Aluguel de carro no Chile

Como sei que é chato para quem já está lendo um post grande também um relato cheio de detalhes chatinhos a respeito de problemas durante o aluguel do carro, resolvi fazer esse post à parte. Acredito que possa ser útil para aqueles que querem alugar um carro no Chile estarem atentos a todos os pormenores. Desde já deixo claro não tenho nada contra essas empresas, pelo contrário, as admiro muito e acho que o ocorrido foi uma infelicidade. Viajar desempacotado tem desas coisas.

Optamos pelo aluguel no aeroporto porque nosso plano era chegar e ir direto para Valle Las Trancas. Na volta também não passaríamos nenhuma noite em Santiago então entregar no aeroporto seria uma comodidade.

Ruta 5 Sur - Chile

Ruta 5 Sur – Chile

Como falei no post sobre a viagem ao Chile (aqui!), optamos por alugar pela primeira vez com a Rentalcars.com depois que recebemos o contato de um atendente explicando como funcionaria o aluguel em todos os detalhes. A princípio tudo estava esclarecido e a proposta parecia muito boa porém tivemos alguns problemas.

A primeira surpresa foram as correntes de neve, orçadas com a Rentals.com elas nem sequer eram comercializadas na Alamo. O próximo passo foi achar nossa reserva, demorou muito porque segundo a Alamo eles não possuíam o carro que constava no nosso voucher.  Ao invés do corsa sedan que tínhamos alugado nos deram um Nissan. Até aí tudo bem o chato foi ter escutado “…que estavam nos fazendo um favor ao nos dar um upgrade porque tínhamos pago muito pouco”. Na boa, se quiséssemos um carro maior teríamos alugado um carro maior. Preferimos os pequenos, são mais fáceis de dirigir, de estacionar e mais econômicos. #desabafo

Resolvido os primeiros pontos, já depois de um certo tempo, fomos cobrados pelo TAG necessário para a cobrança dos pedágios urbanos em Santiago. O problema foi o valor do TAG, 8 dólares por dia. É claro que questionamos a cobrança do TAG iríamos apenas passar por Santiago em dois dias distintos e também tínhamos a informação da Rentals.com de que não haveriam cobranças adicionais.

Eu não gostei nada dessas surpresas, sempre fico com a sensação de que estou sendo enganada. Não é o dinheiro em sí mas a forma como as coisas acontecem. Queria esclarecer os pontos para dividir no Blog e também para entrar em contato com a Rentalcars.com depois da viagem. O atendente não sabia explicar e começou a ficar transtornado; digitava no computador e ao mesmo tempo resmungava que já tinha passado o horário de trabalho dele e que tínhamos que decidir senão ele cancelaria nosso pedido. Eu, em vão, tentava fazer com que ele ao menos respondesse minhas questões. Em um certo momento falei que se ele não sabia responder que ao menos chamasse o supervisor. Desse ponto em diante a questão ficou bastante séria. Ele levantou, saiu e não voltou mais.

Sem saber o que estava acontecendo e achando tudo surreal pedimos ajuda a outro funcionário porém ele se negou a continuar o nosso atendimento dizendo que sua obrigação era cuidar dos demais clientes. Detalhe: não havia fila.

Passadas 1,5 horas já estava indo falar com a polícia quando o gerente voltou juntamente com o atendente inicial. O gerente respondeu nossas dúvidas, falou que não tinha o que fazer, que não somos os únicos a reclamar e que a parceria tem dado problemas assim como os funcionários em questão.

Nesse momento já implorávamos para ser atendidos, estávamos desesperados! Solicitamos então que outra pessoa nos atendesse. Pense bem: era tarde, alugar um carro no aeroporto seria difícil, teríamos que dormir uma noite em Santiago e resolver tudo no outro dia pela manhã. Perderíamos um dia de esqui, o bom humor e gastaríamos muito mais.

No final o TAG custou 64 dólares (por 8 dias) valor que representava 50% do valor do aluguel do carro que já tínhamos inclusive pago. Alugamos um carro econômico por 8 dias utilizando o seguro CDW do nosso cartão VISA e isso explica porque o valor total do aluguel foi “pouco”. A questão aqui é que você fica na mão do locador pois não existe a menor possibilidade de andar sem o tal TAG. A pergunta é: se o item não é opcional, por que já não incluir no valor do aluguel?

O senhor designado para nos atender demorou 15 minutos para chegar e 40 para finalizar o aluguel porque nosso contrato tinha sido apagado do sistema. Depois de fazer quase ele tudo ainda nos vendeu o seguro contra terceiros que sabíamos que faltava e que com toda a confusão já estávamos esquecendo de contratar.  E aí, o atendimento muda tudo ou não?

Saímos do aeroporto 3 horas e 45 minutos depois e tivemos que esperamos mais 15 minutos no estacionamento porque o carro estava sendo lavado.

Em todo esse tempo em que ficamos implorando para sermos atendidos conversamos com clientes que vez por outra chegavam no guichê da Alamo e descobrimos que o valor do TAG é uma caixinha de surpresas.

Sai de lá morrendo de medo do que aconteceria na hora de entregar o carro mas não tivemos nenhuma outra surpresa além dos prejuízos financeiros iniciais, da humilhaçção e da enorme perda de tempo. Tínhamos acordado às 5 da manhã e estávamos prestes a encarar a hora do rush em Santiago ainda tendo em torno de 6 horas de viagem pela frente.

Minha recomendação: se informe bem sobre todos os pontos acima para não ter nenhuma surpresa ruim e não utilize essa parceria nesse aeroporto a menos que as empresas  garantam que as coisas estão funcionando bem. A conclusão que fica é que os processos para a venda do produto não estão bem fechados e que sobra para os atendentes da loja, totalmente inaptos, a resolução do pepino.

3 comentários sobre “Aluguel de carro no Chile

  1. MARCELO CANALE disse:

    O TAG necessário para a cobrança dos pedágios urbanos em Santiago é como um “sem parar”? Eu não entendi do que se trata. O pagamento de pedágios não é feito diretamente nas cancelas, como no Brasil?
    Vou a Chillán em Junho 2016 e já aluguei um carro pela rentalcars.
    Obrigado pelas orientações.

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    • planejandoaviagem disse:

      Olá Marcelo, tudo bem? É isso mesmo, o tag é uma espécie de sem parar para os pedágios urbanos de Santiago (esses pedágios são automaticos, não existem cancelas, são equipamentos colocados em estruturas de metal, como se fossem passarelas ou postes que fazem a cobrança e “multam” automaticamente), já nas estradas os pedágios são como os nossos, com cancelas. Boa viagem a Chillan!

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