Atualizado em 10/03/2026
Escolher onde se hospedar é uma das decisões que mais influenciam a experiência de uma viagem. Um hotel bem localizado, confortável e adequado ao tipo de viagem pode tornar os dias muito mais práticos. Já uma escolha mal feita pode gerar quebra de expectativa, frustração, deslocamentos desnecessários e até comprometer parte do roteiro.
Com o tempo — e muitas viagens organizadas por conta própria — a gente começa a perceber que existem alguns critérios que ajudam bastante a evitar erros na escolha da hospedagem.
Não existe um hotel perfeito para todas as situações – o que existe é a hospedagem que faz mais sentido para aquele tipo de viagem, para aquele destino e para o perfil do viajante naquele momento de vida.
Antes de entrar nos critérios, vale destacar um ponto importante.
Hoje existem muitas formas de hospedagem: hotéis tradicionais, apart-hotéis, apartamentos por temporada e até quartos dentro da casa de moradores. Apesar das diferenças de formato, os critérios para escolher bem são praticamente os mesmos. Localização, avaliações de hóspedes, características do quarto, custo-benefício e confiabilidade da propriedade continuam sendo fatores fundamentais.
Por isso, neste artigo vou usar a palavra hotel de forma mais ampla, representando qualquer tipo de hospedagem que você possa reservar durante uma viagem. A seguir, estão os critérios que considero mais importantes.
1. Localização
A localização costuma ser um dos fatores mais importantes na escolha do hotel. Em cidades grandes, ficar perto de transporte público, estações de metrô ou áreas centrais pode economizar muito tempo durante a viagem. Isso facilita o acesso às principais atrações e reduz o cansaço causado por deslocamentos longos.
Muitas vezes um hotel um pouco mais caro, mas melhor localizado, acaba compensando no final. Você economiza em transporte, ganha tempo e consegue aproveitar melhor o destino.
Algumas perguntas que ajudam a avaliar a localização:
- Existe estação de metrô ou transporte público ou mesmo privado (aqui depende do perfil e do custo, em Lisboa por exemplo, muitaz vezes, para uma família, o uber/bolt pode sair mais em cont) por perto?
- As principais atrações são acessíveis a pé ou com poucos deslocamentos?
- A região parece segura e movimentada?
- Tenho tempo sobrando para me hospedar mais afastado? Viagem curta em cidade grande: localização central costuma ser prioridade.
- Sou do tipo que gosta de voltar ao hotel ao longo do dia?
- Prefiro experiência o destino como um local ou turista?
Esses pequenos detalhes fazem muita diferença no dia a dia da viagem.
2. Tipo de viagem x tipo de hotel
O hotel ideal depende muito do tipo de viagem. Uma viagem de casal pode funcionar muito bem com um hotel pequeno e bem localizado no centro histórico. Já uma viagem em família talvez precise de mais espaço, mais serviços, mais conforto.
Alguns exemplos:
- Viagem em família: quartos maiores ou apartamentos podem ser mais práticos.
- Viagem econômica: hotéis simples, mas bem avaliados, costumam ser boas escolhas.
- Viagens mais longas: ter frigobar ou pequena cozinha pode ajudar bastante.
Por isso, antes de escolher a hospedagem, vale pensar: o que realmente importa nesta viagem?
3. Avaliações de hóspedes
As avaliações de outros viajantes são uma das ferramentas mais úteis na hora de escolher um hotel. Plataformas de reserva normalmente mostram notas gerais e comentários detalhados, que ajudam a entender a experiência real de quem já se hospedou ali. Mais do que a nota final, é importante ler alguns comentários para identificar padrões.
Por exemplo:
- Muitas pessoas reclamam de barulho?
- O quarto é frequentemente descrito como muito pequeno?
- Há elogios consistentes sobre limpeza ou localização?
Essas informações costumam revelar detalhes que não aparecem nas fotos oficiais do hotel. Não se esqueça que em plataformas como Booking.com a avaliaçao é realizada depois da estadia (eu já tive dois problemas com hotéis onde o Booking resolvou com a a troca de hotel e eu consequemente não pude avaliá-los, optei por deixar um comentário no Trip Advisor.
4. Características do quarto
Esse é um ponto que muita gente acaba ignorando — e depois se surpreende. Em várias cidades europeias, especialmente nas áreas centrais, os quartos podem ser bem menores do que o padrão brasileiro.
Por isso, vale observar alguns detalhes importantes na descrição do quarto:
- Metragem do quarto (algo que pouca gente olha)
- Presença de elevador, principalmente em prédios antigos se você viajar com malas grandes
- Caracterísiticas do relevo (em alguns locais de Lisboa e Veneza, por exemplo, andar com malas pode ser desafiador)
- Tamanho das janelas (indicam o nivel de qualidade da hospedagem)
- Banheiro compartilhado (algo que ainda existe em alguns hotéis ou pensões)
- Presença de frigobar
- Possibilidade de cozinha compacta ou kitchenette
- Café da manhã (atenção a esse ponto, muitos hotéis hoje em dia possuem tarifas diferenciadas com ou sem o café incluído)
Ver fotos, ler a descrição com atenção costuma evitar muitas surpresas.
5. Custo-benefício
Nem sempre o hotel mais barato é a melhor escolha. Às vezes pagar um pouco mais significa ficar em uma área melhor localizada ou em um quarto mais confortável. Isso pode representar menos tempo em transporte e mais tempo aproveitando a cidade. Descansar para cansar viajando é importante para aproveitar a viagem. O ideal é avaliar o custo-benefício da hospedagem dentro do contexto da viagem.
6. Café da manhã
O café da manhã pode ou não fazer diferença, dependendo do destino. Em algumas cidades europeias, existem muitas padarias e cafés excelentes nas ruas. Nesse caso, talvez não seja necessário pagar pelo café da manhã do hotel. Por outro lado, em destinos onde comer fora é caro, incluir o café da manhã pode compensar bastante.
Uma curiosidade pessoal: alguns dos melhores cafés da manhã de hotel que já experimentei foram em países nórdicos. A variedade e a qualidade costumam ser impressionantes. Vale sempre comparar o preço da diária com e sem café da manhã antes de decidir.
7. Política de cancelamento
Durante o planejamento de uma viagem, imprevistos podem acontecer, por isso, sempre que possível, prefiro fazer reservas com cancelamento gratuito. Isso permite ajustar datas, trocar de hotel ou adaptar o roteiro sem perder dinheiro.
Às vezes hotéis com cancelamento gratuito são um pouco mais caros, mas a flexibilidade costuma valer a pena — especialmente quando a viagem ainda está em fase de organização ou quando viajamos com idosos e crianças.
8. Confiabilidade da rede ou da propriedade
Hospedar-se em hotéis de redes conhecidas ou em propriedades bem avaliadas costuma trazer mais previsibilidade. Isso não significa que hotéis independentes sejam ruins. Muitos são excelentes. Mas hotéis com histórico consistente de boas avaliações geralmente apresentam menos surpresas.
Redes hoteleiras costumam ter:
- padrões de qualidade
- processos mais organizados
- equipes treinadas
- maior capacidade de resolver problemas
Isso pode fazer diferença quando algo inesperado acontece.
9. Hotel x acomodações únicas
Hoje é cada vez mais comum encontrar hospedagens chamadas de acomodações únicas — apartamentos ou casas que têm apenas uma unidade disponível. Essas opções podem ser muito interessantes, mas também envolvem um risco maior.
Quando existe apenas uma unidade, se surgir algum problema com aquela hospedagem, a chance de realocação é pequena ou inexistente.Dependendo do tipo de viagem, isso pode ser um fator importante.
Nesses casos, hotéis maiores ou redes costumam oferecer mais segurança. Já passei por situações curiosas em hotéis:
Uma vez, a porta do quarto simplesmente não abria. Eu estava viajando com meu filho pequeno e precisei dormir em um quarto próximo até que o problema fosse resolvido. A porta só poderia ser consertada no dia seguinte para não incomodar os outros hóspedes durante a noite.
Em outra situação, o ar-condicionado não funcionava em Londres, justamente em um período de calor incomum na cidade. O hotel não tinha quartos disponíveis para nos realocar. Como alternativa, ofereceram um ventilador e acabaram nos concedendo toda a estadia gratuitamente. Com 28 °C em Londres, a brasileiro aqui até gostou da economia de 200 libras.
Essas experiências mostram que imprevistos podem acontecer — e hotéis maiores costumam ter mais recursos para lidar com eles.
Bônus: a ferramenta que mais uso para reservar hospedagem
Na maioria das minhas viagens, a ferramenta que mais utilizo para pesquisar e reservar hospedagem é o Booking.com. A plataforma facilita muito a comparação entre hotéis, permite ler avaliações de hóspedes e aplicar filtros úteis durante a busca. Em segundo lugar, também reservo com frequência diretamente no site do grupo Accor, especialmente em hotéis das marcas Ibis, Novotel e Mercure. Como participo do programa de fidelidade da rede, muitas vezes a reserva direta traz benefícios adicionais.
No caso do Booking.com, também existe o programa Genius, que oferece vantagens progressivas para quem usa a plataforma com frequência. Dependendo do nível, é possível encontrar descontos em hospedagens, eventuais upgrades de quarto, café da manhã incluído em algumas tarifas e até atendimento exclusivo para clientes Genius. Esses benefícios costumam aparecer diretamente durante a busca, identificados nas propriedades participantes.
Conclusão
Escolher hotel faz parte do planejamento da viagem — e dedicar algum tempo a essa decisão costuma evitar muitas frustrações. Avaliar fatores como localização, avaliações de hóspedes, características do quarto, custo-benefício e política de cancelamento ajuda a tomar decisões mais conscientes.
Com um pouco de atenção a esses critérios, fica muito mais fácil encontrar uma hospedagem que combine com o seu estilo de viagem. E quando o hotel funciona bem, ele deixa de ser uma preocupação e passa a cumprir exatamente o papel que deveria ter: ser um bom ponto de apoio para explorar o destino.
E você, tem alguma tipo de acomodação preferida? Já passou algum perrengue em hotel que entrou para seu livro de histórias de viagem? Conta para a gente.
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