BBB: Dicas Boas e Baratas de Berlim

A INSPIRAÇÃO

Amigos que elogiaram muito a cidade!!!

O ROTEIRO

O roteiro por Berlim foi elaborado com base no guia de viagem da Eyewitness Travel, em um blog de viagem com dicas interessantes de Berlim e com as dicas muito preciosas de um amigo alemão que conheci aqui Roma. No total foram 6 dias curtindo a cidade em pleno outono que, para os meus parâmetros, era inverno. Máxima de 8 graus, mínima de -2 e bastante vento o que baixava muito a sensação térmica. Se você pretende viajar nessa época recomendo que esteja muito preparado para o frio assim você vai conseguir curtir a cidade numa boa.

No primeiro dia fomos a três dos principais cartões postais da cidade, a Pariser Platz, ao Portão de Brandeburgo e o famoso prédio do Reichstag, que hoje em dia é mais visitado pela sua cúpola, construída pelo também famoso arquiteto Sir Normam Foster, que pelo prédio em si. Fiz a reserva pelo site e a entrada foi tranquilíssima.

Caso o Reichstag esteja no seu roteiro recomendo a ida no primeiro dia porque da sua cúpola você tem uma vista de toda a cidade e eles ainda fornecem um audioguide, inclusive em português, super modermo com toda a explicação dos principais prédios de Berlim. O audioguide assim como a visita são gratuitos.

Reichstag com Cúpola ao Fundo

No detalhe: Cúpola do Reichstag

Depois, um “city tour” com o ônibus de número 100 nos levou do Reichstag direto à região do Zoológico porém, como fazia muito frio, optamos por não entrar. De qualquer forma parece um passeio muito bacana pois é considerado um dos melhores do mundo pela sua diversidade de animais.

Descemos na região e aproveitamos para conhecer a rua Kurfürstendamm, Ku’damm para os íntimos, uma das famosas ruas de compra com a também famosa KaDeWe, segunda loja de departamentos da Europa perdendo apenas para a Harolds de Londres, nas suas proximidades. O melhor da KaDeWe é sem dúvida o piso de comidas.

Piso de Comidas da KaDeWe

O segundo dia foi dedicado a Postamer Platz, Alexander Platz e a Unter den Linden, aqui recomendo a leitura do blog Viajo Logo Existo. Ele tem um roteiro de caminhada pela Unter den Linden bem bacana e descreve também muito bem cada bairro da cidade assim como suas principais atrações.

A Postdamer Platz, um dos maiores projetos de construção de praça dos últimos anos na Europa, impressiona bastante na chegada mas depois é meio mais do mesmo. Ali fica o conhecido Sony Center, que achei bacana e tudo mas não para a propaganda que fazem. Tenho algumas coisas da Sony e portanto algumas coisinhas que queria comprar mas que eles, infelizmente, não tinham. Também acho que as lojas da Apple por exemplo arrasam e estava esperando encontrar algo ali que me surpreendesse mais.

Projeto Postdamer Platz

A Alexander Platz é sem dúvida mais caótica em função dos inúmeros meios de transportes público que se concentram na região e sem dúvida a sua torre foi o cartão postal que mais fotografei. Esta praticamente em todas as fotos! A torre pode ser visitada e mesmo apesar das filas serem grandes, principalmente nos dias de sol, você pode comprar os tickets e deixar seu número de celular para que eles te avisem 30 minutos antes de você entrar. Que organização!

Alexander Platz as 16 horas e 30 minutos…

O terceiro dia foi dedicado ao muro de Berlim. Tínhamos visto uma parte do muro na Postdamer e queríamos ver mais. Fomos até a East Side Gallery conhecer a parte maior e mais bem preservada do muro.

Muro de Berlim – East Side Gallery

Após fomos ao uber turístico Charlie Checkpoint Museum. Achei um pouco caro, pagamos 12,5 euros para entrar e confesso que tive a impressão de viajar no tempo. O museu é antigo, foi criado praticamente junto com o muro de Berlim mas de lá pra cá não sofreu muita renovação então, apesar do audioguide, você tem que ler muita coisa e a atmosfera é bastante antiguada. É estranho, não combina com a modernidade da cidade, mas vale a visita se você estiver interessado nas curiosidades sobre a divisão da cidade, a construção do muro e as incríveis fugas.

Arte com Passaportes no Checkpoint Charlie Museum

O quarto dia era domingo e optamos por ir até o MauerPark, maior mercado de pulgas da cidade. O problema foi que naquele domingo específico não teve mercado. De qualquer forma valeu o passeio, saímos do nosso hotel no Mitte e, em 15 minutos, chegamos até o mercado através da rua Kastanienallee, mais uma rua bacaninha cheia de restaurantes e bares. Do mercado fomos até Schonenberg e caminhamos um  pouco pela região.

O quinto dia foi dedicado às Galerias do Scheunenviertel, antigo guetto judaico que se tornou o bairro descolado da cidade depois da queda do muro quando muito jovens artistas se transferiram para a região. Os prédios restaurados do Hackeschen Höfe, conjunto de oito prédios com seus pátios internos interligados unindo diversos ateliês e lojinhas, impressionam. Além disso na região tem a Nova Sinagoga, também recentemente restaurada, e diversas ruas com bares, lojas, cáfes, restaurantes e centros culturais moderninhos.

Sinagoga

Como essa região toda era onde estava o nosso hotel acabou que a fomos conhecendo em doses homeopáticas então nesse dia ainda sobrou tempo para ir até a Unter den Linden, queria ver a loja da Nivea que não tinha visto no primeiro dia, e também para passear pela Friedrichstrasse mais uma rua de compras só que mais voltada para as altas grifes e lojas de departamentos.

Vitrine na Nivea – Unter den Linden

O sexto e último dia foi dedicado a praça do Gendarmarkt e as comprinhas básicas, lembrancinhas, imãs de geladeira e as pechinchas de Berlim. Como faço coleção de imãs dessa vez minha inspiração foram os famosos desenhos dos semáforos da antiga Alemanha Oriental.

Imagem dos semáforos da antiga Alemanha Oriental

Com isso, retornamos a Friedrichstrasse e a Ku’damm.  Aqui fica a dica: para quem gosta de mochilas a marca Deuter vale muito a pena.

No geral ficamos bastante tempo mas não vimos tudo. Assim como o Zoo optamos também por não conhecer alguns museus/galerias importantes como o Pergamom, a Gemaldgaleria e o Judish Museum, quem sabe em uma próxima! Além disso tínhamos a dica na Kulturbrauerei, uma antiga cervejaria transformada em pólo cultural, que pretendíamos conhecer no domingo já que era próxima do MauerPark mas que acabamos esquecendo porque alteramos o trajeto.

O tempo também não ajudou muito. Muito cedo era muito frio e por volta das 16:30 já era noite fechada. Então acabamos optando por andar pela cidade enquanto tinha a luz do dia e como os museus fechavam por volta das seis ficava mais difícil conhecê-los. Às quintas eles fecham mais tarde e o Checkpoint Charlie fecha às 22 então fica mais fácil incluí-lo na programação.

Além disso fomos praticamente abduzidos pelos inúmeros mercados de Natal em todos os principais pontos da cidade. Aqui na Itália se fala muito desses mercados em Praga, Vienna, Budapeste mas confesso que Berlim parece ser a rainha deles. Postdamer Platz, Alexander Platz, Gendarmarkt, EuropaCente, enfim, muitos!! Sendo assim, já entrei no clima natalício e troquei inclusive a foto do Blog.

Mercado Natal – Postdamer Platz

Mercado Natal – Postdamer Platz

Mercado Natal – Alexander Platz

Mercado Natal – Gendarmarkt

Mercado Natal – Gendarmarkt

Mercado de Natal – Europa Center

SE DESLOCANDO

Se deslocar por Berlim é muito fácil. O metro, seja o U-Bhan, underground, ou S-Bhan, de superfície, cobre praticamente toda a cidade. Provavelmente você pegará mais de um para chegar ao seu destino final mas as trocas são fáceis pois o metro não é muito profundo e as distâncias entre uma linha e outra são pequenas portanto, se caminha pouco. Além deles os trams e ônibus cobrem as pequenas distâncias. A dica fica para os ônibus 100 e 200 que fazem praticamente um tour turístico pela Unter den Linden.

O aeroporto de Schonefeld  também é muito bem servido pelo metro. Compramos um ticket semanal, custo de 33,5 euros, que incluía todo o transporte público, inclusive o aeroporto.

ACOMODAÇÃO

Essa foi uma viagem Easy!!! EasyJet e EasyHotel! Foi a primeira vez que me hospedei em um dos hotéis low-cost da rede e a experiência foi boa. O hotel é super bem localizado, os funcionários muito atenciosos e simpáticos, o básico do hotel, cama, travesseiros, chuveiro, aquecimento e isolamento acústico perfeitos, nota 10!

Os únicos problemas porém são os espaços mega-reduzidos dos quartos, o ideal é que cada pessoa tenha somente uma mala pequena caso contrário você não conseguirá deixar sua mala aberta sem que pratique salto em distância, e o fato de que todo o adicional, assim como nos voos da EasyJet, custa! Assim, o pagamento com cartão de crédito custa 2,5 euros, o controle remoto para assistir a TV 5 euros por dia, a internet no quarto mais 3 por dia, o check-in antecipado 7,5, a custódia para malas 3 por mala…e por aí vai… limpeza do quarto, troca da toalhas, etc.

Enfim nada que não possa ser planejado se você estiver interessado nas barganhas de preço. Além disso só posso dizer que dormi muito melhor ali do que já dormi em muitos hotéis 3 estrelas.

Abaixo o vídeo que encontrei antes de viajar e que me ajudou a controlar a expectativa.

COMER, COMER!!!

Se come muito bem e muito barato em Berlim. A infinidade de restaurantes na região do Mitte onde ficamos hospedados era incrível. As comidas asiáticas e árabes são muito apreciadas e eu, como já fui parar na Tailândia e no Vietnã por causa da comida, aproveitei muito!

Aí vão as dicas: o Monsier Vuong é sem dúvida o mais famosinho de todos e a sua especialidade é vietnamita, nessa mesma linha o Fam Dang (Torstrasse 125, Mitte, U Rosenthaler Platz) parece menos conhecido assim, além de bom é mais econômico ainda.

Ambiente no Monsieur Vuong

Noodles no Monsieur Vuong

Na mesma linha tem o também asiático Transit e a rede indiana Amrit. No Amrit a comida é ótima e as porções fartas.

Por fim fomos a dois árabes, que como se diz na Itália, “da non perdere”. O Hasir e o Esra (Oranienburger Str. 87, Mitte, S-Hackescher Markt), esse último mais simples é ótimo para um almoço árabe rápido que não seja kebab. A região da Oranienstrasse é ótima para restaurantes árabes e doces turcos.

Almoço no Esra

Doces Turcos

Comemos também muita wuster. Tanto nos cachorros-quentes dos mercados de Natal como nos inúmeros quiosques de CurryWurst da cidade. É a comida mais típica de Berlim. A salsicha normalmente vêm acompanhada de pão ou batatas fritas e em cima colocam o curry indiano amarelo.

CurryWurst

A batata Kartoffelpufferé também muito boa, é frita e acompanha um molho de maças. Comi uma no andar de comidas da KaDeWe, ótima.

Kartoffelpuffer

Em relação a comida típica a dica foi do meu amigo alemão e a indicação foi um restaurante chamado Austria (Bergmannstr. 30, U-Gneisenaustr) muito apreciado pelo Schnitzel. Optamos por pedir só um e dividir. Ainda bem! Olhem só o tamanho do pratinho!

Schnitzel no Austria

A VOLTA PRA CASA…

Depois de seis dias ótimos ao voltar para Roma, ainda no aeroporto, precisamos passar por um processo de descongelamento das asas do avião. Vivendo e aprendendo. Como consegui deletar meu vídeo coloco um outro que encontrei no youtube muito parecido e que dá idéia do procedimento. Agora finalmente entendo como se viaja mesmo com as baixas temperaturas!

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