o guia que faz a visita ali normalmente espera o grupo quem vem da visita às Catacumbas de San Genaro quando essa termina. Bom esse não foi nosso caso pois quando chegamos descobrimos que o passeio já tinha começado e não podíamos nos unir ao grupo. Além disso tivemos dificuldade de encontrá-lo porque a igreja (ponto de encontro) estava lotada em pleno domingo de missa.

Interior da Igreja di San Paolo Maggiore

O mais diferente foi sem dúvida a caminhada que fizemos para chegar até essa igreja e depois de lá até a Via del Duomo. Lá pelas tantas me sentia em meio a um mix do que acredito que seja uma favela no Rio+os cortiços de Cuba+o barulho das motos em Hanoi no Vietnã. Só vendo para crer e portanto aqui vão umas fotos do bairro Rione Sanità.

Rione Sanità

Na primeira vez, sem saber, acabei caminhando pelo chamado Quartieri Spagonolo e desta, meio que por acaso, fui parar alí no Rione Sanità. Acho que a gente que é Brasileiro e escaldado anda por alí sem problemas e acaba meio que tomando todos os cuidados, de qualquer forma, nenhum desses lugares é recomendado à noite. Eu diria que esses bairros são onde Nápoles é mais caótica ainda.

Rione Sanità

Cada um arruma a sua fachada…rs…Vi muitas fachadas assim!

Já seu lado mais chique, é o bairro Vomero. Da Villa Floridiana se tem uma bonita vista da cidade e da Piazza Vanvitelli se pode fazer um passeio pelos bares e lojas do bairro. Se chega alí com um dos funicolares que servem a cidade. Acabei não indo por falta de informação. Aliás, peguei o metro para ir da Piazza Garibaldi até a Piazza Cavour, onde peguei o ônibus para as Catacumbas e não acreditei quando vi o trem do metro, na verdade o trem da ferrovia dello stato, atual TrenItalia, de aproximadamente 30 anos atrás. Muito esquisita a linha A do metro, não parece metro mas sim um trem que passa pela cidade..rs… Além disso o tempo de espera parece de trem também, quase 10 minutos esperando o metro-trem chegar!

Do Rione Sanitá (Via della Sanitá + Via dei Vergini) direto para Via do Duomo, alí conhecemos o Duomo e os tesouros de San Genaro, padroeiro da cidade.

Duomo

Interior do Duomo

Para completar o passeio almoçamos em um dos restaurantes do Castelo dell’Ovo e depois voltamos até a Piazza Trieste e Trento para provar o famoso Café del Professore.

Região Castel Dell’Ovo

Spaghetti alle Vongole Veraci

O melhor café que já tomei na Itália, o mais estranho foi que naquele dia, próximo a estação de trem, tinha tomado o pior capuccino da Itália…rs…vai entender! Ainda nos arredores desta regiões fica a Sfogliatella Mary, um lugar recomendado para provar as famosas sfogliatellas e o babá, típicos doces napolitanos.

O Café

Uma última informação para quem pretende passar por alí no período do Natal é que Nápoles tem uma grande tradição de presépios de Natal. São muito conhecidos e reconhecidos nessa arte.

Do café para a estação e, de volta à Roma. Resumo da viagem: muito bom alinhar o passeio à Reggia com Nápoles, na primeira vez fiz Pompéia e Nápoles e não me arrependi. Acho que só assim, entre uma conexão e outra, para passar algumas horas por lá. Ir até lá com o propósito de conhecer a cidade também vale mas sugiro pouco tempo. Com tantas cidades na Itália não recomendo uma estadia longa (mais de duas noites) principalmente para quem vem pela primeira vez.

Como já disse, e repito, Nápoles é difícil, é bonita mas muito mal conservada, as pessoas são simpáticas mas o dialeto é incompreensível, tem mar mas não tem praia, tem avenidas largas mas cheias de lixo e ambulantes, está na Europa mas não é tão segura, enfim, tem sempre algo que muda drasticamente a paisagem original e que te faz pensar em como uma cidade tão rica se transformou tanto ao longo do tempo.

Budapeste e Bratislava

Queria muitoconhecer Budapeste, conheci Praga no ano de 2007 e desde então Budapeste e Viena estavam na minha whish list de viagens (Budapeste visitei em 2012 e Viena só fui conhecer em 2017). O interessante desta viagem foi a dobradinha Budapeste e Bratislava, durante o planejamento descobri que a forma mais econômica de retornar à Roma seria com a Ryanair à partir de Bratislava e assim, além de Budapeste, acabei incluindo a capital da Eslováquia  no roteiro. Esse post sobre Budapeste é antigo porém em 2017 foi revisado então pode confiar nas dicas de viagem de Budapeste e Bratislava. Além disso visitei novamente Bratislava em 2017 quando viajei para Viena e a utilizei novamente como um ponto de chegada e partida.

Budapeste – Eu, Buda e a Ponte Lanchid ao fundo

Esse post é muito especial, tenho uma amiga que morou em Budapeste e que me falou muito bem da cidade. Logo depois de ter comprado as passagens entrei em contato e peguei muitas dicas. É claro que sempre tem o batidão turístico porém tem muitas dicas dela aqui, espero que curtam Budapeste como eu curti.

Continuar lendo