Bologna – Cidade das Torres, dos Tortellinis, da Piadina e muito mais

A apenas duas horas e 15 minutos, em trem de alta velocidade, de Roma está Bologna/Bolonha – a cidade de origem medieval com o maior e mais bem preservado centro histórico da Itália. Eu não resiste em conhecê-la e amei o final de semana que passei ali. Bologna é muito bem cuidada e tem um tamanho ótimo, “a misura d’uomo”, como costumam dizer os italianos, quando a cidade tem um tamanho e oferece muita qualidade de vida.

Segundo o wikipedia é a 36° cidade mais rica da Europa e a segunda da Itália perdendo apenas para Milão. Portanto, apesar de pequena, aprox. 300 mil habitantes, Bologna tem bastante coisa a oferecer para quem quer passar uma noite, um dia ou mesmo um final de semana. Fora isso a cidade está em uma posição estratégia do ponto de vista turístico pois os trens que partem de Firenze(Florença) à Veneza ou à Milão quase sempre fazem uma parada na cidade. De Firenze à Bolonha são apenas 45 minutos em trem de alta velocidade.

Eu acho que vale muito dar uma paradinha ao menos conhecer para conhecer a Piazza Maggiore, as Duas Torres e provar o Ragu alla Bolognese.

Torre Asinelli

Ficamos no hotel Mercure Bolonha e a localização, próxima a estação, na verdade em frente, foi ótima, Muito prática para agilizar a chegada. Chegamos por volta das 11 da manhã e em menos de 15 minutos fizemos o check-in e já saímos para conhecer a cidade.O pessoal do hotel foi muito prestativo e liberaram o check-in mais cedo do que o previsto.

Bolonha é conhecida como a cidade das duas torres, no passado tinha diversas porém poucas resitiram ao tempo. Sem dúvida um dos principais passeios é subir na Torre Asinelli. Mais do que a vista a experiência de subir é bacana e compensa. Então, no sábado, assim que chegamos próximos da Torre, vindo da Via delle Pescherie Vecchie, decidimos subir.

Interior da Torre

No início parecia que ia ser difícil, até pensei: em que furada fui me meter! Explico: existem algumas partes da escada de madeira que leva ao topo que possuem degraus muito próximos uns dos outros porém a escada não é toda assim são só algumas partes e uma delas é justamente o início o que te faz pensar em desistir. Ainda bem! Além disso é como se a torre fosse dividida em andares, se não me engano são aproximadamente 5, então, enquanto você sobe pode usar esses pontos para dar uma descançada. Esses pontos também são usados para desafogar o fluxo porque a escada usada para subir é a mesma usada para descer e em alguns pontos passa somente uma pessoa por vez. Recomendo a subida apesar dos 450 degraus ou algo em torno disso.

A vista da Torre

A via principal de Bolonha, Via dell’Indipendenza, que culmina na Piazza Maggiore e também próximo às Duas Torres, tem um comércio ótimo com praticamente todas as lojas, teatros e afins em palácios de época “porticados”, isto é, com arcadas. Aliás acho que a cidade deveria ser conhecida como cidade das arcadas e não das duas torres porque os arcos realmente mudam a paisagem de TODA a cidade. Já tinha visto esses prédios em Turim/Torino e tantas outras cidades mas em Bolonha eles chamam muito mais a atenção e estão realmente por toda a parte.

Arcadas na Via dell’Indipendenza

Teatro Via dell’Indipendenza

A Piazza Maggiore é de tirar o fôlego. Tem muitos pontos de interesse, dentre eles a Biblioteca Sala Borsa, a biblioteca da Universidade de Bologna, a Fontana del Nettuno, a Basílica di S. Petronio e os Palazzos d’Accursio, Re Enzo, dei Banchi e dei Notai. 

Piazza Maggiore

Interior da Biblioteca

Seguindo além da piazza Maggiore, próximo as Piazzas Cavour e San Domenico estão as lojas de grifes e outros ponto de comércio. É uma região muito bonita, bem cuidada e charmosa com diversos cafés, bares para aperitivo e sorveterias.

Portico Piazza San Domenico

A região mais próxima a universidade – Palazzo Poggi – é mais decadente e um pouco diferente da região acima. Ali se vê o lado mais “sinistro” (de esquerda) e mais jovem da cidade. Bologna é famosa por ser uma cidade de esquerda. A Universidade é tão grande que caminhando pelas arcadas quase não notamos que tínhamos passado por ela. Também ficou difícil de fotografar.

Bairro da Universidade

O domingo foi dedicado ao Parco Montagnola que achei um pouco mal cuidado perto do que poderia ser o lugar. Tínhamos passado pelo mercado no sábado na Piazza VIII Agosto mas não tínhamos visto o parque em sí.

Parco Montagnola

Parco Montagnola

Depois do parque fizemos o caminho através dos arcos que levam até a Basílica della Madonna di San Luca. A partir da Porta Saragozza são aprox. 5km de arcadas que levam você até lá. Sem dúvida o charme aqui está em fazer a caminhada/subida a pé porém, acho difícil incluí-lo em um roteiro de um dia. Também não recomendo subir a torre Asinelli e no mesmo dia caminhar até lá a menos que você não seja um esportista. Uma alternativa para encurtar o caminho é ir de ônibus até o final da Via Saragozza, de lá são 2km, ou mesmo ir de carro apenas para dar uma olhada na paisagem.

O Caminho

Ainda no caminho…

A Basílica

Além das torres e das arcadas também chama muita atenção uma das especialidades gastronômicas da região: os tortellinis, tortellones  e seus diversos recheios. É impossível resistir a essa tentação, infelizmente faltou tempo em um final de semana para provar de tudo e como dei preferência a eles acabei não provando a Lasagna alla bolognesa.

No primeiro dia tive um desvio de percurso próximo ao centro, estava passando na Via delle Pescherie Vecchie e não resiti a Pescheria del Pavaglione que vendia peixes marinados e frescos. Vi a fila, sempre um indício de que a comida é boa, e, acabei almoçando por ali, um lugar muito simples, com as pessoas da região inclusive com seus cachorrinhos a tira colo, mandando ver nas porções de peixe com prosecco. “Magari” nossas peixarias fossem assim…

Almoco Pexaria

No sábado à noite, tínhamos a dica de uma trattoria mas que infelizmente não podemos entrar porque não tínhamos reserva, a Trattoria Dal Biassanot. Naquela noite fomos à outras duas trattorias também muito bem recomendadas (Tony e Dal Rosso) mas infelizmente o mesmo problema. Então, fica a dica de fazer a reserva com antecedência.

Acabamos optanto pelo Ristorante NiNo (Via Volturno, 9) que tínhamos visto à tarde enquanto caminhávamos e onde sabíamos que tinha o prato que eu estava com desejo de comer: o Tortellone com Gorgonzola e Nozes. O restaunrante era bom, ambiente rústico, atmosfera familiar, comida boa e preços acessíveis. Gostamos bastante e mesmo escolhendo ao acaso reforça minha tese de que em geral é difícil comer mal na Itália.

Tortellini al Ragu alla Bolognese

O domingo, que estava reservado à Lasagna, acabou fugindo do nosso controle. Terminamos a caminhada à Basílica por volta das 3 da tarde e como a maioria dos restaurantes fecha no domingo ou abre apenas para o jantar ficamos a ver navios. Resultado: estavámos morrendo de fome e optamos por não perder mais tempo procurando um restaurante ou trattoria aberto e nos rendemos à piadina.

Piadina

Aliás, a piadina também é uma especialidade romagnola muito famosa. Com certeza é típica, o problema é que eu amo piadina e como é uma refeição light além de ser super rápida e prática de fazer, costumo jantar piadina ao menos uma vez na semana…rs. Fica a dica para um almoço rápido e bem local. Essa eu provei na Magnifico, em plena Via dell’Indipendenza, 33. 

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22 comentários sobre “Bologna – Cidade das Torres, dos Tortellinis, da Piadina e muito mais

  1. Graça Monteiro disse:

    Estou de viagem marcada para Bolonha e gostei muito das dicas apresentadas.Espero pelo menos curtir um pouquinho desta cidade ato encantadora.Graça Poubel.

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  2. Sila Ferreira disse:

    Michele, é muito bom saber que os brasileiros estão permeando o mundo. Também sou gaúcha, vivo em Curitiba e tenho ido com frequencia a Europa pois minha filha está um ano morando em Braga, Portugal. EStamos nos dar um giro pela Itália. Gostei do seu blog e aproveitei para completar meu roteiro.
    Aproveite. Abs
    Sila, Curitiba

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  3. Ricardo Dellai disse:

    Saudações, michele vou fixar base em bologna e de lá vou a rimini e san marino.
    Peguei umas promos do freccia e não ficou caro ir a roma de bologna.
    Iria fazer isso de firenze, mas não simpatizei com firenze e bologna achei mais dinâmica.
    Agora já finalizei o roteiro e comprei todos biglietti.
    Seu site me ajudou bastante.

    Abcs.

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  4. Ricardo Dellai disse:

    Ciao, gostaria de saber se você já ficou em algum Airbnb é um sistema bastante seguro, e estou achando os preços bem convidativos.

    Ainda temos a segurança de não autorizar o pagamento caso não seja o que vemos nas fotos bem diferente dos hotéis que sempre maqueiam um pouco.

    Abbracci.

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    • planejandoaviagem disse:

      Oi Ricardo, já fiquei sim. Em Zadar e em Ibiza. Meu relato está em um post chamado “Em Ibiza com o AirBnB”. Gostei bastante, sou suspeita porque prefiro acomodaçoes desse tipo. além do principal, contato com os locais, elas custam menos e vc pode fazer uso da cozinha. Em Ibiza aluguei um quarto com banheiro compartilhado (divida a casa com a proprietaria) ja em Zadar um studio/apartamani pequeno. Abraços

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    • planejandoaviagem disse:

      Oi Bruna, realmente não descrevi direito como fomos. É que no dia em que fomos os ônibus estavam com horários reduzidos e desvios devido a uma obra enfim, um casino(caos) como dizem os italianos. Pegamos um ônibus no centro, descemos na Av. Zaragozza e caminhamos até lá, Hoje vi que o trajeto deve ser feito com o ônibus 20, , que sai do centro, até a parada Villa Spada. Da Villa Spada é possível caminhar ou pegar um micro-ônibus que faz o trajeto até lá em cima. Eu recomendo a caminhada, pelo google street view consegui ver que a Villa della Spada é bem próxima da Via Porrettana (continuação da Zaragozza), o local ideal para começar a subir🙂

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